Turismo

UM MERGULHO NA NATUREZA

Guias de turismo se encontram em ‘oásis’

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CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO

O último final de semana foi especial para a categoria dos guias de turismo e vários convidados, que puderam se confraternizar após um ano de muita superação. E de uma maneira mais que apropriada: fazendo turismo. Trata-se de uma iniciativa do SINGTUR (Sindicato dos Guias de Turismo), entidade que levou um grupo de cerca de 50 pessoas até a Pousada Jabariri, na Comunidade de Ariri, acesso de ônibus de turismo pela BR-210, distante 36 km em estrada asfaltada, mais 08 km de ramal e 02 km de percurso no Rio Matapi através de embarcação regional.

O meio de hospedagem era temático, com 8 mil metros quadrados, onde estão estrategicamente distribuídos dois chalés com refrigerador de ar e capacidade total para 32 hóspedes, redário, cozinha completa, pomar, água potável e energia elétrica 24h, localizado à margem direita do rio Matapi. “Trata-se de um lugar de paisagens amazônicas, águas relaxantes, flora e fauna exuberantes, ideal para finais de semana e feriados, a pouco mais de uma hora do centro de Macapá”, derrete-se o turismólogo Sandro Bello.

O que fazer
Regada a diversão, música ao vivo, sorteio de brindes, feijoada e churrasco, o encontro serviu para integrar e fortalecer a classe. Segundo o presidente do Sindicato, o guia Claudomir Fagundes, há uma campanha nacional de valorização deste profissional, guardião do patrimônio histórico ambiental e diplomata integrador dos segmentos turísticos – receptivo, transporte, hoteleiro, gastronômico, etc. “Convenhamos, viajar sob a orientação de um guia certamente otimiza o tempo e se aproveita muito mais qualquer destino turístico”, diz o dirigente do Sigtur.

Atualização
O encontro que também foi uma visita técnica que contou com a participação especial de profissionais reconhecidos no mercado, como o próprio turismólogo Sandro Bello e da juventude acumulada dos professores Paulo Gurgel e Davi (diretor) do CEPAJOB (Centro de Ensino Profissionalizante do Amapá), única escola de hotelaria e turismo no estado. Ainda segundo o presidente, os profissionais anseiam a instalação do curso de Guias de Turismo Nacional e Internacional nos centros de formação locais, assim como, sua carta sindical, e que em 2018 seja um ano próspero de ampliação do mercado turístico local.

 

Ser guia de turismo é antes de tudo vocação

O turismo do Amapá é marcado por histórias como a do paraense Claudomir Fagundes, de 54 anos, que nasceu em Belém. Ele diz que o interesse por viagens surgiu devido a profissão de seu pai, que era o que se costumava chamar de ‘caixeiro viajante’, o que hoje é uma espécie de representante comercial. Aos 16 anos decidiu seguir o ofício, atuando principalmente no sul do Pará. “Queria interagir com outras pessoas, conhecer novos lugares e oportunidades”, diz ele. Enquanto seu pai vendia todo tipo de bugingangas, como cintos, tecidos, óleo e até pente, ele decidiu ousar e vender brindes, daí ter facilidade para trabalhar com artes gráficas e criação de publicidade.

Mas seu interesse pelo tu-rismo falou mais alto e ele buscou qualificação. É guarda- parque, fotógrafo, designer gráfico, possui licenciatua em História e está cursando a faculdade de Biologia. Ele também é formado como Guia de Turismo, pelo Senac, em 1993. No ano seguinte fundou uma associa-ção, cuja primeira presidente foi Simara Regina Bentes. Em 2005 ajudou a fundar o Sindicato dos Guias de Turismo do Amapá, o Singtur, que atualmente é seu predidente.

 

Como está regulamentada a profissão do Guia de Turismo

Falando de um profissional que sempre está auxiliando os turistas nos passeios durante as viagens: o guia de turismo, pode-se dizer que é o profissional responsável por acompanhar e orientar grupos de pessoas que estão viajando, seja em excursões, viagens internacionais ou qualquer outro tipo de viagem. Esses profissionais também são responsáveis por ajudar na montagem do roteiro e organizar as atividades que serão feitas durante o dia garantindo que você conheça os melhores pontos turísticos que a cidade oferece. Geralmente são muito bem humorados e no decorrer dos trajetos vão de forma muita criativa contando as histórias e lendas do lugar.

A profissão de guia está regulamentada pela Lei 8.623/93 e o guia de turismo tem de ser um profissional qualificado e cadastrado no Ministério do Turismo pelo Cadastur para poder exercer a profissão. Inclusive tem de ser um profissional registrado no mínimo como autônomo na prefeitura daquela cidade.

O guia de viagem tem uma grande responsabilidade na hora de conduzir os grupos, manter a ordem da viagem, passar as orientações necessárias e propor atividades que estejam de acordo com o perfil do grupo. Eu digo que o sucesso de uma viagem em grupo muitas vezes está nas mãos do guia de turismo. Por exemplo, não adianta propor atividades radicais para um grupo de viagens da terceira idade. Ou então atividades muito paradas para excursões de alunos. O guia tem de ser preciso na proposta de roteiros.
Colaborou: Thiago Cesar Busarello

 
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