Política

“O tribunal tem outro juiz na presidência”, diz Rommel Araújo sobre missão de presidir o TJAP

Chegada de um combativo juiz ao desembargo sempre foi cercada de muita expectativa, que só aumentam agora que ascende ao cargo máximo da magistratura no estado.

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Cleber Barbosa
Da Redação

 

O novo presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), desembargador Rommel Araújo, foi ao rádio nesta segunda-feira, logo após dar o primeiro dia de expediente como dirigente da Corte de Justiça. “O tribunal tem outro juiz na presidência”, disse ele, lembrando e saudando o fim da gestão de outro colega do primeiro concurso – igualmente combativo – o desembargador João Guilherme Lages Mendes.

 

Falando ao programa Café com Noticia, na Diário FM (90,9), o novo dirigente do tribunal disse que o modelo de gestão do Judiciário difere daquilo do censo comum e do noticiário da política, onde os projetos e programas ganham novos nomes, contornos e adornos sempre que muda um dirigente. “No nosso tribunal os projetos e programas não sofrem solução de continuidade, ao contrário, são mantidos e até ampliados”, disse ele.

 

No contexto do combate ao novo Coronavírus, ratificou a condução e a mediação que o judiciário vem implementando e ressaltou que muitas soluções já vinham sendo praticadas, numa inovação que mostrou ainda mais assertiva.

“Logo no início, antes da pandemia, o Conselho Nacional de Justiça determinou a necessidade do teletrabalho. Ninguém era capaz de supor há cinco anos que um médico seria capaz de atender pela telemedicina, e com o judiciário não foi diferente”, disse Rommel, sobre o atendimento virtual do TJAP.

 

Infância e juventude

Ele também falou sobre outro recorte dramático da pandemia, a violência doméstica, seja em relação a mulheres ou até mesmo crianças.

 

“Temos que pensar o poder judiciário a garantia da proteção da criança e do adolescente, da ressocialização do preso, não significando um prestigio do ilícito em detrimento à vitima, mas pensar a sociedade como um todo. E para isso precisamos de uma visão de justiça diferente”, disse o mesgistrado.

 

Estrutura

O presidente também falou em reforçar o time do judiciário.

 

“Vamos abrir concurso para a magistratura porque temos um número insuficiente de magistrados. Também teremos concursos para alguns cargos específicos que agora nesse instante não sei dizer quais, mas eu sou defensor do concurso público porque é a maneira mais democrática e também por ter previsão constitucional, como única forma de ingresso no serviço público”, finalizou.

 
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