Política

Audiência pública no Amapá discute exploração de minérios na Renca

Geólogo e advogado, ex-deputado Antônio Feijão critica reportagem do Fantástico por criminalizar a mineração e por não ouvir representantes do estado. Relatório da audiência será encaminhado ao presidente Michel Temer

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Uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (11) na Assembleia Legislativa (Alap) reuniu estudantes, garimpeiros, gestores, parlamentares federais e estaduais e representantes de vários outros setores da sociedade. Na pauta, o decreto de extinção da Reserva Mineral do Cobre e Associadas, editado pelo presidente Michel Temer, cujos efeitos, entretanto, foram suspensos pelo próprio Palácio do Planalto para que o assunto seja melhor discutido pela sociedade.

Antes do início da audiência pública, geólogo e advogado Antônio da Justa Feijão criticou duramente no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90.9) a reportagem sobre a Renca veiculada no último domingo. Segundo ele, a Rede Globo prestou “um desserviço” ao Amapá porque não ouviu os setores envolvimentos e, conforme acentuou atendeu apenas a interesses de entidades ambientalistas, principalmente o Greenpeace.

“O Ernesto Paglia (repórter da Rede Globo) me lembrou o Lutzenberger, ministro do Meio Ambiente no governo Color, que ao sobre uma grande área de lavrado na região, comentou com o então presidente que aquilo era resultado de desmatamento na Amazônia; e agora o Ernesto Paglia viaja durante três horas e sobrevoa a Renca com avião e gasolina do Greenpeace, não houve ninguém daqui e coloca um alemão para falar em nome de 800 amapaenses. Ele prestou um desserviço ao Amapá, porque a mineração aqui não se resume a uma casa abandonada da Icomi, tratar assim deixa de ser jornalismo pra ser canalhice, pois coloca em cova rasa o debate; ele jogou a matéria de qualquer maneira, sem abordar a questão social e o manancial de minérios que pode gerar empregos. Nós aceitamos essa discussão e estamos preparados para ela, desde que não seja egoísta como essa matéria, que teve o condão, apenas, infelizmente, de criminalizar mais ainda a mineração em nosso estado”.

Relatório

Segundo a deputada Edna Auzier, que requereu a audiência pública, o evento teve como objetivo discutir com todos os setores o decreto de extinção da Renca, uma área de aproximadamente 46 mil quilômetros quadrados entre o Amapá e o Pará: “Todos os órgãos, gestores, estudantes e representantes de entidades foram convidados para darmos início a esse grande debate, porque precisamos nos organizar internamente. O resultado dessa discussão será detalhado em um relatório, que será encaminhado presidente Temer”.

 
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