Política

Randolfe diz que operação da PF no combate às fake news é imperativo

“É crucial para a manutenção da nossa democracia. Esperamos que a justiça seja feita e que, caso comprovado, os criminosos paguem no rigor da lei”, afirmou.

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Senadores repercutiram nesta quarta-feira (27) a operação da Polícia Federal (PF) para apurar assédio virtual e notícias falsas (fake news) contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos estão parlamentares, empresários e comunicadores ligados ao presidente Bolsonaro. Para os senadores, a ação demonstra que o Congresso precisa elaborar uma legislação para coibir a prática de fake news.

 

O presidente Davi Alcolumbre (Senado) já agendou para a próxima semana a votação do PL 2.630/2020, que propõe a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.
De autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o texto traz regras para o uso e operação de redes sociais e serviços de mensagem privada via internet, com o objetivo de coibir abusos e manipulação.

 

Líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) escreveu que o combate às fake news é “imperativo”.
Em mensagem postada em suas redes sociais, o senador lamentou que esse assunto esteja desviando atenção e recursos do combate à pandemia da Covid-19, mas defendeu que ele não seja deixado de lado.

 

“É crucial para a manutenção da nossa democracia. Esperamos que a justiça seja feita e que, caso comprovado, os criminosos paguem no rigor da lei”, afirmou.

 

A operação da PF aconteceu no âmbito de inquérito instaurado pelo presidente do STF, Dias Toffoli, para apurar fake news contra membros da Corte.

Os policiais levaram computadores e celulares dos investigados. Além disso, oito deputados federais e estaduais, que não foram alvos da busca e apreensão, foram intimados a prestar depoimento nos próximos dias.

 

Para Alessandro Vieira, a operação tem um peso significativo nos esforços de combate à desinformação e às notícias falsas.

O senador é crítico ao inquérito, que avalia ser inconstitucional – no ano passado ele chegou a protocolar pedido de impeachment contra os ministros Toffoli e Alexandre de Moraes, que é o relator do processo – mas reconhece que o problema das fake news é real e urgente.

 

— Existem quadrilhas que tomaram conta da internet e disseminam mentiras de forma organizada e programada, com objetivos de deturpação eleitoral e para prejudicar reputações – afirma.

 
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