Política

Militares entrarão na Justiça contra acusações do advogado Maurício Pereira

Major PM diz que causídico, ao generalizar casos de mortes, enlameia a corporação Polícia Militar do Amapá.

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Douglas Lima

Da Redação

 

A Associação dos Servidores Militares do Amapá (Asmeap) vai acionar juridicamente, nas áreas criminal e cível, o advogado Maurício Pereira, a respeito de acusações a policiais militares referentes a mortes ocorridas no estado.

As acusações de Maurício foram feitas sábado passado, 10, no programa ‘Togas e Becas’ (Diário 90,9). No mesmo programa, neste sábado, 17, o presidente da Asmeap, major PM Álvaro Júnior, foi quem anunciou a reação às palavras do causídico.

“Estamos analisando com calma as acusações feitas pelo doutor Maurício. Com certeza adotaremos as medidas jurídicas cabíveis, criminais e cíveis, para que ele prove o que disse”, afirmou o major Álvaro Júnior.

Para o presidente da Asmeap, Maurício Pereira fez denúncias gravíssimas, de forma generalizada, atingindo a Polícia Militar, à qual se referiu como uma corporação que presta relevantes serviços à sociedade amapaense.

O major lembrou que o advogado disse ter respeito pela Polícia Militar, mas que nela existem 60 integrantes levados a matar, maculando a corporação como um todo.

“Que ele dê os nomes, que aponte quem são esses sessenta militares”, pediu Álvaro Júnior, acrescentando que Maurício, nas declarações, deu a entender que o Bope insufla a violência no estado, tanto que, ao se referir a uma morte em Laranjal do Jari, em operação junto com a PRF, falou como se o Bope tivesse levado policiais rodoviários federais para vingarem um colega assassinado.

O major observou que as acusações do advogado Maurício Pereira levam as pessoas de bem a se oporem à Polícia Militar, a se sentir ameaçadas toda vez que vêem uma viatura, por se tratar de condução de policiais matadores.

Entre outras reações, o major PM Álvaro Júnior, justificando as mortes de meliantes ocorridas em confrontos com militares, disse que o policial não sai de casa para morrer, nem para matar, mas diante de uma agressão armada, tem que se defender.

Sobre as medidas judiciais contra Maurício Pereira, o presidente da Associação dos Servidores Militares do Amapá informou que deverão ser movidas, tão logo membros do setor jurídico da entidade retornem de trabalho que fazem em Laranjal do Jari.

 
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