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Prefeito de Porto Grande segue afastado pela Justiça

Quase um mês após o afastamento, a Câmara de Vereadores de Porto Grande ainda não se manifestou em relação às acusações que pesam contra o chefe do executivo municipal.


Rodrigo Silva
Editoria de Política

 

O município de Porto Grande, distante 101 quilômetros de Macapá, vive uma das piores crises institucionais de sua história. A situação administrativa da prefeitura é instável com o afastamento do prefeito José Maria Bessa (PDT), que cumpre seu 4º mandato a frente do executivo municipal.

Entre os dias 27 e 28 de abril, a Polícia Federal deflagrou 3 operações em menos de 24 horas no município. Em uma delas, a operação Mensário, Bessa foi afastado do cargo por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Com o afastamento do prefeito, o atual vice, Pedro Paulo  dos Santos Costa (União Brasil) (foto), foi quem assumiu a gestão municipal.

As investigações da PF indicaram a atuação de uma organização criminosa estruturada e com divisão de tarefas nas secretarias municipais de Saúde, Educação e Obras de Porto Grande. O grupo agia no direcionamento de licitações e superfaturamento de contratos, desviando recursos públicos e se enriquecendo indevidamente.

Quase um mês após o afastamento, a Câmara de Vereadores de Porto Grande ainda não se manifestou em relação às acusações que pesam contra o chefe do executivo municipal. O detalhe é que a PF ainda descobriu que parte do dinheiro desviado era destinada pelo prefeito a vereadores do município, mensalmente, para que o mesmo mantivesse o apoio político.

O valor pago era em torno de R$ 2 mil para cada vereador, sendo quatro da atual legislatura e três vereadores da passada.

De acordo com informações obtidas pela reportagem do Diário do Amapá, mesmo com o poder da caneta, o prefeito em exercício, Pedro Paulo, fez poucas mudanças na equipe de gestão da Prefeitura de Porto Grande e as principais secretarias continuam sendo conduzidas por pessoas indicadas pelo prefeito afastado. Enquanto isso, a assessoria jurídica de José Maria Bessa segue buscando remédio jurídico para retornar ao cargo.

A reportagem do Diário do Amapá tentou contato com a assessoria do prefeito afastado, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.


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