Política

PPS lança pré-candidatura de José Roberto à Prefeitura de Santana

Vereador mais votado do município e recém-filiado na legenda, candidatura dele se soma às de Cabuçu Borges, Ofirney Sadala, Isabel Nogueira e Robson Rocha, que vai à reeleição

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O Partido Popular Socialista (PPS) lançou nesta quarta-feira, 27, a pré-candidatura do vereador José Roberto à Prefeitura de Santana. Vereador mais votado município e recém-filiado na legenda, a candidatura se se soma às de Cabuçu Borges (PMDB), Ofirney Sadala (PTdoB), Isabel Nogueira (PT) e à do atual prefeito Robson Rocha, ainda sem partido, que vai à reeleição.
 
A pré-candidatura de Zé Roberto foi anunciada no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90.9) pelo presidente da Executiva Regional do partido, o vice-prefeito de Macapá Alan Sales, que enalteceu as qualidades políticas, pessoas e o perfil profissional do vereador, que foi secretário do governo de Antônio Nogueira em duas pastas e secretário de Agricultura na gestão do governador Camilo Capiberibe (PSB).
 
“Trazer uma pessoa com o perfil do Zé Roberto para o partido não é fácil, por se tratar de um político de primeira grandeza, preparado administrativamente para governar Santana, vereador mais votado do município, mas conseguimos; o PPS é um partido forte em Santana, com histórico de eleger vários vereadores sucessivamente; e o nome do Zé Roberto, não tenho dúvida, vai ser aclamado pelo partido na grande plenária que vamos realizar no dia 02 de fevereiro; é importante destacar que ele está inserido em qualquer projeto, porque não tem rejeição e possui um grande valor político, pessoal e profissional; é uma pessoa que pode perfeitamente ser o futuro prefeito de Santana”, elogiou Alan Sales.
 
Ao ser questionado sobre suas chances reais de sair vencedor numa eleição em que estão em disputa, pelos candidatos, mais de 70 mil eleitorais, tendo conquistado apenas um pouco mais de 1.700 votos nas eleições municipais de 2012, José Roberto foi lacônico: “Eu poderia dizer que, sozinho, não temos força para enfrentar forças políticas tradicionais, como os Nogueira e os Rocha, que sempre polarizaram as eleições em Santana, mas é um processo de união, de aliança; o importante inicialmente é ter um bom partido; a gente tem dialogado; ontem mesmo a Raquel Capiberibe (conselheira aposentada do Tribunal de Contas do Estado, irmão do senador João Capiberibe) esteve em casa; a gente deve compor umas frente de pelo menos nove partidos; em 2012 fui pré-candidato a prefeito pelo PT, com amplo apoio, inclusive do Camilo (Capiberibe, ex-governador) na época, mas o Nogueira (João, ex-prefeito e ex-deputado federal) acabou optando pela Marcivânia, que foi derrotada – e perdeu quando tínhamos tudo pra ganhar; na realidade, até acredito que ele próprio (Nogueira) teria contribuído para a derrota da Marcivânia para continuar mantendo o poder sobre o partido e essa polarização entre os Nogueira e os Rocha.
 
Sobre a sua saída do PT, partido onde iniciou sua carreira política, José Roberto garantiu que foi compelida pelo contexto regional: “Quando deixei o PT, publiquei uma nota afirmando que minha saída não tinha nada a ver com o cenário nacional; fui forjado nas comunidades eclesiais de base, na Igreja Católica; sempre militei na esquerda, no PT, onde fui vice-presidente estadual, num processo de construção com o presidente Joel Banha e outras pessoas valorosas pessoas que ainda estão no partido, apesar de permanentes disputas internas que estão fazendo com que muitos estejam saindo do partido; mas o que tem fragilizado mais o PT é o fato de ter optado por não varrer partidos incompatíveis, que inclusive passaram por ditaduras, mas são os desafios do exercício do poder”.
 
O pré-candidato garantiu que está preparado para enfrentar o problema crônico da falta de moradias e má ocupação de áreas no município: “Como vereador, apresentei o projeto do ‘IPTU Progressivo no Tempo’, um mecanismo que combate especulação imobiliária, que tem sido recorrente em toda a Região Norte, mas que precisa ser encarado em Santana sem medos, com muita coragem, com o objetivo de resolver a questão da moradia, e onde há várias áreas de ressaca e até a área portuária ocupadas indevidamente e, por outro lado, muitas áreas nobres que não têm sido ocupadas como deveriam ser. Essas áreas têm que cumprir sua função social; se não forem ocupadas como devem ser, obviamente terão que ser desapropriadas”.
 
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