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No Macaé, Marcão se diz torcedor do Papão, mas faz críticas: “Muitos lobos em peles de cordeiros”

Contratado pelo clube carioca, goleiro se despede depois de quatro temporadas na Curuzu.

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Depois de quatro temporadas no Paysandu, o goleiro Marcão se despediu do clube e agora irá disputar a primeira fase do Campeonato Carioca pelo Macaé. Contratado em 2015, viveu altos e baixos na Curuzu, fez 34 jogos e se destacou nas defesas de pênaltis. Em contato com a reportagem, o jogador classificou a passagem pelo Papão de maneira positiva.

– Trabalhei muito, nunca passei por cima de ninguém. Sempre procurei o meu espaço, independente de qualquer coisa sempre fui um dos primeiros a chegar e um dos últimos a deixar o clube, talvez tenha deixado um legado internamente muito bom. Quando saí, muitos funcionários me procuraram agradecendo por tudo, torcedores reconhecendo a minha identificação com o Paysandu. Isso é importante pra minha carreira. Fui decisivo em grandes jogos, tive participações em títulos.

Para o goleiro, o rebaixamento do Paysandu na Série B do Brasileiro aconteceu em razão de um conjunto de fatores, com destaque para as dificuldades internas. Sem citar nomes, Marcão acredita que divergências de pensamentos de diretores e comissões técnicas foram decisivas para a queda na competição nacional.

– Aconteceram erros de todos os lados, da diretoria, de todas as comissões técnicas que passaram, e de nós, jogadores. A Série B é um campeonato difícil, nivelado, e quando você tem uma desorganização interna muito grande é difícil se manter. Na minha opinião, essa desorganização foi muito grande em 2018 e culminou com o rebaixamento. Fico muito triste pelo torcedor, pelo clube. No Paysandu, hoje, existem muitos lobos em peles de cordeiro, e isso é muito ruim. Não são todos, claro, mas algumas pessoas precisam falar a mesma língua. Esse ano chegavam na frente e falavam uma coisa, enquanto que por trás era outra. É muito fácil elogiar o jogador e depois do rebaixamento jogar tudo em cima do grupo.

 
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