Política

Stella diz que Alap extrapola limite do que seria pensável para um Poder Legislativo

Stella Ramos disse que deverá, em 2017, enfrentar greve dos servidores da justiça, mas que está preparada, uma vez que o Tjap tem uma mesa de negociação, e ela própria é experimentada em promover acordos.

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Para a futura presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), desembargadora Stella Ramos,   a Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) tem extrapolado o limite do que seria pensável num Poder Legislativo, daí o Judiciário aparecer, com certa frequência, “para dar um norte em determinadas situações”.
Stella falou sobre o assunto no início da noite desta terça-feira, 10, no programa Café com Notícia (Diário FM 90,9), apresentado pela jornalista e radialista Ana Girlene. A desembargadora assumirá a presidência do Tjap, em março.
Pessoalmente, Stella Ramos deixou claro que é contra a judicialização do Legislativo. “O Judiciário não deve substituir o Poder Legislativo, porém há casos em que isso tem que acontecer, devido a excessos praticados por deputados, no caso aqui do Amapá”, ditou a desembargadora.
Adiante, Stella disse acreditar que o parlamento amapaense começa a ter uma maior organização, e que por isso espera, daqui pra frente, não ser mais preciso o Judiciário agir, como se estivesse interferindo noutro poder.
A desembargadora Stella Ramos, na entrevista, também falou a respeito do programa Pai Presente, que ela coordena, e ainda sobre a expectativa que tem acerca de assumir o cargo de presidente do Tribunal de Justiça.
Para Stella, o Pai Presente, que já vem de dez anos, com o nome Pai Legal, antes mesmo de ser implantado em nível nacional, tem conseguido os seus objetivos, levando tranquilidade há muitas famílias.
“O Tribunal de Justiça do Amapá está enxuto, organizado, não cabendo fazer nada além do que já está sendo feito”, disse a desembargadora que, no entanto, reconheceu que 2017 será um ano difícil, em razão da crise que todo o Brasil enfrenta. Ela também disse que deve enfrentar greve dos servidores da Justiça, mas que está preparada, uma vez que o Tjap tem uma mesa de negociação, e ela própria é experimentada em promover acordos.

 
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