Cidades

Guerreiros da terceira idade vencem o Covid-19

Pacientes com 75, 91 e 102 anos são curados nos Centros de Atendimento ao Covid e recebem alta ao som de suas músicas preferidas. O mais espirituoso comemorou com o Hino do Flamengo

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Por Hélmiton Prateado

As cenas de altas de pacientes que se repetem nos Centros de Atendimento ao Covid-19, da Secretaria de Estado da Saúde, emocionam diariamente as equipes de profissionais que trabalham dia e noite para curar esses guerreiros vitoriosos. Mas, a tarde desse sábado, 11, teve um efeito mais alegre para ser comemorado: três guerreiros da terceira idade que retornaram para seus lares após vencerem o Covid-19.

No Covid 2, na Zona Norte de Macapá, as equipes fizeram festa de “bota-fora” pra se despedir de duas pacientes muito especiais. A primeira a ser liberada logo de manhã foi a aposentada Domingas Barbosa Ramos, de 75 anos, que foi encaminhada no dia 6 desse mês para a unidade, vinda do Hospital de Emergências (HE). Ela pediu para se despedir ao som de Marabaixo, música típica do Amapá e que a morena da terra Tucuju ouve desde a juventude. Os profissionais que se despediram de dona Domingas fizeram coreografia típica da dança amapaense e ajudaram a levantar o astral da paciente ilustre que se despedia.

Na sequência foi liberada uma outra paciente de grande significado emotivo para os profissionais. Marcelina Barroso Vieira Baia, de 91 anos foi atendida no Centro Covid do bairro Santa Inês, em Macapá e diagnosticada com Covid-19. Ela deu entrada no Covid 2 dia 8 para tratamento e saiu curada, recebida por seus familiares na recepção social do hospital.

Mas, a mais emblemática imagem de um guerreiro que foi curado da Covid-19 foi a de Raimundo Miranda da Silva. Do alto de seus 102 anos ele encarou de frente a infecção. Amparado pelas equipes multiprofissionais do Centro Covid 3, em Santana, ele ficou quase uma semana internado sob cuidados médicos e venceu a infecção.

Para sua alta as assistentes sociais, psicólogas e técnicos que cuidam da ação de despedida dos pacientes se esmeraram no agrado a Raimundo. Ele teve direito a uma camiseta e boné do Clube de Regatas do Flamengo, time do coração dele. Sua despedida foi um “corredor polonês” ao som do Hino do Flamengo que ele comemorou como se estivesse assistindo a uma final de campeonato no Maracanã.

A diretora multiprofissional dos Centros de Atendimento Covid, Lorena Mota, comenta que as festas que se repetem nas unidades quando os pacientes recebem alta serve de estímulo para todos redobrarem as esperanças de que é possível vencer essa luta diária. “A batalha pela vida, mais uma vez, venceu a injustiça de uma doença tão agressiva e deu nova chance a esses pacientes tão queridos. Isso prova que as equipes estão em um grau de excelência terapêutica elevado e não se descuidam do cuidado extremo e humanizado com nossos pacientes. Vamos vencer”, finaliza.

 
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