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Idoso que veio de Manaus está isolado e em UTI no HU, explica secretário de saúde

Segundo relatos médicos, a nova cepa que circula em Manaus é mais infecciosa, manifestando sintomas e agravando já no terceiro dia de infecção. No caso do idoso que está no HU, os sintomas apareceram 12 dias após a passagem pela capital amazonense.

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Railana Pantoja
Da Redação

Na noite desta quinta-feira (18) a Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS/AP) informou que teve conhecimento do caso de um homem, de 92 anos, vindo de Manaus (AM) e que estava com Covid-19.

A confirmação veio após o idoso, que é morador da Ilha de Santana, dar entrada no Hospital Estadual de Santana (HES) e apresentar alto índice de comprometimento pulmonar.

 

“Entramos em contato com a Secretaria Estadual de Saúde e nossas equipes procederam a investigação epidemiológica. As primeiras informações são de que ele veio de Manaus, por via aérea, no dia 6 de fevereiro, mas só agora teve manifestação clínica. A amostra do paciente já foi coletada para sequenciamento genético, e hoje (19) nossa equipe esteve na região de moradia desse idoso, inclusive, para fazer a investigação da família”, detalhou Dorinaldo Malafaia, superintendente da SVS/AP.

Após o atendimento no HES, o paciente foi transferido para o Centro Covid HU, em Macapá, onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

“Ele [idoso] foi imediatamente direcionado para o setor de isolamento no HU. Ele está na UTI, precisa de cuidados de alta complexidade e nós seguimos monitorando o caso. Nosso prisma é a vigilância epidemiológica, por isso é muito importante que a gente veja todo o percurso que o paciente pode ter feito, a questão da família e, principalmente, o tempo”, avaliou Juan Mendes, secretário de saúde do Amapá.

Segundo relatos médicos, a nova cepa que circula em Manaus é mais infecciosa e potente, manifestando sintomas e agravando já no terceiro dia de infecção. No caso do idoso que mora no Amapá, os sintomas apareceram 12 dias após a passagem pela capital amazonense.

“Temos uma questão relacionada aos quase 15 dias: será que esse paciente, apesar de ter vindo de Manaus, se contaminou aqui? São essas e outras situações. Mas, pelos casos que encontramos no Amazonas, não parece tanto com manifestação da nova variante. O que vai confirmar isso é a análise laboratorial e a questão clínica-epidemiológica”, finalizou o secretário.

 
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