Randolfe defende voz do Amapá em Brasília e aponta petróleo como novo ciclo de desenvolvimento
Candidato à reeleição ao Senado disse que próxima legislatura será decisiva para garantir empregos, investimentos e recursos da exploração de petróleo no estado

Douglas Lima
Editor
A descoberta de petróleo na costa do Amapá e os desafios para transformar essa riqueza em empregos e desenvolvimento para a população foram alguns dos principais temas da sabatina do senador Randolfe Rodrigues (PT), candidato à reeleição, nesta quinta-feira, 10, no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9). Líder do governo Lula no Congresso Nacional, ele afirmou que a próxima legislatura será decisiva para definir como o estado vai se beneficiar da nova atividade econômica.
“A batalha decisiva do petróleo é a batalha que virá e, para isso, vai precisar de voz em Brasília. Eu quero contribuir com o meu povo e com a minha terra nesse momento histórico”, afirmou Randolfe.
O senador também falou sobre a atuação no Congresso Nacional, obras e investimentos destinados ao Amapá, além de temas como a BR 156, tarifa de energia elétrica, transposição de servidores e geração de empregos.
Sobre a exploração de petróleo, Randolfe defendeu a criação de mecanismos para que parte da riqueza permaneça no estado. Segundo ele, é necessário preparar a mão de obra local e definir uma estrutura capaz de inserir o Amapá na cadeia produtiva do setor: “De nada adiantará o petróleo aqui se nossa juventude não tiver acesso à educação, a cursos nessas áreas, para que os empregos fiquem aqui no Amapá e não sejam criados e gerados lá fora”, disse.
O candidato citou a criação da Universidade Federal da Fronteira como uma das ações que, segundo ele, podem preparar os jovens para o novo cenário. Também defendeu a criação de um fundo soberano com recursos dos royalties do petróleo, voltado principalmente para investimentos em educação.
Outro tema de destaque foi a BR 156. Randolfe reconheceu o atraso histórico na pavimentação da rodovia, mas afirmou que todos os lotes entre Oiapoque e Laranjal do Jari já estão licitados e que as obras foram retomadas. Ele citou a pavimentação de aproximadamente 17 quilômetros no trecho sul e a retomada dos serviços no trecho norte.
“Esse é um dos assuntos que mais me incomoda. Eu estou satisfeito com isso, mas estou irritado com o atraso. É uma razão de profunda irritação minha, mas é importante dizer que foi feito”, declarou.
A transposição de servidores do ex-território federal do Amapá também esteve entre os principais assuntos. Randolfe apontou a incorporação de cerca de oito mil amapaenses ao quadro federal como uma das principais conquistas de seu mandato e afirmou que pretende avançar com a PEC 47, que busca ampliar o alcance da medida.
O senador ainda defendeu o fim da escala 6×1, falou sobre a atuação para impedir novos aumentos na tarifa de energia elétrica e afirmou ser favorável à transparência na aplicação das emendas parlamentares. Na área econômica, destacou a prorrogação da Área de Livre Comércio do Amapá até 2040 e a atuação pela isenção de PIS/Cofins para o comércio amapaense.
Ao fim da sabatina, Randolfe afirmou que pretende permanecer no Senado para concluir pautas que considera prioritárias para o estado, principalmente a transposição e a estruturação da cadeia produtiva do petróleo.
“Eu quero estar em Brasília no momento mais decisivo da história do Amapá, porque é o momento em que nós vamos ter de lutar para que a riqueza do petróleo fique com os amapaenses”, finalizou.
O Sistema Diário de Comunicação fechará a rodada de entrevistas com os candidatos do estado do Amapá ao Senado da República, segunda-feira próxima, dia 14, ouvindo Hélio Palheta, do Partido da Causa Operária (PCO).
Deixe seu comentário
Publicidade







