Política

Sarney: “O Amapá me fez muito bem e me rejuvenesceu, sendo o

Em entrevista concedida na manhã dessa sexta-feira, 2, à TV Amapá, ao ser questionado sobre o último discurso na tribuna do Senado.


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Em entrevista concedida na manhã dessa sexta-feira, 2, à TV Amapá, ao ser questionado sobre o último discurso na tribuna do Senado, antes de deixar o mandato, quando afirmou ter se arrependido de ser senador, o senador José Sarney (PMDB-AP) garantiu que foi mal interpretado, afirmando que buscou fazer referência à necessidade de o Brasil ter um novo modelo político.

“Houve uma certa confusão. Eu falei como estadista, fazendo uma referência a um novo sistema eleitoral brasileiro, e não a esse que vivemos. Em um sistema moderno, para aprimorar a democracia, acho importante que não tenha reeleição, e o presidente ao terminar o seu mandato, não deve concorrer a nenhum outro para que o ex-presidente consiga ficar acima de qualquer disputa partidária. Não estou arrependido de ter sido senador. Pelo contrário, o Amapá me fez muito bem e me rejuvenesceu, sendo o meu primeiro e último amor”, disse Sarney, acrescentando ter deixado legado no Amapá, a exemplo da Área de Livre Comércio, da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, construção de três usinas hidrelétricas, implantação da Zona Franca Verde, a ponte binacional ligando o Brasil, a partir de Oiapoque à França, via Saint-Georges.

Ao comentar sobre o escândalo de corrupção vivido pela Petrobras, Sarney afirmou ser necessário criar um estatuto para controlar os diretores das estatais, evitando o que denominou de “um estado de deterioração e corrupção”.

Para o Senador, é necessário que se crie mecanismos que exerçam um rígido controle sobre as estatais: “O estatuto cria um sistema de controle das companhias estatais, de tal modo que evita esse livre arbítrio que assistimos, criando um estado de deterioração das companhias e de corrupção, dando poderes aos diretores, mas sem controle, inclusive do Tribunal de Contas da União”. Sarney também afirmou que propõe uma reforma política para diminuir a quantidade de partidos, que atualmente chega próximo a 40. Para o Senador, grande parte serve para fazer barganhas: “Não se pode ter 39 partidos. O resultado é que servem apenas para registrar candidatos e fazer barganhas nas vésperas das eleições e ao mesmo tempo utilizam tempo de televisão e recurso do fundo partidário”.

Mesmo deixando de concorrer a outro mandato eleitoral – o mandato dele termina no final deste mês –, Sarney considera que vai continuar com a vida política, mas sem ficar ‘arrastando o pé no Senado’: “Meu sentimento não é de encerrar a carreira, mas simplesmente terminar o mandato e não concorrer mais. Quero sair bem, atuando e trabalhando. E não ficar como um velho arrastando o pé no Senado”, afirmou Sarney após três mandatos pelo Amapá no Congresso Nacional.
De acordo com o Senador, o objetivo traçado para o futuro é a dedicação exclusiva à literatura, anunciando o lançamento de dois livros neste ano. Outro projeto literário de Sarney é a conclusão da autobiografia, que, de acordo com ele, já está em fase de formatação.

 
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