Política

“Adélio Bispo tinha intenção de matar o então presidente Temer”, diz advogado

Defensor do esfaqueador de Jair Bolsonaro dá entrevista no ‘Togas e Becas’

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Douglas Lima
Da Redação

Vindo a Macapá para participar do I Encontro da Advocacia Criminal do Amapá, realizado sexta-feira, 29, o causídico Zanone Manuel, que defendeu o esfaqueador do hoje presidente Jair Bolsonaro, na campanha para as eleições de 2018, falou no programa ‘Togas e Becas’ (Diário 90,9) deste sábado, 30.

Zanone informou que o processo sobre a tentativa de homicídio contra o então candidato à Presidência da República acabou, tendo o réu sido absolvido pela comprovação de sua insanidade mental.

Perguntado sobre quanto o PT pagou de honorários para que atuasse na causa de Adélio Bispo, o advogado preferiu não responder, diretamente, para discorrer sobre o andamento e o fim do processo, o que implicitamente comprovou que não houve atuação política na causa.


“Foi um caso que teve um lado pitoresco, sombrio, que culminou na abertura de um inquérito que ainda tramita na Polícia Federal com a intenção de procurar saber se há um mandante por trás do ocorrido”, analisou Zanone Manuel.

O advogado lembrou que na tentativa do encontrar um possível mandante, os quatro celulares de Adélio e o microcomputador, bem como as contas bancárias e os parentes dele foram monitorados.

Zanone acentuou que também o seu celular foi monitorado, a locadora e o hotel de sua propriedade, vasculhados, e o seu escritório de trabalho revirado, em ações que, segundo ele, feriram os seus direitos do exercício da advocacia e os direitos de sigilo sobre o cliente.

O causídico também registrou que Adélio Bispo foi submetido a exames psiquiátricos forenses, de defesa e de acusação, e que em todos eles foi constatada a insanidade do esfaqueador de Jair Bolsonaro. “Na mente dele, matando o então candidato a presidente do Brasil estaria fazendo um grande serviço à Nação. Adélio também tinha a intenção de tirar a vida do então presidente Temer”, concluiu o advogado.

 
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