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Disputa de Piedade Videira com cúpula do PSB ganha adesão de movimentos negros e de mulheres

Uma Moção de Apoio é o novo reforço para a ativista negra que lançou o desafio de concorrer a governadora do Amapá pelo Partido Socialista Brasileiro.


Cleber Barbosa
Da Redação

 

O racha entre a ex-candidata a governadora do Amapá, a pesquisadora Piedade Videira, e o dirigente regional do Partido Socialista Brasileiro (PSB/AP), o ex-senador e ex-governador João Capiberibe, promete ainda mais ‘pano pra manga’. Alegando falta de apoio da legenda, ela retirou a candidatura, provocando reação do socialista, que apontou falta de transparência nos gastos. Agora, diversos movimentos saem em defesa de Piedade.

Neste domingo (26), passou a circular uma Moção de Apoio à Professora Dra. Piedade Lino Videira, uma Nota de Repúdio e uma Nota de Esclarecimento, todas em desagravo à condução que a direção do PSB vem dando ao caso. “O movimento dos (as) cidadãos (as) progressistas e afrodescendentes do Amapá, vem a público apresentar moção de apoio e solidariedade à Profa. Dra. Piedade Lino Videira, ex pré-candidata à governadora do Estado pelo PSB e atualmente pré-candidata à Deputada Estadual pela mesma sigla”, reforça o manifesto.

De acordo com o movimento, a entrada de Piedade no cenário político representa o combate ao fascismo, racismo, machismo, sexismo e o neonazismo, ostentados pelo status quo vigente. “Na conjuntura em que vivemos, atende a pedidos e manifestações das comunidades negras, tradicionais e dos grupos abaixo assinados”, dizem os movimentos no documento.

Eles dizem repudiar veementemente aquilo que definem como postura deplorável das lideranças do PSB-AP, quando por razões não sabidas, optaram por publicar uma nota mentirosa e difamatória em relação à conduta de Piedade Videira. “Sabendo do caráter ilibado, da índole imaculada e da luta da Dra. Piedade Videira por um Amapá mais digno, onde todos possam ter seus direitos garantidos, como rege a Constituição Federal, principalmente para as minorias, é que tomamos a decisão de lançarmos esta moção de apoio em defesa desta mulher negra, que sempre esteve nas trincheiras de luta, em prol do alcance da equidade racial, de gênero e social”, complementa a manifestação.

Por fim, a nota conjunta exige por parte de João Capiberibe e seu partido um pedido público de desculpas. “Não permitiremos que o nome da Dra. Piedade seja maculado e exigimos uma retratação pública do PSB-AP”, conclui.

 

Abaixo Assinados:
Os nomes e entidades que integram o manifesto são os seguintes: Danniela Ramos – Associação Universidade de Samba Boêmios do Laguinho; Tayná Cardoso – Associação Cultural Marabaixo do Laguinho; Valdinete Costa – Associação Cultural Berço do Marabaixo da Favela; Elisia Congó – Associação Cultural Raízes da Favela Dica Congó; Padre Paulo Roberto – Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo/AABM; Delcilene Costa – Associação Quilombola dos Remanescentes de Campina Grande/AP; Lucenildo Pereira de Souza – Associação Cultural Herdeiros do Marabaixo; João Carlos Piru- Movimento Nação Marabaixeira; Izabel Santos – Grupo de Marabaixo do Torrão do Matapí; Joaquim Ramos (Mestre Munjoca) – Associação Cultural Raimundo Ladislau; Isis Tatiane – Associação de Mulheres Mãe Venina do Quilombo do Curiaú; Núcleo de Estudos Afro-brasileiros/ NEAB-UNIFAP; Pai Salvino – ABYOA; Mãe Iolete – FECAROMINA; Paulo Axé – Movimento Mocambo; Mônica Ramos – Associação Folclórica Marabaixo do Pavão; Renato Cancella – Associação Quilombola de Ilha Redonda; Paulo Rubens- Grupo Cultural Raízes do Marabatuque;


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