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Pesquisas descobrem espécies ainda não catalogadas de insetos na Flona do Amapá

Resultados estão sendo divulgados em evento no Sacaca; pesquisas foram feitas em parceria com o Museu Paraense Emilio Goeldi.

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Diretor de pesquisa do Iepa, Allan Kardec Ribeiro, disse que os estudos serão aprofundados

O Instituto de Pesquisa Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) está divulgando desde quarta-feira, 7, os resultados das pesquisas de campo realizadas na área da Floresta Nacional do Amapá (Flona), especificamente para busca de novas espécies de insetos e botânicas. O resultados estão sendo apresentados em seminário no Museu Sacaca, em Macapá, que encerra nesta quinta-feira, 8. As pesquisas foram feitas em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (Mpeg), para o desenvolvimento e inovação no uso da biodiversidade amazônica.

 

Em uma das áreas da Flona no município de Porto Grande, foram encontradas novas espécies de formigas, moscas e vespas. Todo o resultado está sendo apresentado no seminário que ainda conta com palestras, mesas redondas e explanação das pesquisas feitas no período de coletas.

 

Segundo o diretor de pesquisa do Iepa, Allan Kardec Ribeiro, as pesquisas fazem parte do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) com intuito de ter detalhes do que o Amapá apresenta em sua biodiversidade. “Nós, juntamente com pesquisadores paraenses, realizamos diversas ações diretamente nos campos da Flona, no município de Porto Grande, e conseguimos extrair boas amostras de novas espécies de insetos e botânicas. Posteriormente, aprofundaremos os estudos dessas novas espécies encontradas”, declarou o diretor.

 

A pesquisadora titular do Museu Paraense Emílio Goeldi, Marlúcia Martins, considera que a biodiversidade amazônica ainda é pouco conhecida e, cada pesquisa é uma novidade. Para ela, é necessário aprofundar esses estudos. “Somente em nosso grupo de trabalho, que envolve insetos, foram três novas espécies encontradas, fora os demais grupos. Isso mostra a riqueza, a diversidade e o potencial da Flona do Amapá em conservar a biodiversidade e, consequentemente, reforçar a importância de manter as áreas de conservação no Estado”, disse Marlúcia.

 

O seminário tem como objetivo geral ressaltar a importância biológica, econômica, social e cultural da biodiversidade do Amapá, no contexto amazônico, uma vez que o estado concentra o maior percentual de território destinado à preservação e ao uso da biodiversidade.

 

A programação segue na tarde desta quinta-feira com palestras voltadas para os segmentos da fauna e flora do Amapá, ministradas por pesquisadores do Iepa, Universidade Federal do Amapá (Unifap) e do Museu Paraense Emilio Goeldi.

 

PPBio
O programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) foi criado em 2004 com objetivo de intensificar estudos sobre biodiversidade no Brasil, descentralizar a produção científica dos centros desenvolvidos academicamente, integrar atividades de pesquisa e divulgar resultados para diferentes finalidades, como gestão ambiental e educação. É estruturado em três componentes principais: inventários, coleção e temáticos.

 

Além das pesquisas, o PPBio destinou recursos para a reforma do prédio das coleções zoológicas do Iepa, que dessa maneira já apresenta um espaço adequado para armazenar o material coletado.

 
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