Política

Marcos Reátegui afirma ser inocente no caso Sanecir

Deputado diz estar sereno e promete provar inocência

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O deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP), em tom coloquial, dá explicações acerca da aceitação de denúncia do Ministério Público (MP-AP) pelo juiz da 6ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá, Paulo Madeira, acusando-o de improbidade administrativa na época em que foi procurador geral do estado, porque teria firmado acordo extrajudicial ilegal, em 2006, com o estado se comprometendo a pagar de R$ 3,9 milhões para a empresa Sanecir.

O deputado Marcos Reátegui dá as seguintes explicações:
“Meus caros, recebi com serenidade a notícia de que uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Amapá contra mim foi aceita pelo juízo da 6ª Vara Cível da nossa capital. Essa decisão significa apenas que o processo oficialmente começou e, agora, tanto os que me acusam, quanto a minha defesa, terão a oportunidade de apresentar as provas que julgarem pertinentes.

Trato o assunto com serenidade pois estou convencido de que, ao final do regular processo legal, minha inocência ficará, mais uma vez, demonstrada. A verdade pura e simples é que os que me acusam não conseguirão provar os malfeitos que me atribuem pelo simples fato que em décadas de vida pública jamais pratiquei qualquer ato à margem da lei.

Na condição de Procurador do Estado do Amapá, função que exerci com dedicação e honradez, não autorizei qualquer pagamento escuso à Sanecir (ou qualquer outra empresa). Em verdade, não participei de nenhum acordo judicial para pagamento, embora, à época, o governo tenha realizados dezenas desses acordos.

O Ministério Público sabe que o pagamento era devido por força de decisão judicial transitada em julgado, isto é, a justiça impôs ao Estado do Amapá a obrigação de fazer aquele pagamento. Isso, obviamente, está documentado em farto conteúdo probatório que será, no tempo devido, apresentado ao Poder Judiciário.

Confio nas instituições do meu estado e sei que, uma vez colocados às claras os fatos, o único desfecho possível será a minha absolvição. De fato, sou o maior interessado em que essa ação caminhe rapidamente e às claras, para que tudo seja esclarecido o quanto antes.

Infelizmente, essa ação é mais uma tentativa rasteira de atingir a minha honra, em retaliação às denúncias que venho apresentando na Câmara dos Deputados. Há mais de um ano venho expondo sem medo o funcionamento de uma organização criminosa no Amapá, cujos tentáculos se estendem até o Ministério Público e o Judiciário. Tentam, pois, com essa manobra, me calar. Jamais conseguirão!

Usam de artifícios escusos, como essa denúncia pueril, com o único objetivo de macular a minha honra e me intimidar.

O único vínculo existente entre mim e os fatos narrados é que a advogada vitoriosa na causa era minha esposa. Ela, uma profissional atuante e honrada, sempre agiu dentro da lei e, à época do mencionado pagamento, sequer era advogada da Sanecir.

Não me deixarei atingir e seguirei de cabeça erguida e peito aberto, defendendo os interesses do meu estado e denunciando às claras e com provas aqueles que se valem das instituições públicas para desviar dinheiro que deveria ser usado em prol da nossa  sociedade, ainda tão carente e indefesa”.

 
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