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Entrevista

“É fantástico andar pelo meu Amapá inteiro”

■ Pré ao GEA, Clécio conta experiências vividas interiorzão adentro e, também, sobre seu futuro político


Conversamos com o ex-prefeito de Macapá, Clécio Luís, no programa Luiz Melo Entrevista (Rádio Diário FM 90,9), que deu detalhes de como anda o seu projeto ‘Idas e vindas pelo Amapá inteiro’ e sua vida política para 2022

 

Texto: LANA CAROLINE
Foto: RAILANA PANTOJA

 

Diário do Amapá – Experiência tem sido proveitosa, prefeito?
Clécio – É maravilhosa. E estou compartilhando tudo isso, pois é fantástico estar andando pelo meu Amapá inteiro. Ainda faltam muitos lugares, mas, por onde já estive, foi realmente incrível.

 

Diário – O que o povo tem mais reivindicado?
Clécio – Cada comunidade tem uma necessidade diferente; claro que existem algumas comuns. Por exemplo: as regiões ribeirinhas eu dividi em 2 tipos de demandas —a vida cotidiana (energia, água e passarela) e oportunidade de trabalho com perspectiva de futuro, através do extrativismo ou da atividade agrícola.

 

Diário – E a saúde pública?
Clécio – Honestamente, nesses municípios a demanda maior não é por saúde; tem sido por emprego, para os jovens, principalmente. Quando saímos do município visitado, fazemos um balanço e vamos tentando trilhar um caminho do potencial estratégico para cada um deles.

 

Diário – Paralelamente, o senhor também tem levado o nome de Davi Alcolumbre. Enfim, prefeito, o que tem faltado a Davi, para que ele seja mais aceito pela opinião pública, se em conta tudo o que tem feito de positivo pelo Amapá?
Clécio – Na minha opinião, o que falta para ele é falar mais. Tem muitas pessoas que só falam e não fazem nada. Já o Davi trabalha muito, faz muito, mas precisa falar. Às vezes ele me diz: “Clécio, o importante é fazer. Uma hora alguém vai ver”. O Programa Mais Visão foi todo pensado por ele [Davi], pois tem os melhores equipamentos e pessoal qualificado dando conforto para todos que precisem de cirurgia e atendimento oftalmológico.

 

Diário – Por que ainda se esconde que o Amapá foi o estado mais bem contemplado com verba federal, a partir de ações do Davi, em Brasília?
Clécio – Você olha para todo o Amapá e vê recursos do Davi em todo lugar. E muito mais quando ocupou a presidência do congresso nacional. Virou uma chave importante para o Amapá. Eu não acho que alguém esconde isso, acho que precisamos colocar isso mais pra fora.

 

Diário – Sobre obras executadas e em execução que foram deixadas, ainda na sua gestão, o prefeito Furlan tem dado o crédito ao inaugurar essas obras?
Clécio – Não, mas não tem problema, o importante é fazer. Estive na inauguração da UBS do Bailique, foi a 1ª entrega que eu participei e eu me sinto realizado com cada entrega que está sendo feita. Quase todas as entregas que foram feitas no ano de 2021 foram de recursos colocados nos anos de 2019 e 2020 e que agora estão sendo entregues.

 

Diário – Chateia quando falam que o senhor não teria saído com aceitação tão boa assim [acima de 60%] se não tivesse contado com apoio do senador Davi Alcolumbre?
Clécio – Pelo contrário, eu atribuo boa parte do nosso trabalho a ele, pelo diferencial, a dispensação de recursos. Agradeço à toda bancada federal que nos ajudou bastante, em especial aos senadores Lucas Barreto e Randolfe Rodrigues.

 

Diário – O clima de arrugo que ficou entre o senhor e o senador Randolfe Rodrigues l, por conta de um desentendimento… Intriga já superada?
Clécio – isso foi questão eleitoral. O Randolfe continua sendo meu amigo e eu me considero amigo dele. Eu não tenho nenhum problema com o Randolfe; pelo contrário, tivemos algumas conversas, porém ele é muito ocupado em Brasília e eu aqui no estado.

 

Diário – Passa pela sua cabeça a possibilidade de enfrentar Randolfe em um possível 2º turno, em outubro?
Clécio – Se a eleição fosse hoje, segundo pesquisas, seria isso mesmo, nós dois [Clécio vs. Randolfe]. Se fossemos pensar aqui, seria um belíssimo debate, algo construtivo e sem agressões.

 

Diário – O governador Waldez tem sido um bom aliado do senhor, politicamente?
Clécio – Nós nos falamos pouco. Eu o vejo muito focado nas ações de governo, em tocar projetos, e não nas eleições. Mas a partir de janeiro essas conversas políticas vão começar a se intensificar.

 

Diário – Ainda sem partido, fala-se que o senhor balança entre PDT e PSDB. Bate?
Clécio – Sim. Mas também tem o Solidariedade, o Avante… Estamos em conversa com todos, ainda, mas eu quero me situar no centro-esquerda, sem negar minha história.

 

Diário – O senhor já tem desenhado o perfil ideal do seu vice?
Clécio – Ainda não, porque esse assunto vem naturalmente, e não paramos para discutir. Claro que a minha ida ao vale do Jarí resultou numa relação de muita admiração e amizade com a Alinne Serrão, pelo amor ao povo do sul do Amapá. Ela seria uma vice maravilhosa, mas isso não foi decidido. É só o exemplo de pessoa que eu gostaria de ter como vice.

 

Diário –Incomodaria se o prefeito Furlan abrisse mão da prefeitura e de repente resolvesse disputar o governo, em outubro?
Clécio – Não. Inclusive quero reconhecer a boa aceitação do prefeito Furlan, sempre que posso falo para ele sobre isso. A aceitação dele é importante, porque um gestor que tem boa aceitação consegue executar mais.

 

Diário – Entre Jaime Nunes, Randolfe, Genival Cruz e Furlan. Se lhe fosse possível escolher, por quem optaria para o embate final?
Clécio – Essa pergunta será feita ao povo. Se eu optar por um, parece que não estou deferindo o outro; todos são candidatos legítimos. Não cabe a mim dizer qual eu prefiro este ou aquele. Quem deve escolher é o povo do Amapá. ■

 

 

PERFIL

Formado em Geografia pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), com especialização em desenvolvimento sustentável e gestão ambiental. Atualmente é professor da rede pública. Foi fundador e gestor do Banco do Povo, secretário estadual de Educação e autor do Estatuto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Macapá, entre outras leis.

 

 

CARREIRA POLÍTICA
Clécio Luís (PSOL) foi eleito prefeito de Macapá-AP com 101.261 votos, o que representa 50,59% dos votos válidos. Ele concorreu pela coligação “Unidade Popular” (PCB/PPS/PRTB/PMN/PTC/PV/PSOL.

O prefeito eleito de Macapá é formado em Geografia pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), com especialização em desenvolvimento sustentável e gestão ambiental.

Largando atrás na corrida eleitoral, Clécio Luis deixou os 27,88% obtidos no no primeiro turno para se eleger prefeito de Macapá com 50,59% dos votos válidos (101 261 votos) tornando-se o primeiro prefeito da história do PSOL em uma capital.

Nas eleições municipais de 2016, Clécio Luís foi reeleito prefeito de Macapá no 2º turno. Ele obteve 123.808 votos, correspondendo a 60,50%

 

 

 


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