Política

Audiência Pública na Alap discute Reforma da Previdência

Evento acontece na sexta-feira (26) e vai reunir representantes de vários sindicatos, parlamentares e outros órgãos para debater os pontos polêmicos do projeto.

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A Reforma da Previdência será tema de uma audiência pública na sexta-feira (26) no Plenário provisório da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap). A audiência foi sugerida pela deputada Cristina Almeida (PSB) após reuniões entre sindicatos de várias categorias que foram chamados pelo Sindicato dos Serventuários da Justiça do Amapá (Sinjap) a iniciar um amplo debate sobre os pontos polêmicos da proposta apresentada pelo governo.

A presidente do Sinjap, Anne Marques, explicou que para as categorias de classe os pontos apresentados no projeto de reforma alijam direitos históricos dos trabalhadores.

“Tendo em vista sua complexidade, é preciso nos debruçar, tentar compreender o por que da reforma; estou há um ano e quatro meses no sindicato e desde a gestão passada estamos combatendo a retirada de direitos, porque o ponto de partida da reforma é tirar direitos conquistados pelos trabalhadores há muitas décadas”, comentou.

“O governo argumenta que a reforma é necessária levando em conta as gerações futuras, com o futuro dos nossos filhos comprometido; mas não entendemos dessa maneira, porque a intenção é colocar a Previdência na mão do mercado financeiro, como por exemplo, acabar com a contribuição solidária, passando a ter apenas a capitalização, que combatemos, porque é individualista, pois apenas o trabalhador vai ter responsabilidade”, completou.

Anne também falou sobre a alteração da idade e tempo de contribuição. “Quanto à idade é algo até que a gente está discutindo, mas tem que levar em conta as peculiaridades regionais, porque a qualidade e a expectativa de vida dos brasileiros varia de região pra região, não se podendo generalizar, considerando em mesmo nível a qualidade e a expectativa de vida das populações das regiões Norte, Nordeste e Sul. Vivemos em um país continental e temos que ter um olhar pra cada região; como está, para se aposentar com 100% (do salário), um trabalhador da iniciativa privada teria que ter 40 anos de contribuição; considerando a instabilidade nesse vínculo de emprego, o trabalhador comum não vai ter direito à aposentadoria porque a morte vai chegar antes”, finalizou.

 
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