Política

Mourão anuncia projeto que integraria o Amapá ao país, afastando possível ameaça francesa

Vice presidente do Brasil revela que a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República desenvolve o plano.

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Douglas Lima

Da Redação

 

O vice presidente do Brasil, Hamilton Mourão, num evento em Brasília, revelou que a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República desenvolve o projeto ‘Barão do Rio Branco’ com a finalidade de integrar as amazônias Oriental e Ocidental, buscando, dentre outras ações, impedir que o Amapá seja atraído pela França, fugindo do controle brasileiro.

A fala de Mourão foi lançada ao ar pela Rádio Diário FM 90,9, na manhã desta quarta-feira, 6, dentro do programa LuizMeloEntrevista. O evento de que ele participou contou com a presença do general Maynard Marques de Santa Rosa, no cargo de secretário de assuntos estratégicos, mas nessa segunda-feira, 4, ele pediu demissão.

Hamilton Mourão informou que o projeto Barão do Rio Branco trata de infraestrutura e integração entre a Amazônia Ocidental e a Amazônia Oriental, a partir de conexão entre a BR 163, que liga o município de Tenente Portela (RS) a Santarém (PA), com a BR 210, que tem origem no Amapá com possibilidade de extensões pelo Platô das Guianas.

Segundo o vice presidente, à luz do projeto em andamento na Secretaria de Assuntos Estratégicos, a BR 163 alcançaria a margem esquerda do rio Amazonas para se integrar à BR 210, o que conectaria os estados do Amapá e Roraima.

O projeto também contempla produção de energia elétrica no rio Trombetas, em Cachoeira Porteira, lugar que, segundo Mourão, possui uma capacidade extraordinária de megawatts. A produção de Cachoeira Porteira abasteceria o estado de Roraima, cortando a dependência da energia oriunda da Venezuela, também acabando com a energia termoelétrica, extremamente poluidoras.

O vice presidente Hamilton Mourão disse que o projeto Barão do Rio Branco, por enquanto no papel na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, ainda prevê a construção de uma ponte para unir os municípios de Santarém e Óbidos, no oeste do estado do Pará.

A respeito do Amapá, Mourão observou que o estado é uma ilha banhada ao Norte pelo rio Oiapoque, a Leste pelo oceano Atlântico, rio Amazonas ao Sul, e rio Jari, Oeste. “Ele não está efetivamente integrado ao território nacional brasileiro, por isso a necessidade de integrar a BRs 163 e 210”, esclareceu.

O vice Hamilton Mourão também mostrou que o Amapá e a Guiana Francesa constituem um conjunto, dizendo a seguir que é bom lembrar que o departamento franco representa a presença da União Europeia no território da América do Sul.

“Nós brasileiros não podemos permitir que o Amapá seja atraído para a França; ele tem que estar aqui na nossa mão. Então, a integração pela via rodoviária é fundamental. Nós tivemos agora alguns blocos de exploração de petróleo na costa amapaense leiloados e arrematados pela empresa francesa Total. Por isso, chamo a atenção da discussão que deve ser travada sobre essa situação do Amapá”, concluiu Hamilton Mourão.

 
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2 comentários em “Mourão anuncia projeto que integraria o Amapá ao país, afastando possível ameaça francesa”

  • Jocivaldo moraes disse:

    Eu prefiro que essa ligação do território francês com Brasil aconteça, eu sou morador da cidade de Oiapoque e acho a cidade muito excluída, não temos nenhum aeroporto ativo pra transportes mais rápido, e contamos apenas com agências de ônibus que quase não chegam na capital, devido à falta do interesse público com essa BR 156 que não fazem nada pra melhorar, prefiro ser da Guiana Francesa, pelo menos lá vai ter um aeroporto que eu possa viajar quando eu quiser e não precisar pegar essa BR 156 de merda.

  • Edilson Pereira Marques disse:

    € De fato, o AMAPÁ está ligado via ponte a Guiana Francesa e isolado do Brasil via terrestre (somente por via fluvial e aérea se comunica com outros Estados); além do mais, os Franceses ganham muito dinheiro com a Base Espacial de Kourou, com lançamentos de foguetes(satélites), sendo que a nossa Base de foguetes(EUA)é em Alcântara-MA, base que deveveria ser aqui no Amapá(melhor posição geostrategica); outro ponto, é que mais de 76% da área geográfica do Amapá é comprometida com preservação ambiental (PARNA DO TUMUCUMAQUE: 26% é outras )e sequer recebemos um bonos a mais de recursos financeiros da União por prestarmos esse serviço de proteção ambiental para o Brasil e o mundo, ficando o Amapá a desejar de desenvolvimento econômico por ter cedido na marra essa grande área para a proteção do meio ambiente, sem podermos explorar racionalmente os recursos naturais, desenvolver a agroindústria, etc. Certamente a França ganha mais dinheiro em sua Guiana colocando satélites no espaço para outros países como o Brasil, e os franceses sequer se preocupam em explorar os recursos naturais da Guiana Francesa. Portanto, a França nem acha relevante e sequer exerce qualquer inlfuencia ao Amapá . Sermos europeus é uma utopia! Se pelo menos o Governo Federal finalizasse o trecho da Rodovia que vai de Macapá ao Oiapoque e construirsse a ponte ligando o Sul do Amapá ao Pará já seria um grande incentivo para iniciar o nosso desenvolvimento econômico, que está emperrado desde da Criação do Território Federal do Amapá; passamos pela transformação a Estado e ainda hoje o Amapá continua com sua economia incipiente e sem perspectivas de crescimento!

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