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Jogos do Pan sempre vivos

O Brasil o promoveu os Jogos duas vezes – 1963 (São Paulo) e 2007 (Rio de Janeiro).Foram disputados, com o atual de Lima, 18 disputas, e o atletas brasileiros sempre estiveram entre os quatro primeiros, com liderança absoluta dos Estados Unidos, vencedores de 16 disputas

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/ Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Na brilhante contribuição à literatura mundial Machado de Assis eternizou a relação com o tempo indagando se “Mudaria o Natal ou Mudei Eu?”Vejo-me, em pleno Século XXI, diante do dilema em relação aos XVIII Jogos Pan-Americanos, de Lima, Peru, em que para mim é apenas uma atração, diferente para os 6 mil 690 atletas participantes que vibram com o fato de estarem presentes e participantes do evento com o mesmo fervor que outros já o fizeram, com mudanças variáveis no desejos dos homens, restando o idealismo marca da sobrevivência humana.

O Brasil o promoveu os Jogos duas vezes – 1963 (São Paulo) e 2007 (Rio de Janeiro).Foram disputados, com o atual de Lima, 18 disputas, e o atletas brasileiros sempre estiveram entre os quatro primeiros, com liderança absoluta dos Estados Unidos, vencedores de 16 disputas, perdendo uma para Cuba, em 1971, em Havana, para os atletas cubanos. A divisão do Brasil em relação as medalhas sempre foi entre Canadá, México e Argentina.

No seu histórico, particularmente para o esporte brasileiro sempre foi prazeiroso, com destaque para o âmbito mundial, como o recorde mundial de João Carlos de Oliveira (João do Pulo), no salto triplo, co 17m89, marca que deixaram os árbitros da prova confusos porque, no momento, duvidavam do índice. João do Paulo continuou brilhando no atletismo mundial e foi o incentivador do atletismo soviético que se aproveitou do estilo e eficiência do brasileiro e acabou liberando a prova por muito tempo.

Outro episódio marcante evolveu a seleção masculina de basquete que teve a ousadia, de pilotado por Oscar Smith, derrotar a dos Estados Unidos na medalha de ouro nos Jogos de 1987, em Indianápolis, derrota que os americanos jamais admitiriam, eles serem de fato superiores no esporte e, de repente, dentro de casa, perder a medalha de ouro. O leitor pode imaginar a segunda decepção, porque a primeira foi em 1972, nos Jogos Olímpicos de Munique, Alemanha, outra seleção americana perdeu o primeiro jogo da histórica olímpica e também o título para a então União Soviética.

Além dos episódios aqui narrados existem outros de igual relevância, porque a competição serve sempre modelo para os Jogos Olímpicos, festa máxima do esporte de alto rendimento.Quando de inicio evoquei a frase de Machado tinha em mente fazer algumas observações sobre o antigo esporte amador que, segundo o Barão Pierre de Coubertin, deveria prevalecer até, mas que levou poeira há muito pelas exigências do tempo. No passado e eu vivi esse drama, era perigoso o atleta treinar mais de três vezes por semana, para não sobrecarregar o coração. Vê-se hoje em dia todos os atletas de alto nível treinarem pela manhã, tarde e à noite. Ganha aquele que treina mais.

Qual é a realidade atual? Quem quiser brilhar no pódio terá que se dedicar por inteiro sem tempo para mais nada. Daí a necessidade da compensação pelo tempo perdido. Atletismo, basquete, voleibol, natação e outros exigem muito. Encorajou-me a dar minha opinião porque da lista enorme de 17 edições dos Jogos participei in loco em oito e vivendo o dia a dia de outros tantos. Mudariam os Jogos ou mudei eu? Machado acertou, a vida é emoção e saudade.

 
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