Política

Decretos estadual e municipal prorrogam quarentena por mais 15 dias

Nova medida anunciada também neste sábado (18) torna obrigatório o uso de máscaras em todo o Amapá, e não somente nos municípios de Macapá e Santana.

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Railana Pantoja
Da Redação

Na manhã deste sábado (18), o governo do Amapá e a Prefeitura de Macapá anunciaram novos decretos que prorrogam a quarentena no estado e na capital por mais 15 dias. Continuam mantidas as mesmas medidas, com o funcionamento apenas de atividades essenciais.

 

“Fizemos isso com base no aumento significativo de casos no Amapá, com conversa no Comitê Científico. Além da região metropolitana, estamos presenciando aquilo que já era previsto: a ocorrência de casos nas fronteiras e outros municípios. São dados desafiadores e exigem do poder público atitudes de proteção à vida, é o que estamos fazendo”, disse o governador Waldez Góes.

 

O gestor também falou do uso obrigatório de máscara em locais públicos. “Essa foi uma medida a nível municipal em Macapá e também Santana, mas agora estou estendendo isso a todo o Amapá, do Oiapoque ao Jari”, anunciou.

 

De acordo com o último boletim divulgado pelo governo na noite de sexta-feira (17), o Amapá tinha 375 casos confirmados de coronavírus, sendo 166 recuperados, 10 óbitos, 36 hospitalizados e 163 em isolamento domiciliar, além de 565 amostras em análise laboratorial.

 

“Os dados não dão outra saída, nesse momento infelizmente temos que prorrogar a quarentena. A evolução do coronavírus e a retaguarda montada ainda não são suficientes pra mudar essa medida. Estamos em conversa com vários órgãos e setores para que, gradativamente, a gente saia dessa situação e comece a voltar algumas atividades”, disse Clécio Luís, prefeito de Macapá.

 

Questionado sobre a liberação dessas outras atividades, como o comércio, principalmente, Waldez Góes pondera que pode acontecer uma flexibilização da quarentena, mas isso depende de muitos fatores e conversas conjuntas.

 

“Nós escutamos muitos segmentos, dentre eles, inclusive, o setor privado, representantes da indústria e do comércio, junto com membros do MPAP e MPF, e analisamos profundamente esses dados do Amapá. Nosso diálogo vai continuar, seja com empreendedores, líderes religiosos, servidores públicos e toda amplitude que o debate exige. Não tem problema em alguns dias após o decreto ter um bom entendimento entre segmentos, governo, prefeituras e órgãos de controle. O que não podemos é tomar decisões isoladas”, finalizou.

 
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