Política

Randolfe defende definição urgente do candidato a prefeito para evitar divisões no arco de alianças

Base aliada liderada por ele, Davi Alcolumbre e Clécio Luís já tem três pré-candidaturas lançadas, mas risco, segundo o senador, é a lista ampliar, o que pode causar dificuldades para o grupo político.

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O senador Randolfe Rodrigues (REDE) defendeu neste sábado no programa Togas&Becas, apresentado pelo advogado Helder Carneiro a definição urgente do candidato a prefeito do conjunto de partidos que integram a base aliada do prefeito Clécio Luís, do mesmo partido, para a disputa da sucessão municipal em 2020. Até agora já são três pré-candidaturas lançadas, mas segundo ele o adiamento da definição de um nome pode aumentar a lista, com risco de causar divisões internas e dificultar a pretensão de vitória.

Perguntado como avalia os três nomes já lançados, Randolfe disse que se trata “de três excelentes nomes, todos em condições de vitória, mas temos que avançar; acho um risco perigosíssimo adiar definição de nomes; temos um momento muito favorável com o Clécio fazendo uma ótima administração e com uma aceitação muito grande, o que dão vantagem; e outros personagens dessa aliança estão com boa avaliação, além do prefeito Clécio, o senador Davi (DEM) e eu; não se apresenta nome no entardecer para referendar no anoitecer, e o candidato ou candidata tem que externar a defesa desse programa político”, pontuou.

Ao falar especificamente sobre as pré-candidaturas lançadas de Paulo Lemos (PSOL), Josiel Alcolumbre (DEM), que é irmão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e da ex-secretária municipal de Saúde de Macapá Sandra Verdovelli (PP), o senador destacou que Lemos é um nome “maravilhoso”, mas lembrou que há resistência do PSOL em nível nacional para compor com o DEM e o PSDB, mas ponderou que a REDE não tem essa rejeição. “Caberá ao PSOL definir isso, e ao próprio deputado Paulo Lemos, porque de nossa parte achamos que é um excelente nome, inclusive já o convidei várias vezes para se filiar à REDE”, revelou.

“Decisão antidemocrática”
Questionado sobre o imbróglio protagonizado pelos ministros Dias Tóffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que censuraram matérias jornalísticas citando negativamente o presidente do STF, Randolfe Rodrigues afirmou que o Tribunal “não precisa STF passar esse vexame, lembrando que há mais de 100 anos o Supremo nunca passou por um constrangimento desses.

“A Casa que é guarida da Constituição Federal cometeu um desatino; e que eu me lembre nunca aconteceu durante os seus mais de 100 anos de existências; os ministros Dias Tóffoli e Alexandre de Moraes lamentavelmente levaram o Supremo Tribunal Federal a cometer esse desatino, que ainda em tempo foi revogado porque era inversão total de valores; aliás tem duas infrações concretas, a primeira a censura, e a segunda, que é ainda mais ofensiva, inclusiva faço minhas as palavras do ex-presidente do STF, ministro Ayres Brito, de que a Constituição Federal de 1988 consagrou a democracia como irmã siamesa da liberdade de imprensa, que não aceitam a ofensa. Algum desavidado pode vir e perguntar, e quando a imprensa exagera? Ora existem mecanismos legais no Código Penal para punir a calúnia, a injúria e a difamação, mas impedir que a notícia chegue ouvintes é desatino, é uma ofensa ao estado de direito, o que não é aceitável no regime democrático”.

Na opinião do senador esses fatos isolaram o STF dos demais poderes, tanto que o Executivo, através do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o Legislativo reagiram. Ele considerou que o incidente fortaleceu a possibilidade de instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado para investigar o Judiciário em todo o país, denominada “Lava Toga”. Ele avaliou, no entanto, que será difícil ser aprovada pela maioria do Plenário, mas disse que insistirá na sua criação por ser uma ferramenta da minoria para cumprir com o papel fiscalizador do Legislativo.

O senador também falou sobre o processo de transposição dos servidores dos ex-territórios para o quadro da União: “Depois de uma paralisação no período de transição de governo as atas agora já estão sendo divulgadas. Tivemos uma na semana retrasada e outra nesta semana, com 21 requerimentos aprovados; creio que agora o processo correrá normalmente; é importante destacar que os que não tiverem seus requerimentos aprovados, mas se enquadram dos requisitos exigidos pela Emenda Constitucional 98 podem recorrer, tanto administrativamente como judicialmente; para isso deverão esperar serem notificados oficialmente para interporem seus recursos”.

 

Recursos para Santana
Randolfe Rodrigues comentou sobre reunião que teve com o prefeito de Santana,Ofirney Sadala e seu secretariado. Na pauta a destinação de emendas parlamentares dele para o município e a luta que trava junto com a bancada para a construção de um terminal hidroviário, com o objetivo de interligar o Amapá ao Planeta, em especial com a Europa, obra que, segundo ele, deverá ser contemplada com uma emenda de bancada no valor de R$ 80 milhões.

Ao falar sobre o aeroporto internacional de Macapá, inaugurado recentemente, o senador destacou a importância da redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços incidentes nos combustíveis de aviação. A consolidação da medida, que já foi autorizada pelo Confaz (Conselho de Política Fazendária) e agora depende só do governador Waldez Góes (PDT), que já está fazendo tratativas junto à bancada federal, segundo Randolfe, permitirá a ampliação de vôos, com a volta da linha direta de Macapá para Brasília e a criação de uma linha internacional para a Guiana Francesa e de linhas regionais entre a Capital do Amapá e os municípios de Laranjal do Jarí e Oiapoque, além do barateamento dos custos de passagens aéreas.

 
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