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Desordem na ordem e progresso

A Ordem necessária a construção do progresso não foi seguida à risca na República Brasileira, e nesses 130 anos de vivência houve de tudo no território, menos o desejo de conciliar os ideais propostos na Bandeira .

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Quando 19 de novembro de 1889 Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares criaram o símbolo ORDEM E PROGRESSOna Bandeira Nacional tinham a ideia de estarem criando algo do mesmo tamanho do país continental e a certeza da contribuição para a felicidade e harmonia de um povo que, saindo do Reinado, iniciava a trajetória Republicana.

A Ordem necessária a construção do progresso não foi seguida à risca na República Brasileira, e nesses 130 anos de vivência houve de tudo no território, menos o desejo de conciliar os ideais propostos na Bandeira .

Poucos homens públicos do país entenderam a responsabilidade que tinham sobre os ombros, colocando em lugar da grandeza do país, apenas seus interesses, resultando hoje o desabafo do Presidente Jair Bolsonaro lamentando os descaminhos do Brasil, com dívida pública de R$ 4 trilhões e massa de desempregados superior a 13 milhões de pessoas.

O debate atual em torno da Reforma da Previdência situa, precisamente, a divisão nos pontos divergentes das forças que, obrigatoriamente, teriam obrigação de formarem corrente para frente ,e, unidos, aproveitarem o bem da democracia.

Não sejamos radicais em achar que os pontos da reforma previdenciária gere consenso mas, ao mesmo tempo, impõe a análise real da situação do país, que clama soluções urgentes em várias linhas de atividades, como já vimos, a dívida, o desemprego, o crucial e triste modelo da violência que chega a negar o principio da racionalidade, opondo-se a criação de novos modelos de combate contra o estado de guerra, hoje vivido nos 27 estados do país, como propôs Sérgio Moro.

Voltamos a necessidade de seguir o que reza o símbolo da bandeira nacional. As esquerdas brasileiras, hoje empenhadas em jogar areia no progresso nacional, preferindo ter como guia velhas repúblicas fracassadas, mortas com o comunismo, que almejava escravizar o ser humano.

O momento brasileiro é de se lamentar tamanho o disparate de certos homens públicos que colocam, como prioridade, seus interesses, mais por incapacidade de entender sua missão, porque, na verdade, não passou por um processo seletivo, escondendo-se na inutilidade. Quem tem a possibilidade e o desejo de visitar vários países desenvolvidos, enaltece a criatividade colocada a favor do povo, porque a missão de ser parlamentar é privilégio para ajudar a todos. Não me canso de citar a romaria em torno da vontade de voltar a ser político, assegurando mais longo período nas casas legislativas. É sabido a manobra do primeiro mandato, agradar para, no segundo, preparar a cama para o continuísmo. Com isso, a ideia de trabalhar para um país com ordem e progresso fica apenas enfeitando as quatro cores da bandeira.

 
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