Delegado revela que Anna Paula foi estrangulada com alça de bolsa
Anderson Ramos declarou que perícia falhou ao não recolher material encontrado na cena do crime, mas garantiu que equipe da 1ª DPS fez o recolhimento, com luvas, saco de evidência e encaminhou objeto para a Polícia Científica

Elen Costa
Da Redação
Em fala no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário 90,9) desta quarta-feira, 25, o delegado Anderson Ramos, titular a 1ª Delegacia de Polícia de Santana, responsável pela apuração do crime que matou Anna Paula Viana Rodrigues, de 19 anos de idade, no dia 9 deste mês, deu detalhes sobre a investigação que concluiu que a jovem também foi vítima de violência sexual.
Ramos disse que o Ministério Público ofereceu a denúncia contra Claúdio Pacheco, o ‘Coringa’, que irá responder pelos crimes de latrocínio, com pena estimada em 30 anos, estupro e fraude processual qualificada, com sentenças que podem chegar, respectivamente, a dez e quatro anos de reclusão.
“Durante a investigação conseguimos concluir que além do objetivo patrimonial, a ação desse elemento teve o objetivo de cunho sexual também. Nesse caso, quero deixar claro que não houve a conjunção carnal, a penetração, mas que teve, sim, o estupro em sua forma consumada. Essa moça foi uma heroína, lutou contra esse ato o tempo todo. Isso foi comprovado na perícia, que demonstrou as marcas de defesa no corpo dele”, explicou a autoridade policial.
Fraudes
Conforme levantamentos policiais, Coringa ficou cerca de 26 minutos dentro da loja onde Anna Paula trabalhava.
“Ele passou esse tempo todo lá dentro, pensando como iria fraudar a cena do crime e praticou dois tipos de fraude: digital e biológica. Ele retirou os cabos do roteador para não dar acesso à internet, depois, ainda se preocupou com o DNA dele que estava no corpo da vítima, por causa da luta que teve com ela, foi aí, que jogou tinta nas mãos dela, ainda trancou as portas, levou as chaves para que demorassem a achar o corpo”, esclareceu o delegado.
Outra revelação acerca do hediondo, feita por Anderson Ramos, foi quanto a forma como o criminoso matou a universitária.
“Ele havia dito em depoimento que tinha usado as próprias mãos para esganá-la. Porém, nós conseguimos provar que ele usou a alça, tipo alça de uma mochila, de bolsa, para estrangular a vítima. A perícia falhou, porque não havia recolhido esse material na cena do crime, mas nossa equipe fez esse recolhimento, com luvas, saco de evidência, e encaminhamos para a Polícia Científica”, disse.
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