Política

Hospital de Amor é entregue como ‘marco divisor’ da política preventiva do câncer no Amapá

Segundo o presidente do Ijoma, padre Paulo Roberto – O Hospital de Amor é um divisor de água na prevenção do câncer no Amapá.

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Com grande participação popular, aconteceu neste sábado (15) às margens da rodovia Norte/Sul, a entrega do prédio do Instituto de Prevenção Hospital de Amor de Macapá. Depoimentos emocionados de portadores do câncer, de representantes de entidades que assumiram a prevenção da doença e políticos marcaram a solenidade.

O diretor-geral e provedor do Hospital do Câncer de Barretos (SP), médico Henrique Prata, revelou que a unidade do Amapá foi a concretização de um sonho antigo, acalantado desde os atendimentos dos primeiros casos de câncer no estado que chegaram ao hospital, localizado no município interiorano de São Paulo.

De acordo do Henrique Prata, o seu “idealismo, pautado em projetos concretos” para o combate da doença o levou a expandir uma das maiores referências na prevenção e no combate ao câncer no país, o que permitiu, segundo ele, a garantir acesso da população mais pobre ao tratamento.

Tido como um dos protagonistas da implantação da unidade, o deputado federal Marcos Reátegui destacou que “valeu a pena se dedicar a esse projeto de grande envergadura, que marcou o nosso mandato e vai ser responsável pela retomada da vida para muitas pessoas”. Ele admitiu que as dificuldades foram muitas, mas “ultrapassadas diante da certeza de que a concretização desse projeto é um marco único para que os portadores do câncer tenham acesso ao necessário tratamento”.

O governador Waldez Góes fez uma retrospectiva de todas as tratativas, e relatou as dificuldades enfrentadas “por conta das dificuldades econômicas, financeiras e até mesmo políticas decorrentes do momento conturbado da vida nacional, mas a inauguração do Hospital do Amor mostra que quando há força de vontade as coisas acontecem”.

Um dos pioneiros na iniciativa privada na prevenção e combate ao câncer no Amapá, o padre Paulo Roberto, que criou e dirige o Instituto do Câncer  Joel Magalhães (Ijoma), previu que o Hospital do Amor será “o espaço sagrado de todos aqueles que foram – e são – rejeitados pelo poder público, órfãos de quem tem a obrigação de criar e colocar em prática ferramentas imprescindíveis para o acesso à população mais pobre à saúde”. E enalteceu a união de diferentes forças políticas e ideológicas para a concretização do projeto, assegurando que o momento é um divisor de águas na prevenção da doença no Amapá:

“O início da caminhada foi muito difícil, encontramos muitas barreiras, mas a sensibilidade do doutor Henrique Prata, aliada à perseverança de todos aqueles que se dedicaram a essa causa nobre permitiram a concretização desse sonho, possível graças ao empenho de todas as pessoas e instituições que de uma forma ou de outra deram a sua parcela de contribuição”, comentou o sacerdote.

A unidade do Hospital de Amor em Macapá foi construída com recursos da bancada federal (R$ 25 milhões) e contrapartida do governo do estado de R$ 3 milhões, que também fez a doação da área, que pertencia à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), e foi repassada para a construção do hospital.

A unidade de Macapá terá 45 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos administrativos, com atendimento prioritário às mulheres de 40 a 60 anos para exames de mamografia, e de Papa Nicolau em mulheres de 25 a 64 anos.

 
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