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Amapá protagoniza pré-campanha atípica, com chapas praticamente definidas para sucessão estadual

Duas principais lideranças políticas do estado, Waldez e Furlan, escalam seus prepostos para o palanque de Clécio e Jaime, que podem ser Telinho e Rayssa, respectivamente.


Cleber Barbosa
Da Redação

 

As eleições para a sucessão estadual estão bem mais aceleradas que em anos anteriores, especialmente pelas últimas mexidas no tabuleiro político que foram protagonizadas pelas duas maiores lideranças locais: governador e prefeito da capital. Waldez anuncia apoio a Clécio e pode indicar o vice na futura chapa; Furlan aposta em Jaime e escala a esposa Rayssa para cumprir agenda com pinta de vice.

 

Normalmente a definição do nome de um candidato a vice numa candidatura majoritária é feito apenas nas convenções, marcadas para o mês de agosto, daí estar chamando a atenção de especialistas a maneira como está acelerado o pleito deste ano.

 

A semana foi marcada por gestos tanto de Waldez como de Furlan dando mais do que pistas, mas acenos concretos de para onde devem ir suas respectivas militâncias na disputa pelo voto no segundo semestre.

 

Padrinhos

Waldez já testou sua capacidade de transferir votos em diversas oportunidades em que bancou candidaturas vitoriosas de diversos prefeitos pelo interior, mas tendo um aproveitamento nem tão bom na capital, onde já venceu uma vez com Roberto Góes em 2006, mas amargou derrotas com Bala Rocha, em 2004, e ele próprio quando disputou o Palácio Laurindo Banha, no ano 2000.

Furlan estaria surfando índices generosos de aceitação, especialmente pelo engajamento verificado por seu protagonismo nas redes sociais, ainda fruto da vitória nas urnas em 2020, quando disputou a Prefeitura de Macapá contra o irmão de Alcolumbre, então presidente do Congresso Nacional. Mas sua administração ainda está no início, e precisa de mais entregas à população para garantir uma identidade, uma marca de gestão, que assegure um lastro capaz de conquistar empatia a um afilhado político.

Visibilidade

Para o consultor político Heyder Barata, ouvido pela reportagem do Diário do Amapá, essa velocidade maior que tem sido vista na pré-campanha tem uma explicação: o fato de os principais padrinhos políticos não serem candidatos e sim apoiadores. “São dois grupos políticos muito fortes, como as máquinas administrativas igualmente fortes, com boa identidade e popularidade, então tentam elevar ainda mais o nome dos pretensos candidatos ao governo junto ao eleitorado”, completa.


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