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Michel Temer e o chamamento à Ordem Social

Guardadas as devidas distâncias de pensamentos desiguais, não foi nada mais nada menos do que falou o presidente Michel Temer na análise de dois anos de seu governo. Recorremos novamente ao francês criador do Positivismo de que o “desenvolvimento nada mais é do que o estabelecimento da ordem”.

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Bons parâmetros para definir o desenvolvimento de um país estão em sintonia com a concepção de Isidore August Marie Francois Xavier Comte – simplesmente August Comte, criador da Sociologia e do Positivismo*, quando estabeleceu entre os anos 1798 e 1857 que “ o progresso não é mais do que o desenvolvimento da Ordem Social”.

Guardadas as devidas distâncias de pensamentos desiguais, não foi nada mais nada menos do que falou o presidente Michel Temer na análise de dois anos de seu governo. Recorremos novamente ao francês criador do Positivismo de que o “desenvolvimento nada mais é do que o estabelecimento da ordem”.

O presidente Michel Temer alardeia aos quatro cantos sua realização em dois anos de governo, com métodos pessoais e de união. Seus algozes, porém, relembram a época em que ele participava do mesmo grupo que acabou no chão com impeachment, e o apontando com um dos seus autores.Para seus inimigos as obras reais de desenvolvimento em prol do pais não invalida o tempo em que ele podia agir diferente e com toda força para beneficiar o país e se converteu num político poderoso e que poderia ser eleito presidente, bastando só querer, pois seu partido PMDB exigia força suficiente para ganhar eleições, porque tinha diretórios espalhados nos mais de 5 mil municípios brasileiros. Hoje, com apenas 4% de aceitação, paga um preço pesado, como o definido nas pregações do Apóstolo Paulo de Tarso, em suas cartas disse que a necessidade de se plantar no momento certo para a colheita.

O Apostolo afirma numa de suas cartas “ que não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois aquilo que o semear, isso também ceifará”. É o que cobram hoje de Temer.

Os que os inimigos de Temer questionam é que ele não mudou de personalidade em apenas dois anos, aparecendo como anjo salvador da paz social do Brasil, com desenvolvimento surpreendente. Convicto em suas mensagens, Temer citou medidas que ajudaram ao país superar uma inflação anterior de 10%, colocando-a nos atuais 3%, e de ter dado um fim ao espantalho da recessão, que destrói as finanças públicas. Com medidas corajosas e pensando num Brasil melhor, procurou a estabilidade econômica , devolveu à confiança. A Petrobrás, que, de empresa falimentar, hoje, apresenta lucro de R$ 7 bilhões no primeiro trimestre de 2017. Para tanto, Temer diz que sempre trabalhou em torno de uma política comum, visando à pacificação das várias correntes existentes no país.

Sobre a intervenção no Rio de Janeiro, entendeu que a luta contra o crime merece atenção especial, e embora não tenha ainda apresentado visível melhora no comportamento, houve, entretanto redução nos homicídios e no roubo de carga. Sobre o desemprego, no balanço feito ao povo, Temer disse que o desemprego estancou, e em janeiro, foram celebrados 77 mil contratos de trabalho, e que nos meses de outubro a dezembro de 2017, houve aumento de 1,8 milhões de pessoas empregadas.

Estão na análise duas versões do governo Temer. Uma, como uma flecha atirada contra ele e, a outra, se defendendo, e mostrando que tem sempre ideias nobres para o brasileiro. Ameaçou ir à reeleição, mas sabe que o fardo é pesado demais e o melhor é deixar para outros.

*Positivismo – Doutrina filosófica segundo a qual a verificação pela experiência é o único critério da verdade.

 
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