Diário Política

‘Personagens ocultos vão aparecer’, diz Dino sobre mapeamento de Anderson Torres

Ex-ministro Torres pediu, no 2º turno, levantamento de quais locais em que Lula havia obtido a maioria dos votos no primeiro turno. Com o estudo, ele disse que pediu apoio à PRF para evitar crimes eleitorais, mas a corporação fez uma série de operações que dificultaram a chegada dos eleitores às urnas.


Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que “há personagens ocultos, que ainda vão aparecer”, no caso do mapeamento realizado a pedido do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, sobre as regiões que o presidente Lula (PT) ganhou no primeiro turno.

 

Às vésperas do 2º turno, Torres pediu à delegada Marília Ferreira Alencar – que atuava no Ministério da Justiça – para levantar quais foram os locais que Lula conseguiu a maioria dos votos no primeiro turno. Com o estudo, o ex-ministro afirmou que pediu o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para coibir eventuais crimes eleitorais no dia da eleição (30 de outubro).

 

A PRF – considerada a mais bolsonarista das polícias – passou a fazer uma série de operações pelo país para atrapalhar a chegada dos eleitores às urnas. À época, Torres foi escalado por Bolsonaro para colocar o plano de interferência em prática no Nordeste – a região é majoritariamente pró-Lula.

 

Na Bahia, por exemplo, Torres se reuniu com o diretor-geral da PF, Marcio Nunes, para pedir que a atuação da PRF. Desde então, a Polícia Federal passou a investigar a viagem do ex-ministro da Justiça Anderson Torres à Bahia, para entender qual foi o real motivo da viagem.

 

Dino disse que aguarda as respostas das investigações, mas que há “múltiplos indícios” de que Torres agiu contra eleitores de Lula. O ministro aponta também que as suspeitas contra Torres são de “imensa gravidade” e espera consequências jurídicas proporcionais ao possível crime cometido pelo ex-ministro da Justiça.

 

Anderson Torres está preso em Brasília desde 14 de janeiro, e é investigado por suspeita de omissão e conivência com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro; Marília Alencar também é alvo de investigação, por suspeita de ter agido para esconder provas relacionadas aos atos daquele dia.

 

 


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