Quadrilhas estilizadas encerram disputa com espetáculo de cultura e tradição
Cinco quadrilhas estilizadas encerraram as disputas na Praça Jacy Barata após remanejamento das apresentações

A programação competitiva do V Arraiá da Prefeitura de Macapá (PMM) foi concluída no domingo, 14, com as apresentações de cinco quadrilhas estilizadas que tiveram suas participações remanejadas em razão da forte chuva que atingiu a capital amapaense na noite de sábado, 13. Os grupos Guerreiros de Fogo, Raízes Culturais, Atração Junina, Estrela Dourada e Estrela de Ouro levaram criatividade, emoção e tradição à arena junina montada na Praça Jacy Barata.
O prefeito de Macapá, Pedro DaLua, acompanhou o encerramento das apresentações e destacou a grande presença do público, além da importância do Arraiá para a valorização da cultura popular e o incentivo aos jovens que integram os grupos juninos.
“A casa está cheia e o pessoal está se divertindo. Tudo foi feito como precisava ser feito. É muito bacana poder valorizar a nossa cultura, principalmente esses jovens que fazem tanto pela nossa juventude. Hoje é o último dia, mas é um dia de muita festa e celebração”, destacou.
Pensando no bem-estar dos participantes e do público, a Fundação Municipal de Cultura (Fumcult) reorganizou a programação após as fortes chuvas que impossibilitaram a realização das apresentações na data prevista. Com a retomada das atividades neste domingo, os grupos concluíram suas participações e encerraram as disputas da categoria estilizada.
A diretora-presidente da Fumcult, Alegna Teixeira, explicou que o remanejamento permitiu a conclusão das apresentações. “Em virtude da muita chuva de sábado, o evento teve que ser adiado, mas hoje os grupos estilizados puderam terminar suas apresentações e encerrar esse dia maravilhoso, com uma programação muito bonita. A Prefeitura de Macapá trabalha com compromisso e prioridade”, ressaltou.
Abrindo a reta final da competição, a quadrilha junina Guerreiros de Fogo apresentou o tema “Caruanas: Mistérios nos Rios do Marajó”, com o enredo “Chamado dos Encantados: Origem e Propósito”. Com quase 16 anos de trajetória, o grupo acumula premiações em concursos municipais e estaduais, incluindo o título do Arraiá da Prefeitura de Macapá em 2023. A apresentação contou com 20 pares e teve como casal de noivos Alana Gomes e Neto Picanço.
Segundo o coreógrafo Serginho Oliveira, a proposta deste ano buscou valorizar a cultura e o imaginário amazônico por meio da encantaria marajoara.
“Estamos falando da encantaria do Marajó, inspirada nos mistérios das águas e na história da pajé Zeneida Lima. É um enredo muito rico, cheio de cultura e magia. Preparamos um espetáculo com criatividade, surpresas e elementos coreográficos para levar toda essa narrativa para a arena”, destacou.
Celebrando 25 anos de história, a quadrilha Raízes Culturais levou à arena o espetáculo “Casa de Estrelas e Balões”, uma apresentação que uniu tradição junina e reflexão sobre esperança, coletividade e reconstrução. Com 19 pares em cena, o grupo desenvolveu uma narrativa ambientada em um mundo marcado pelo colapso social, mas que encontra na cultura popular, na dança e nos laços comunitários a força necessária para resistir e recomeçar, reforçando a importância das manifestações culturais como símbolos de identidade e transformação.
A programação continuou com a quadrilha Atração Junina, que levou à arena uma reflexão sobre os múltiplos sentidos do amor por meio do tema “O que é o amor para você?”. Com 22 pares e 32 anos de história, o grupo apresentou uma narrativa marcada por diferentes percepções e experiências relacionadas ao sentimento, convidando o público a refletir sobre suas diversas formas de manifestação. Entre emoções, encontros e descobertas, a apresentação transformou a arena em um espaço de identificação e reflexão sobre um dos sentimentos mais universais da experiência humana.
Com 20 anos de história no movimento junino amapaense, a quadrilha Estrela Dourada encantou o público com o tema “Fogueira: As Chamas que Anunciam o São João”. Composta por 16 pares, a agremiação apresentou um espetáculo que retratou a trajetória da fogueira desde os tempos mais antigos da humanidade até sua consagração nas festas de São João. A apresentação destacou o fogo como símbolo de luz, proteção, espiritualidade e convivência comunitária, unindo tradição, cultura popular e emoção na arena junina.
Responsável por encerrar as apresentações da categoria estilizada, a quadrilha Estrela de Ouro levou à arena o tema “Do Arraiá ao Digital: A Evolução do Meu São João”. Com 16 pares, o grupo apresentou uma narrativa sobre as transformações dos festejos juninos ao longo do tempo, destacando como a modernidade e as novas tecnologias passaram a integrar as celebrações sem apagar a essência das tradições populares. Entre elementos que remetem ao São João tradicional e referências à era digital, a apresentação convidou o público a refletir sobre a convivência entre inovação e cultura, valorizando a identidade junina construída ao longo das gerações.
Participação especial
O grupo tradicional Rosa dos Ventos também se apresentou durante o intervalo das disputas das quadrilhas estilizadas. Prevista inicialmente para a quinta-feira, 11, a participação foi remanejada e levou à arena uma homenagem ao universo dos vaqueiros, boiadeiros, cowboys e peões, animando o público presente.
Entre o público, Eulana Queiróz, de 33 anos, participou do evento pela primeira vez e elogiou a organização da programação. Para ela, a estrutura montada para receber os grupos e os visitantes contribuiu para uma experiência positiva.
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