Política

Desembargadora Sueli Pini entra com pedido de aposentadoria do Tribunal de Justiça do Amapá

Solicitação ocorre um dia antes do julgamento de quatro ações contra ela junto ao CNJ

Compartilhe:

Paulo Silva
Editoria de Política

 

Em memorando (020/2020), com data desta segunda-feira (29) endereçado ao desembargador João Lages, presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP)a desembargadora Sueli Pereira Pini, vice-presidente da corte, comunicou sua adesão ao Programa de Aposentadoria Incentivada.

 

No documento, Sueli Pini diz que adere ao programa de aposentadoria após 30 anos dedicados à magistratura, com recordes de produtividade e incontáveis programas executados e voltados para das acesso à Justiça e à efetiva cidadania.

 

“Contando então com 60 anos de idade, além de ser mãe de 11 filhos, quatro deles ainda menores de idade, venho solicitar aposentadoria, com adesão ao programa de aposentadoria incentivada, se preenchidos os requisitos”, conclui a desembargadora.

 

Julgamento no CNJ

O pedido de aposentadoria de Sueli Pini ocorre um dia antes do julgamento de duas reclamações e de dois pedidos de providências, todos de 2020, que tramitam contra ela junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), todos marcados para terça-feira, 30 de junho, conforme carta de ordem expedida pelo ministro Humberto Martins, Corregedor Nacional de Justiça.

 

Somente no mês de abril, Humberto Martins determinou a abertura de dois pedidos de providências contra a desembargadora Sueli Pini. O ministro Humberto Martins levou em consideração um vídeo veiculado na rede social Facebook, em 14 de abril de 2020, intitulado “Desabafo da Dra. Sueli Pini, cidadã amapaense” em que a magistrada se manifesta de modo a indicar uma atuação política e de promo& ccedil;& atilde;o pessoal, ao cobrar a reabertura do comércio e criticar ações do prefeito de Macapá e do governador do estado.

 

O ministro tratou do direito de liberdade de expressão e de pensamento e, de outro, o dever dos magistrados de manter conduta ilibada na vida pública e privada, inclusive nas redes sociais, em respeito à dignidade da magistratura, pois “a integridade de conduta do magistrado fora do âmbito estrito da atividade jurisdicional contribui para uma fundada confiança dos cidadãos na judicatura” (Código de Ética da Magistratura, art. 15).

 
Compartilhe:

Tópicos:  

Deixe seu comentário:




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *