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Mão de ferro, a opção de Bolsonaro

Ulisses Laurindo – jornalista

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Ficou amplamente demonstrado que antes do quinto dia de governo Jair Bolsonaro, terá que colocar em prática a ideia de quando era candidato, ou seja, de governar com mão de ferro, sem sentir piedade daqueles que, por , muito tempo, conduziram um país só para menos da metade da sua população, opondo-se às mais elementares regras de divisão, em que todos seriam beneficiados.

A sensação que se experimenta hoje é a de que a política reinante por muito no país, atendia só a interesses pessoais e partidários; visão que levou o país a viver a sua maior crise ética, moral e financeira.

É visível a reação dos inimigos, das ideias dos novos governantes, quando são anunciadas medidas de correção nas diversas áreas da administração pública, senão, logo vem as mais variadas divergências de combate o que vai ser projetado, sem exceção pela nova administração, visando a melhoria da vida do povo.

Em seus discurso de posse, Bolsonaro alinhou o que se sentia na obrigação de realizar, destacando medidas que só quem não deseja o bem geral pode combater. Antecipando as dificuldades de sua missão, disse que aproveitava aquele momento que deveria ser de alegria geral e convocava todo mundo e, principalmente, os congressistas para o ajudarem na missão de retornar e de reerguer a pátria brasileira, libertando-a definitivamente da jogo da corrupção, da criminalidade da irresponsabilidade econômica e da sub missão ideológica.

Claro que o apelo não era dirigido a quem ama de fato o Brasil, mas para aqueles que, durante quase duas décadas, inverteram o processo de desenvolvimento simplesmente para cuidar apenas de privilégios. Bolsonaro disse ainda que também veio para renovar as esperanças e lembrar que se o povo trabalhar junto com ele, a mudança que se aguarda, será possível.

No lançamento da candidatura pelo PSL pouco se acreditava na plataforma que visava a torcer o pescoço de quem, aproveitando de uma política leniente e irresponsável não impedia que a violência se espalhasse pelo país inteiro. Temia-se, por isso, que nova política longe, dos moldes democráticos, viesse, ao invés de solucionar os conflitos, servir para agravar mais ainda o cenário nacional. Mas o povo não deu tom ao clima que se respirava e confiou nele, e hoje ele está aí, prometendo um Brasil, melhor, para insatisfação dessa oposição viciada que, derrotada por uma população cansada, mesmo assim, ainda se manifesta nas decisões que servem para socorrer a quem prometeu mais esperança.

Diferente da linha do discurso defendida por Bolsonaro no sentido de unir o povo, a ideia geral de quem não quer o país como nação de primeiro mundo é trabalhar inversamente ao desejo do presidente e continuar com a sina de inimigos , talvez sonhando ainda com o regime de exceção, na ilusão de que lá teriam as mesmas regalias que desprezam num país livre. Os anúncios da equipe do novo governo, sem exceção, são recebidos com desconfiança, sem terem a consciência de que não fizeram o melhor e levaram o país ao pior momento de sua história.

 
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