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Governo pode mudar Lei Pelé

A concepção em voga no Senado, é que, durante muitos anos, o antigo Ministério dos Esportes não cuidou de fortalecer o esporte como essencial para desenvolver, principalmente, a juventude, momento em que se formaliza os principio da saúde.

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Está na pauta do novo Senado, 2019, a reformulação das regras do esporte brasileiro, começando pela revisão da Lei 9615/98, chamada de lei Pelé, que deu variada conotação às atividades esportivas nacionais, visando, naturalmente, a modernizá-lo e colocá-las entre as mais adiantadas do mundo.

A concepção em voga no Senado, é que, durante muitos anos, o antigo Ministério dos Esportes não cuidou de fortalecer o esporte como essencial para desenvolver, principalmente, a juventude, momento em que se formaliza os principio da saúde. É também intenção na nova mexida na lei é dar nova conotação ao relacionamento entre os jogadores e os clubes profissionais, hoje colocados em segundo plano para atender aos empresários, que articulam as transferências de milhões de reais, com prioridade para os articuladores da mudança, deixando os clubes, formadores dos talentos, sem receber, em troca, o devido valor nas negociações, tudo em proveito dos empresários.

A vigilância com a precariedade das escolas, as quais, em todo o país apenas 27% têm instalações esportivas próprias para o desenvolvimento normal da juventude. O slogan da mudança da nova visão do Senado é dar ao esporte o lugar que merece e não continuar nas mesmices financeiras. Imagina-se que dos 5 mil 570 municípios apenas 27% tem instalações esportivas para permitir uma iniciação no jovem e, acima de tudo, cuidar da saúde física e mental. Significa dizer que da quantidade de municípios, menos de 1 mil e 600 colégios têm condição de oferecer esporte e lazer as crianças.

A mudança na lei do esporte nacional requerendo há muito tempo melhor aplicação para evitar que o país tenha projeção mundial em alguns esportes, estes que trabalham isoladamente, como o futebol, o iatismo o voleibol. Quanto aos demais, a figura no campo olímpico, por exemplo, é apenas de coadjuvante.

A reação do Senado em tentar mudar a Lei Pelé, é, na verdade, uma exigência há muito reclamara pelos bons desportistas. O aconteceu até hoje no país, principalmente depois da criação do Ministério dos Esportes foi a visão de que trabalho no órgão visava só as grandes vitórias, quando a maior necessidade era fazer esporte para aceso ao povo. Essa iniciativa deveria partir da construção de grandes complexos esportivo para permitir a formação da mentalidade esportiva, primeira condição do desportista. No atletismo foram construídas algumas pistas pelo Brasil inteiro, mas o principal agente, que era o praticante, não atendeu ao chamado.

Maior reclamação no esporte é a valorização que teve o esporte de alto rendimento, assim mesmo para poucas modalidades, com o voleibol, a natação, o atletismo, o iatismo. Muitas outras modalidades existiam com enormes dificuldades, não saindo, em consequência da obscuridade. O governo, na linha de valorizar o esporte pela sua importância deu o tom de que esses financiamentos que eram feitos para algumas modalidades ou serão cessadas, ou terão outra dimensão em sua distribuição.

A noticia da tentativa de mudar a Lei Pelé, dando-lhe maior eficácia para, de fato, beneficiar o esporte, representa medida de quem está preocupado com o país, para que ele represente no mundo, também no esporte, sua grandeza.

 
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