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As nossas crises políticas

Esta crise atual é mais por comportamento e por falta de sentimento em relação ao bem-estar do povo.

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Eita país difícil este nosso Brasil, não por conta de sua população, que em grande maioria sofre o desgaste da pouca educação, segmento que nunca foi prioridade neste país. Os atropelos que o Brasil sofre de quando em quando resultam da incoerência política que sofremos em dados momentos da história, e leva o povo a injuriar grande parte de seus parlamentares, cujo claro objetivo, percebe-se, é o de apenas cuidar da sua própria existência, porque pouco estão se lixando em relação à sua missão de administrar o país com dignidade. Para exemplificar o que digo lembro algumas crises já vividas pelo Brasil que tiveram um tom diferente da de hoje, cujo maior proveito, imagina-se, é a incontrolável ganância do homem que não se preocupa em ganhar o mundo e perder a alma. As crises passadas, uma na busca da razão, outras, nem tanto, violentaram a liberdade e o direito de ir e vir do cidadão. As crises hoje têm origem e apoio na corrupção.

Esta crise atual é mais por comportamento e por falta de sentimento em relação ao bem-estar do povo. De 1964, até hoje, o Brasil enfrentou algumas crises, porém não com o sentido da atual, onde o poder é o objetivo maior. Nas crises políticas anteriores, o Brasil pode não ter se saído melhor, mas tinha o desejo de acertar. Em agosto de 1954, o suicídio de Getúlio Vargas; em 1961, renúncia de Jânio Quadros; o golpe militar de 1964; o AI-5, em 1968; a morte de Tancredo Neves, em 1985; e as privatizações de Fernando Henrique Cardoso, no período de 1995 a 2002. Mas, sereno ou não, o Brasil sobreviveu e até teve momentos de alegrias e progresso.

O homem comum da população não chega a enxergar a extensão da crise política atual brasileira. A origem do desequílibro, não se pode negar, começou no meio do mandato do ex presidente Lula, quando foram exauridas as fontes da política econômica herdada do período FHC e a cessação do comércio com a China, que lembrou o slogan de Delfim Neto, durante o milagre brasileiro de 1970, de que a “Solução é exportar”.

Depois do impeachment, tragédia na vida nacional, o país passou a ser governado por Michel Temer, saudado como santinho mas, agora se vê, nem tanto. Mesmo assim, Temer com os pecados que se levantam agora, assumiu o cargo com propósito e até melhorou o que estava ruim, como a inflação, a recessão e até deu refresco no desemprego, em razão da melhoria de vários setores da vida nacional. Mas agora veio à tona outra crise política que aprofunda divergência na vida do país.

Será que seria válida, no momento, a carga sobre o presidente Michel Temer, para desestabilizá-lo e fazer tudo ruir, como já aconteceu com o desemprego que voltou a subir ao nível de 13 milhões de pessoas, sem renda, sem dignidade.?

A simpatia que se possa ter a Temer, por sua conduta como presidente, é forçoso reconhecer que o holofote negativo que ele enfrenta agora pode ser atribuído à sua decisão de tentar a reeleição. Parece que Temer desconhece que poucos querem que ele continue.

O recrudescimento da crise no país tem duas vertentes difíceis para serem negadas: primeira, a oposição sistemática da esquerda, que não engoliu a queda da Dilma, reação pilotada pelo PT e, a segunda, pela infeliz decisão de Temer de tentar novo mandato, quando pesa sobre ele enorme carga de corrupção que pensa encobrir como presidente, algo, de cara, desonesto.

 
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