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Diz ministro: país está enfermo

Muita gente conhece a história do marginal que para roubar um anel de uma passageira de um veículo, arranca-lhe o dedo, para depois exibir triunfante o ganho.

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Ulisses laurindo – Jornalista
Articulista

Reflitam todos que amam o Brasil: o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, na solidez de sua postura, disse o que todos sabemos, mas permanece sem o grau da denúncia do membro do STF, de que o Brasil está enfermo e precisa de remédios amargos para tratar suas crises econômica, política e ética. A enfermidade que atinge o país vem de longa data, desde que a classe política, alicerçada por sua autoridade, desviou dos propósitos de governança para cuidar de outros interesses, sem um pingo de atenção ao povo.

Muita gente conhece a história do marginal que para roubar um anel de uma passageira de um veículo, arranca-lhe o dedo, para depois exibir triunfante o ganho. Este seria o momento de reflexão de que algo estava muito errado e medidas teriam que vir logo em socorro para não cairmos no abismo objeto da denúncia de Teori Zavascki. A enfermidade detectada agora vem de muito tempo, desde a façanha dos criminosos, em São Paulo, comandando de dentro dos presídios a eliminação de agentes policiais militares. E isso, todos lembram, faz parte apenas do noticiário policial, sem que tenha naquele momento havido ações de mudanças radicais, naquele e noutros episódios da vida nacional, como a da ousadia de bandidos de atearem fogo em dezenas e centenas de ônibus nos pátios das garagens. Afrontas como essas requeriam a necessidade de reformas estruturais em todos os quadros da vida nacional, essas mesmas reformas que os políticos postergam em benefício pessoal.

O cuidado no bem-estar da população brasileira foi deixado de lado e resultou nisso e na continuidade do processo mafioso. Todos se lembram da CPI dos Anões, seguindo-se o Mensalão e, agora, o devastador assalto à Petrobras carcomida por ratoeiras gigantes.

Desde os mais tempos conhecidos o Brasil vem amargando crises contínuas, e a passividade é a mesma. Não funciona como lição a ninguém, mas é notório que cada país só cresce quando toda a Nação alimenta o dever do patriotismo. O que se assiste agora na política nacional é o retrato do interesse de não mudar nada e o país navegar à deriva.

Ministro Teori teve a coragem de mostrar a realidade brasileira, mas poucos vão se sensibilizar com o alerta e ir à procura de soluções adequadas. Há a alegação de que em outros tempos a corrupção existiu por ser própria da condição predatória do ser humano. Mas, por tudo isso, é vital a procura do remédio para curar os males que covardemente afetam a todos.

 
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