Política

Aprovado projeto que incentiva equoterapia para pessoas com deficiência no Amapá

Método terapêutico e educacional utiliza cavalo em abordagem multidisciplinar, envolvendo saúde, educação e equitação com foco no desenvolvimento biopsicossocial dos pacientes


 

O plenário da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) apreciou e aprovou vários  projetos durante a sessão ordinária dessa terça-feira, 1 de setembro. Entre eles, destaca-se o Projeto de Lei Ordinária nº 0157/2026, de iniciativa parlamentar, que institui a Política Estadual de Incentivo à Equoterapia. A proposta estabelece a prática como método de reabilitação, desenvolvimento e inclusão social de pessoas com deficiência no estado.

 

A matéria integrou a pauta de nove projetos apreciados pelos deputados. De acordo com a proposta, a equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo em uma abordagem multidisciplinar, envolvendo as áreas de saúde, educação e equitação, com foco no desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades específicas.

 

 

Segundo o autor do projeto, a atividade proporciona estímulos físicos e cognitivos por meio dos movimentos tridimensionais realizados pelo cavalo. A prática envolve a participação de diferentes partes do corpo e pode contribuir para o desenvolvimento da força muscular, além do aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

 

“O nosso projeto busca justamente criar condições para ampliar esse acesso. Queremos incentivar a qualificação dos profissionais, espaços adequados, acessibilidade, segurança e a participação de organizações da sociedade civil, além de estimular ações voltadas às pessoas que enfrentam maiores barreiras econômicas, sociais e territoriais para chegar a esse tipo de atendimento”, destacou o parlamentar.

 

Durante o pronunciamento na tribuna da Casa, o autor também anunciou a intenção de remanejar, ainda este ano, cerca de R$ 1 milhão de suas emendas parlamentares para viabilizar um projeto piloto de equoterapia no Amapá. Segundo ele, o recurso está atualmente consignado no Fundo Estadual de Saúde.

 

“Vamos começar com esse projeto piloto, acompanhar os atendimentos e avaliar os resultados. E, a partir dessa experiência, queremos trabalhar para que a equoterapia possa alcançar cada vez mais pessoas e famílias em nosso Estado. Porque inclusão não pode ficar apenas no discurso. Precisamos transformar boas ideias em políticas públicas, recursos em atendimento e atendimento em resultados na vida das pessoas”, afirmou.

 


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