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Lula mais indefeso

Preocupado com o que poderá acontecer com o processo que corre em Curitiba, que dependerá de decisão do juiz Sérgio Moro, o ex Presidente recorreu ao relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, pedindo que afastasse Moro do processo.


(FILES) This file photo taken on August 29, 2015 shows Brazilian former president (2003-2011) Luiz Inacio Lula Da Silva participating in the 12th Congress of the Brazilian Workers Union (CUT) in Belo Horizonte, Brazil, on August 28, 2015. Brazil police search home on March 4, 2016 of ex-president Lula da Silva in corruption probe. / AFP / DOUGLAS MAGNO

Ruy Guarany – Jornalista
Articulista

A partir do momento em que as investigações da Lava Jato se aprofundaram, começaram a surgir dados consistentes sobre a participação do ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva como arquiteto do esquema criminoso de corrupção, que por pouco não levou a Petrobras à falência. Denunciado pelo Ministério Público, Lula responde como réu na Justiça Federal, em Brasília e no Paraná.

Preocupado com o que poderá acontecer com o processo que corre em Curitiba, que dependerá de decisão do juiz Sérgio Moro, o ex Presidente recorreu ao relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, pedindo que afastasse Moro do processo. Ao negar o pedido, o ministro deixou claro que se tratava de mais uma tentativa para embaraçar as apurações. Bem entendido, significa dizer que Lula está num beco sem saída, correndo o risco de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que o colocaria afastado da disputa eleitoral, em 2018.

Sabendo-se que nas quintas-feiras sempre surgem os chamados ‘diabinhos’, essa quinta não foi amistosa, para o PT. Como se não bastasse a negativa contra Lula, também Dilma Roussef teve o seu pedido de anulação do impeachment negado pelo STF, com a observação de que não existem motivos que justifiquem a anulação do julgamento.

Contando com o apoio do STF, a Lava Jato prossegue com a sua ação moralizadora, tudo levando a crer que mais cabeças poderão rolar no decorrer das investigações.

Aconteceu no Amapá – O governador Luiz Mendes da Silva gostava de falar de improviso, mas de quando em vez fugia à concordância e acabava colocando o governo em dúvida. Ao discursar durante a visita do presidente Castelo Branco, ao Amapá, Luiz Mendes falou sobre as atividades do seu governo e, em dado momento, disse: “Senhor Presidente, quando assumi o governo do território, esse hospital estava praticamente vazio. Hoje eu tenho a satisfação de dizer à Vossa Excelência que está abarrotado de doentes…”


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