Política

Lucas Barreto diz que o Amapá é ‘orfão do desenvolvimento’

O senador criticou as ações em defesa da preservação ambiental no estado, que para ele têm dificultado o crescimento econômico e ficam apenas nas promessas.

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O senador Lucas Barreto (PSD–AP) listou nesta quarta-feira (13) em Plenário, as dificuldades enfrentadas por seu estado em diversos setores e classificou o Amapá como uma sociedade “órfã do desenvolvimento” e esquecida por representantes das nações. O senador criticou as ações em defesa da preservação ambiental no estado, que para ele têm dificultado o crescimento econômico e ficam apenas nas promessas.

— Fomos levados por uma falsa e vaga promessa de pensarmos globalmente e que as ONGs, o Estado brasileiro e os países ricos nos ajudariam em nosso desenvolvimento sustentável pela via compensatória. Foi, certamente, o maior ‘fake ecoplanetário’ já pregado contra o Estado brasileiro — disse o senador.

O parlamentar afirmou que a maior preocupação dos países ricos não é com a população do Amapá, e sim, com as unidades de preservações que estão no território. Para ele o governo tem um débito com o estado, onde se encontram os piores índices de saneamento básico. Ele disse ser necessário construir uma nova estação de capacitação, tratamento de esgoto e de uma rede para zona norte e oeste de Macapá.

Lucas Barreto afirmou ainda  que o povo do Amapá pode ficar “sem território e sem futuro”, se as atividades econômicas em seu território continuarem sendo restringidas, sob pretexto de ampliar áreas protegidas.

Ele também fez um apelo ao presidente da República, Jair Bolsonaro:

— Senhor presidente, nós precisamos do Brasil não como arrecadador de nossas riquezas e usurpador de nossos sonhos; precisamos, sim, do Brasil como aliado na construção de nosso futuro, que se faz presente e urgente.

Agência Senado

 
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2 comentários em “Lucas Barreto diz que o Amapá é ‘orfão do desenvolvimento’”

  • Marcos Silva disse:

    Escolheu muito mal o tema pra bater em sua primeira manifestação oral. Órgãos ambientais tentam, com muitas dificuldades, preservar o NOSSO meio ambiente. O problema é que os interesses econômicos de muitas empresas e de muitos empresários de ocasião, como certos políticos, por exemplo, tentam influenciar negativamente nas fiscalizações, pois para eles o que importa é o lucro. Dane-se o meio ambiente, dane-se a água dos rios e igarapés, dane-se a fauna, dane-se a flora, dane-se a população ribeirinha. Jogamos todo nosso esgoto no rio Amazonas, madeiras nativas são vendidas livremente nos canais do Jandiá e Pedrinhas a décadas, os garimpos poluem os nosso rios, inclusive os que estariam em reservas ambientais, aterra-se ressacas, lagos etc. Mariana e Brumadinho mostram bem como o Brasil fiscaliza muito mal as mazelas causas pelos agressores do nosso meio ambiente. Temos que vestir a camisa da preservação do meio ambiente, não o contrário, senador! Ou Vossa Excelência teve sua campanha financiada por algum agressor e agora está retribuindo?

    • Jubi de Souza disse:

      Pelo visto o amigo que morrer de fome num caixão verde, o Senador foi muito correto quando diz que as medidas compensatórias são apenas discursos vazios que não tem nenhuma contrapartida de fato para o estado e com isso dependemos apenas da economia do contracheque…temos que parar com esse discurso…e olhar o que realmente nos interessa, mais emprego e geração de renda pra nossa população, eu não quero ter que ver no futuro próximo minha filha e meus netos formados e amargurados por falta de emprego porque não podemos derrubar uma árvore de forma sustentável….e ter que ver a riqueza e passar fome.

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