Artigos

Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (ou Síndrome de Stein-Leventhal)

Essa é uma endocrinopatia crônica, ainda de origem idiopática (não esclarecida), que provavelmente, combina fatores genéticos (herança familiar), ambientais (disruptores endócrinos) e étnicos, pois há variação em diferentes continentes!

Compartilhe:

Adivaldo Vitor Barros, MD

 

 Com mais de 200 anos de relatos na literatura médica mundial, a “POCS” (sigla do idioma Inglês) acomete em torno de 20% da população feminina mundial, alcançando no Brasil, até 10% das mulheres em idade fértil. O primeiro caso descrito data de 1721, na Itália…

 

Essa é uma endocrinopatia crônica, ainda de origem idiopática (não esclarecida), que provavelmente, combina fatores genéticos (herança familiar), ambientais (disruptores endócrinos) e étnicos, pois há variação em diferentes continentes!

 

Pelo exposto, houve a necessidade de reavaliar e redefinir alguns aspectos clínico-laboratoriais, culminando com uma revisão que norteia os atuais diagnósticos e condutas terapêuticas: os Critérios de Rotterdam (2003).

 

Conforme esse consenso supra-mencionado, há 03 (três) critérios maiores para o diagnóstico da SOP: excesso de peso (sobrepeso ou obesidade, nos seus diferentes graus), irregularidade nos ciclos menstruais, e excesso de pêlos (hiperandrogenismo, geralmente delineada pela escala de Ferriman-Gallway). A presença de ovários maiores que 10 cm3, rodeados por 10 a 12 microcistos na periferia, passa a ter papel secundário na confirmação diagnóstica da referida síndrome.

 

Desafio maior está em firmar o diagnóstico precoce, montando um minucioso “quebra-cabeça” clínico-evolutivo e laboratorial, visando ao tratamento mais personalizado possível e prevenir as possíveis complicações metabólicas, hormonais e reprodutivas para saúde das jovens…

 

As medidas de alterações do estilo de vida, incluindo alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas, revelaram-se insuficientes para a proteção do organismo feminino que padece dessa enfermidade crônica! Sem tratamentos medicamentosos, que combinam prevenção do diabetes mellitus tipo 2 (DMT2), redução do peso corporal eregulações hormonais específicas para cada caso, os resultados serão insatisfatórios!

 

Boas notícias mostram que, nos últimos anos, após o Consenso europeu de Rotterdam, muitos trabalhos, pesquisas e novas associações de medicamentos tem-se revelado seguros e animadores; apesar de ainda, não serem a cura tão esperada…   Seguimento terapêutico periódico, com equipe multiprofissional (médicos gineco e endócrino; nutricionista, psicólogo, “|personal”, etc) é fundamental para a adesão ao tratamento proposto e, caso a paciente suspenda as medidas terapêuticas, todos os sinais e sintomas podem voltar, e até em maior intensidade!

 

Medidas estéticas, tais como laser, depilação com ceras, extração com pinças ou fio/linha egípcia, podem ser adicionadas aos medicamentos, quando estes não trouxerem um resultado esperado para aquelas que possuem pelos no queixo ou buço. É como já diziam os ANTIGOS: “com mulher debigode, nem o diabo pode”…  ; )

 
Compartilhe:

Tópicos:  

Deixe seu comentário:




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *