Política

Representantes dos setores econômicos e produtivos debatem exploração do petróleo e minérios no Amapá e Pará

Todos declararam otimismo quanto à liberação da exploração de petróleo e gás na Foz do Amazonas, e de minérios na Reserva Mineral de Cobres e Associados (Renca).

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Representantes dos setores econômicos e produtivos do Pará e Amapá realizam nesta quinta-feira (17), em Macapá, o I Encontro das Federações e Sindicatos dos dois estado. No evento, que acontece a partir das 8h no auditório do Sebrae, especialistas vão apresentar e debater estudos científicos comprovando que a barreira de corais raros na Foz do Amazonas é ‘fake news’ criado pelo Greempeace para impedir a exploração de petróleo e gás.
O programa Café com Notícia (DiárioFM 90,9), desta quarta-feira (16), apresentado pela jornalista e radialista Ana Girlene, promoveu uma mesa redonda entre representantes de vários sindicatos e federações que vão participar do encontro, entre eles o presidente da Federação das Indústrias do Amapá, Carlos Alberto; o vice-presidente da Federação das Indústrias do Pará, José Mendonça e o presidente do Fórum Socioeconômico do setor produtivo do Amapá, José Ribamar. Todos declararam otimismo quanto à liberação da exploração de petróleo e gás na Foz do Amazonas, e de minérios na Reserva Mineral de Cobres e Associados (Renca).

José Mendonça criticou o posicionamento passivo das autoridades brasileiras, por, segundo ele, se curvarem a interesses de organizações internacionais que “criam fakes” quando se tenta explorar racionalmente riquezas naturais na Amazônia. “Estamos aqui para participar do encontro, com o objetivo de emprestar o nosso apoio ao Amapá e discutir o desenvolvimento, como também debater o fake News criado pelo Greempeace”, declarou.

Para José Ribamar, estudos científicos feitos por especialistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) “quebram o discurso único que se tinha, que era o do Greempeace”. Ele se disse incrédulo pelo fato de que as autoridades brasileiras se deixaram influenciar por “um discurso mentiroso”, que acabou retardando a exploração de petróleo e gás na Foz do Rio Amazonas por causa da suposta existente de corais raros em águas profundas.


“Ora, quando vimos a reportagem saltou aos olhos, porque foi apresentado um cenário totalmente diferente, uma água azul, cristalina, enquanto que a água da Foz do Amazonas é barrenta, muito cheia de pedaços de solo, arenitos e material argiloso; isso chamou a nossa atenção. Como achamos que só se desmoraliza mentiroso mostrando conhecimento, fomos à Universidade Federal do Pará e encontramos guarida de especialistas, entre eles o doutor Ercílio, que constataram cientificamente essa aberração; esse estudo será apresentado e debatido no Encontro; comprovadamente não existe coral na Foz do Amazonas; é mentira deslavada; inclusive o comandante da Marinha nos colou que isso é guerra de 5ª geração para impedir que Amapá e Pará se desenvolvam, por serem portas de entrada da Amazônia, assim como é mentira que a Amazônia é pulmão do mundo, porque representamos menos de 1% das alterações climáticas mundiais”, pontuou Ribamar.

União entre os dois estados
Ainda segundo Ribamar, não existe competição entre Pará e Amapá: “Pelo contrário, pois são estados vizinhos que precisam estar unidos para crescerem economicamente. Quem compete com a gente são países, como Japão e Coréia, que levam riquezas sem controle algum; por isso a nossa presença amanhã nesse Encontro, onde vamos falar de petróleo, mas também de Renca, porque a mesma situação de face cientifica ocorre terra firme com a mineração, com a liberação do cerrado para plantar soja; são fakes criadas para atrapalhar, como têm atrapalhado, o caboclo que precisa sobreviver”, reclamou, acrescentando:

– Não adianta pisarmos em cima de riquezas e nosso povo passando necessidade, passando fome; graças a Deus temos agora um Presidente (da República) que tem nova visão de levar o Brasil ao topo, pelo menos entre os oito países mais desenvolvidos; potencial para isso nós temos; o estado do Amapá é riquíssimo em minérios e está faltando autorização para serem explorados, mas temos certeza que o Presidente vai fazer isso; inclusive vamos fazer uma carta conjunta do Pará e do Amapá para ser entregue ao Presidente após o Encontro.

Respondendo a questionamento feito por um ouvinte através das redes sociais, Ribamar comparou a atuação de ONGs contra os interesses da Amazônia à facilidade como ambientalistas transitam nas esferas do Poder. “Num ambiente corrupto onde você aceita a contra-vantagem os vieses ideológicos transitam com grande facilidade, fazendo com que os nossos reais adversários ajam como vírus. Eles detonam a célula, entram no nosso meio e nos detonam pelo meio; foi o que aconteceu tanto com a Renca, como com o petróleo; e aumenta a nossa esperança de um posicionamento mais coerente do governo brasileiro com a medida que foi baixada proibindo por 60 dias qualquer repasse financeira para as grandes ONGs, para que seja avaliado o que está acontecendo, porque é uma coisa astronômica e é o povo que sofre”.

 
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