Política

TRE-AP julga improcedente ação do MPE contra a deputada Edna Auzier e pastor Ronaldo Júnior

O MPE pedia a cassação do diploma da deputada e a inelegibilidade dela e do pastor por oito anos. A relatora foi a desembargadora Sueli Pini, que votou pela improcedência, sendo seguida pelos demais juízes da corte.

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Paulo Silva
Editoria de Política

Em sessão realizada nesta quarta-feira (6), o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) julgou improcedente ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) de autoria do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a deputada estadual Edna Auzier (PSD) e o pastor evangélico Ronaldo Azevedo Júnior.

O MPE pedia a cassação do diploma da deputada e a inelegibilidade dela e do pastor por oito anos. A relatora foi a desembargadora Sueli Pini, que votou pela improcedência, sendo seguida pelos demais juízes da corte.

Na ação, o MP Eleitoral sustentou que, no dia 17 de setembro do ano passado, o pastor Ronaldo utilizou as dependências da organização religiosa para proferir palavras de apoio e defender a candidatura de Edna Auzier. O órgão apurou que Ronaldo Azevedo Júnior era assessor parlamentar de Edna Auzier, remunerado mensalmente com R$ 1,8 mil. A informação foi extraída do site da Transparência da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP).

Em vídeo, ao qual o MP Eleitoral teve acesso e que integra a ação, o pastor aparece orientando os fiéis a votar na candidata por ser alguém que vai defender “conceitos cristãos” e por se tratar de uma “mulher de Deus”. O discurso é seguido de oração feita por um dos outros três pastores que aparecem no púlpito, onde também estava Edna Auzier, que fez uso da palavra, e seu companheiro Eider Pena, ex-deputado estadual. O vídeo foi registrado por um dos fiéis e comunicado ao MP Eleitoral pelo WhatsApp destinado ao recebimento de denúncias.

Para os juízes do Tribunal Regional Eleitoral, as provas juntadas nos autos da ação sugerem que não houve gravidade na conduta da deputada e do pastor, daí a improcedência da AIJE.

À época, a Justiça Eleitoral determinou que a deputada Edna Auzier e o pastor evangélico Ronaldo Azevedo Júnior deixassem de realizar atos de campanha em organizações religiosas, sob pena de multa de R$ 20 mil. Ambos utilizaram o espaço da Igreja do Evangelho Quadrangular “Tabernáculo dos Milagres”, em Macapá, para promover a candidatura da parlamentar à reeleição.

 
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