Cidades

Presidente do CRM/AP diz ser natural e oportuno decisão da OMS em retomar estudos com Cloroquina

Para o dirigente da entidade médica local, a decisão pode finalmente esclarecer dúvidas e mitos sobre essa substância química, muito utilizada em outras doenças.

Compartilhe:

Cleber Barbosa

Da Redação

 

 

O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM/AP), Eduardo Monteiro, comentou em entrevista no rádio nesta quinta-feira (04) que vê com naturalidade o fato da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter retomado os estudos com Hidroxicloroquina e Cloroquina para o combate à pandemia do novo Coronavírus (Covis-19). Ele concedeu entrevista ao programa LuizMeloEntrevista, na Diário FM (90,9).

Segundo o representante da classe médica local, a mudança de rumo da OMS denota quão dinâmica é a luta contra a doença, portanto não vê nada de anormal.

 

“Não me surpreende em nada porque mais de 100 pesquisadores já tinham se manifestado a respeito disso, pois era um estudo que não tinha embasamento científico, mas uma pesquisa por Internet e não constava na pesquisa qual era a dose do medicamento que estava sendo utilizado”, recorda.


Para ele, há um outro recorte importante sobre essa pesquisa inicial, que foi o fato das pessoas que estavam sendo testadas apresentavam estado grave de Covid-19 e hoje já se sabe que não tem resultados satisfatórios. “Esse medicamento tem resultado [positivo] na fase inicial da doença, isso já está mais do que divulgado, ou seja, na fase de insuficiência respiratória ele não tem mais ação porque aí já houve a multiplicação viral e já levou [o paciente] para a fase mais grave da doença e ele [medicamento] já não tem mais ação”, explica.

Por fim, o médico explicou que a Hidroxicloroquina e a Cloroquina vêm sim sendo utilizados na fase inicial da doença – sob protocolo próprio – e vem dando resultados para evitar o agravamento do quadro do paciente.

 

“Aí temos uma somatória de medicamentos que são utilizados com múltiplos efeitos colaterais que seguramente podem agravar ainda mais a situação deste paciente”, concluiu.

 
Compartilhe:

Tópicos:  

Deixe seu comentário:




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *