Pitaluga vê que nova descoberta de petróleo coloca costa amapaense em evidência no mercado internacional
Para presidente da Agência Amapá, pesquisa vem comprovando elevado potencial produtivo da Margem Equatorial; com três intervalos de hidrocarbonetos identificados em 76 dias no bloco FZA-M-59, empresa avança para fase de análise e projeta novas perfurações

Douglas Lima
Editor
Em fala no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9), o presidente da Agência Amapá, Wandemberg Pitaluga Filho, comentou, entre outros assuntos, a terceira descoberta de petróleo na costa do estado pela Petrobras. Com os novos avanços, a petrolífera concluiu a perfuração do poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59 em águas ultraprofundas.
Os registros ocorreram em um intervalo de 76 dias entre o primeiro achado e a terceira comprovação geológica, com óleo identificado em três profundidades e camadas distintas. Para Pitaluga, a sequência comprova o elevado potencial produtivo da Margem Equatorial e coloca a costa amapaense em evidência no mercado internacional do setor de energia.
A identificação de hidrocarbonetos em diferentes níveis permite que a Petrobras e demais órgãos técnicos avancem para a etapa de dimensionamento dos volumes recuperáveis e avaliação da viabilidade comercial da região. O resultado, conforme citou Pitaluga, foi uma surpresa, uma vez que a chance de identificar óleo nas primeiras perfurações é reduzida.
Sobre a descoberta histórica, o presidente atentou que é necessário equilibrar o entusiasmo com a responsabilidade técnica e planejamento a longo prazo.
Com a finalização dos trabalhos no poço Morpho, a sonda de perfuração NS-42 será deslocada para cumprir cronograma na Bacia Potiguar, no prospecto chamado Mãe de Ouro, o que encerra com êxito a primeira fase sem significar a saída da estatal do estado.
“Nós estamos diante de uma ocorrência muito relevante para a história econômica do Amapá. A Petrobras foca no mercado mundial. As novas descobertas trazem uma perspectiva muito grande com relação à capacidade de descobrir novas bacias”, pontuou o dirigente.
Fundo Soberano
Para garantir que as receitas futuras beneficiem as próximas gerações, o governo do estado do Amapá estruturou o projeto legislativo do Fundo Soberano do Amapá, elaborado com suporte de consultoria especializada e diálogos recentes com gestores do fundo soberano da Noruega. A estratégia mira a transformação do potencial energético em política de estado contínua, canalizando recursos para o desenvolvimento empresarial local, qualificação profissional e ampliação de postos de trabalho para a população amapaense.
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