Cidades

Cadeia produtiva da farinha vira alvo de estudos no Amapá

Objetivo é traçar o perfil dessas casas para poder fortalecer a política de incentivo ao plantio e beneficiamento da mandioca

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A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR) deu início ao levantamento documental dos investimentos em casas de farinha no Amapá. O estudo reúne documentos desde 2012 até este ano. A intenção é descobrir a situação real desses processos até o final deste mês.

Depois do levantamento, a equipe da SDR vai realizar o trabalho de campo visitando as casas de farinha para saber se estão funcionando dentro das normas legais. Após concluída essa etapa, será elaborada uma proposta específica para esse tipo de beneficiamento da mandioca.

“Em maio de 2016 a SDR debateu junto à Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá [Diagro] a questão da habilitação sanitária nos estabelecimentos agroindustriais rurais, destacando a importância do controle sanitário na produção agrícola, principalmente da farinha”, comentou Antônio José Silva Colares, da Coordenadoria Rural da SDR.

A equipe da SDR vai analisar se a farinha produzida na área rural está chegando ao consumidor de forma higiênica. Para isso, a Diagro criou uma portaria que regulamenta a padronização e a qualificação das casas de farinha. A primeira região a ser visitada na programação dos técnicos é a localidade de São Joaquim do Pacuí, onde se concentra o maior número de casas de farinha do Estado.

O relatório final dessas visitas deve ser concluído até o fim do mês de maio deste ano, quando terá um diagnóstico da situação de cada casa de farinha do Estado. Em 2016, 188 comunidades rurais do Amapá produziram 2.648 milhões de litros de farinha, o que representa 1,7 mil tonelada do produto. A produção geral resultou uma renda de cerca de R$ 11 milhões.

 
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