Polícia

Policiais federais fazem ato para cobrar PL que usa dinheiro do crime para combater o próprio crime

Agentes querem que governo federal e Ministério da Justiça enviem ao Congresso Nacional projeto de lei para criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado (Funcoc)


 

Elen Costa
Da Redação

 

Uma manifestação pacífica de policiais federais, delegados e peritos criminais do Amapá cobrou do governo federal e do Ministério da Justiça o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei para criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado (Funcoc).

 

O ato, ocorrido nessa terça-feira, 24, em frente à Superintendência da PF no estado, foi organizado pela Associação Regional dos Delegados de Polícia Federal, pelo Sindicato dos Policiais Federais e pela Associação Regional dos Peritos Criminais.

 

A mobilização visou cobrar a garantia do financiamento permanente às ações de enfrentamento às facções criminosas que, de acordo com as entidades, é considerado essencial, e pressionar o Executivo a priorizar a proposta.

 

Os organizadores asseguram que esta foi a primeira de uma série de manifestações previstas para ocorrer simultaneamente em vários estados do país, caso não haja avanço concreto por parte do governo. Inclusive, a categoria ameaça adotar medidas mais severas como paralisação no agendamento de passaportes e outras atividades administrativas.

 

O que é o Funcoc

O Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado é um fundo público que seria vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública com a finalidade de financiar operações de prevenção, repressão e investigação de organizações criminosas.

 

Na prática, valores do crime organizado apreendidos durante operações, seriam revertidos às ações de combate às próprias facções e para treinamentos, aquisição de equipamentos, viaturas e investimentos em tecnologias para investigação da Polícia Federa, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal.

 

“É a descapitalização do crime organizado, para que esses recursos sejam utilizados no aparelhamento das policiais federais. Ou seja, nada vai ser tirado da segurança pública, da saúde, da educação, da assistência social, ou de outras áreas. É o dinheiro do crime usado contra o próprio crime”, explicou o delegado João Bastos.

 


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