Política

Assembleias de 16 estados, incluindo a do Amapá, são alvo de investigação, diz jornal paulista

De acordo com reportagem do jornal Estado de S.Paulo, a maioria dos procedimentos contra as Casas correm sob sigilo e apuram suspeitas ou denúncias de repasse de parte dos salários ou benefícios a parlamentares e da contratação de “funcionários fantasmas”.

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A Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) aparece na lista de pelo menos 16 Casas que são ou foram alvo de investigações sobre irregularidades cometidas nos últimos 16 anos, relacionadas a salários e gratificações de servidores dos gabinetes. Desde 2010, quando foi deflagrada pela Polícia Federal a Operação Mãos Limpas, a Assembleia Legislativa foi alvo de pelo menos quatro outras operações da PF e uma do Ministério Público do Amapá (Operação Eclésia), que já colocou na cadeia dois ex-deputados estaduais.

De acordo com reportagem do jornal Estado de S.Paulo, a maioria dos procedimentos contra as Casas correm sob sigilo e apuram suspeitas ou denúncias de repasse de parte dos salários ou benefícios a parlamentares e da contratação de “funcionários fantasmas”. Em São Paulo, por exemplo, pelo menos cinco deputados estaduais com mandatos a partir de 2003 que são alvos de investigaç&oti lde;es por apropriação de salários.

O caso se assemelha ao de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O filho do presidente e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) motivaram 22 procedimentos criminais em 2018. A partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Ministério Público apura as suspeitas de irregularidades nos gabinetes. Uma investigaç ;ão foi instaurada contra Queiroz após suspeita de lavagem de dinheiro ou “ocultação de bens, direitos e valores” no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Além de São Paulo e do Rio, os Legislativos de Roraima, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Paraná, Alagoas e Rio Grande do Sul estão na linha do Ministério Público. Nacionalmente, conforme as investigações, não falta criatividade para implementar diferentes meios de desvio – casos variam da cont ratação da empregada doméstica do deputado como “fantasma” à solicitação de reembolso de despesas de viagens nunca realizadas.

É recorrente o que se convencionou a chamar de “rachid”. A prática é enquadrada quando um servidor público divide parte do salário com o chefe ou empregador. Dos 16 estados, sete têm investigações nesse sentido.

 
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