MP-AP obtém condenação de 44 anos por primeiro feminicídio registrado no Amapá em 2026
O réu desferiu diversos golpes de faca contra a ex-companheira, após demonstrar inconformismo com o fim do relacionamento

O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) obteve a condenação de Delson Junior Cardoso Carvalho a 44 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de Rivone Pereira dos Santos, de 37 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (22), no Tribunal do Júri de Santana, e corresponde ao primeiro caso de feminicídio registrado no Amapá em 2026.
O crime aconteceu em 1º de janeiro, no bairro Hospitalidade. Conforme a denúncia apresentada pelo MP-AP, o réu desferiu diversos golpes de faca contra a ex-companheira, na residência da própria mãe, após demonstrar inconformismo com o fim do relacionamento. A filha do casal presenciou o ataque.
O promotor de Justiça Manoel Edi representou o Ministério Público no caso. Ele sustentou a responsabilização do réu pelo crime, e os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do feminicídio, além das circunstâncias de o ataque ter ocorrido na presença de uma descendente da vítima e de ter dificultado sua defesa.
Para o promotor, o julgamento tem relevância por se tratar do primeiro feminicídio registrado no estado em 2026, um caso que evidencia a gravidade da violência contra a mulher e a necessidade de responsabilização dos autores.
Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 30 mil para reparação dos danos morais aos descendentes da vítima. O juiz também manteve a prisão preventiva e determinou a execução provisória imediata da pena, conforme a decisão do Tribunal do Júri.
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