Wellington Silva

Maquiavel, mais atual que nunca!

 

Em sua histórica e fantástica obra O Príncipe, Maquiavel dedica boa parte de sua análise sobre a figura do mercenário, aquela figura que sempre aluga seus serviços para quem pagar mais. E é aí, que mora, o perigo!

 

Até que ponto se pode confiar em alguém que não tem lado, não tem princípios, ética, honra, bandeira, ideais a defender?

 

É um risco que alguns se aventuram para mais na frente colher a decepção de seu erro!

 

Mais atual que nunca, Maquiavel em dado momento enaltece a figura de Davi, que se oferece a Saul para lutar contra o gigante Golias. Um filisteu provocador oferta uma armadura para Davi, e este recusa, enfrentando vitoriosamente o inimigo apenas com sua funda e faca.

 

Analisando este histórico e importante momento alegórico do Velho Testamento, Nicolau Maquiavel comenta o seguinte:

 

“As armas de outrem, ou te caem de cima, ou te pesam ou te constrangem”.

 

O que o grande Mestre quis exatamente dizer com isso?

 

Use as suas próprias armas de forma inteligente, sempre com muita prudência, bom senso de observação, analisando cuidadosamente todo o cenário ao seu redor.

 

Voltando a figura central do mercenário o ilustre pensador enfatiza para o simples fato de que “com estes a ruína é certa”.

 

Na sua avaliação pessoal os mercenários quase sempre te prejudicam após a vitória, pois são covardes e traiçoeiros.

 

O Mestre vai mais longe em seu comentário, e alerta para o seguinte:

“Os mercenários são inúteis e perigosos, e se alguém tem o seu Estado apoiado por mercenários jamais estará firme e seguro, porque eles são desunidos, ambiciosos, indisciplinados, infiéis; galhardos entre amigos, vis entre os inimigos. Não tem temor a Deus e não tem fé nos homens. Não tem outro amor nem outra razão que os mantenha em campo a não ser um pouco de soldo, o qual não é o suficiente para fazer com que morram por ti”.

 

Entenderam?

A dura lição que Maquiavel nos apresenta desnuda exatamente a natureza humana sem princípios, ou seja, uma natureza falsa, oportunista, rasteira, vil, covarde, e por aí vai…

 

No Brasil do presente temos as chamadas legendas políticas de aluguel e políticos de aluguel que todo mundo sabe e os círculos de poder bem conhecem, mas, teimam em conviver com eles por simples questões de acordos de conveniências pessoais, mesmo sabendo que, no frigir dos ovos, podem ser inevitavelmente traídos!

 

O ditador Vladimir Putin não foi traído pelo famoso grupo mercenário Wagner, e seus líderes depois não sofreram um “acidente aéreo” até hoje muito suspeito e mal explicado?

 

Portanto, a figura de má reputação do mercenário não vem de hoje. Ela advém de tempos idos, pois, afinal de contas, como confiar em alguém que não tem lado, bandeira, ideal, e pula mais que sapo em lago habitado por jacarés e sucuris?

 

Lutero, inspiração ao antissemitismo e ao nazismo?

 

Martinho Lutero foi fonte de inspiração para o antissemitismo e o nazismo?

Infelizmente, a resposta é sim, Martinho Lutero inspirou e muito influenciou com seu pensamento e obras o antissemitismo e o nazismo no mundo.

Se, por um lado, muitos historiadores, pesquisadores, teólogos e cientistas políticos admiram Lutero por sua coragem e fé ao desafiar a Igreja, sob risco de vida, e traduzir do grego para o alemão os textos sagrados bíblicos, por outro consideram monstruosas suas atitudes e obras contra judeus, negros e ciganos.

O historiador Robert Michael certa vez escreveu e comentou o fato de Martinho Lutero dedicar boa parte de sua vida contra os judeus. As obras de sua autoria intitulada Sobre os Judeus e Suas Mentiras e Do Inefável Nome e da Santa linhagem de Cristo, ambas escritas em 1.523, são absurdamente descabidas.

O monge alemão afirmava categoricamente que os judeus “não eram o povo eleito, mas o povo do diabo”. Aconselhava seguidores a incendiarem sinagogas judaicas, destruir livros judaicos, proibir rabinos de pregar, apreender seus bens e dinheiro e expulsá-los ou fazê-los trabalhar forçosamente. Também incentivava assassinatos, escrevendo:

“É nossa a culpa em não matar eles”!

Mesmo após sua morte o antissemitismo luterano persistiu. Durante o ano de 1.580 diversos judeus foram espancados e expulsos de vários estados luteranos alemães.

Até hoje predomina entre historiadores a opinião de que a retórica antijudaica de Lutero sem dúvida alguma muito contribuiu para atiçar o antissemitismo na Alemanha.

Foi justamente entre 1.930 e 1.940 que ocorreu o ápice das trevas da fundamentação teórica e de propaganda do ideário nazista contra judeus, ciganos e comunistas.

Adolf Hitler, em sua autobiografia Mein Kampf, considerou Martinho Lutero como uma das maiores figuras da Alemanha.

No dia 5 de outubro de 1.933 o Pastor protestante Wilhelm Rehm de Reutlingen declarou publicamente para uma multidão fanatizada que: “Hitler não teria sido possível sem Martinho Lutero”!

Em novembro de 1933 uma manifestação protestante reuniu na Alemanha um recorde de 20.000 pessoas, e aprovou três resoluções:

Adolf Hitler é a conclusão da Reforma; judeus batizados devem ser retirados da Igreja; o Antigo Testamento deve ser excluído da Sagrada Escritura.

O editor do jornal nazista Der Sturmer, Julius Streicher, em 1.945 declarou o seguinte em sua defesa, no histórico Tribunal de Nuremberg:

“Nunca havia dito nada sobre os judeus que Martinho Lutero não tivesse dito, 400 anos antes”.

Historiadores como William Shirer e Michael Hart afirmam que a retórica e as obras antissemitas de Lutero certamente causaram forte impacto no meio protestante e muito influenciaram no processo de aceitação da ideologia nazista.

Em sua obra intitulada Ascensão e Queda do Terceiro Reich, William Shirer fez a seguinte observação:

“É difícil compreender a conduta da maioria dos protestantes nos primeiros anos do nazismo, salvo se estivermos prevenidos de dois fatos: sua história e a influência de Martinho Lutero. O grande fundador do protestantismo não foi só antissemita apaixonado como feroz defensor da obediência absoluta à autoridade política. Desejava a Alemanha livre de judeus (…) – conselho que foi literalmente seguido quatro séculos mais tarde por HitlerGöring e Himmler”.

Conclusão: Existe coincidência histórica entre nazismo e fanatismo bolsonarista, considerando as propagações de ondas de violência, vandalismo e terror contra opositores, principalmente, contra cultos afros e contra tudo aquilo que para eles absurdamente representem “obras e culturas do demônio, ou coisas do diabo”?

A resposta, está com você, caríssimo leitor!

 

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Rousseau, mais atual que nunca!

 

O genial pensador Jean-Jacques Rousseau, em seu memorável e iluminado discurso proferido em Chambery. no dia 12 de junho de 1.754, sobre a Questão Proposta pela Academia de Dijon: Qual é a Origem da Desigualdade Entre Os Homens e se é Autorizada pela Lei Natural, assim, se manifestou:

“Os povos, uma vez acostumados a senhores, não podem mais passar sem eles. Se tentam sacudir o jugo, afastam-se tanto mais da liberdade quanto, tomando por ela uma licença desenfreada que lhe é oposta, entregam suas revoluções quase sempre a sedutores que só fazem agravar seus grilhões. O próprio povo romano, modelo de todos os povos livres, não foi capaz de se governar ao livrar-se da opressão dos Tarquínios. Aviltado pela escravidão e pelos trabalhos ignominiosos que lhe haviam imposto, não passava de início de uma plebe estúpida que foi preciso conduzir e governar com mais sabedoria”.

A democracia por que tanto lutaram nossos bravos Irmãos vem ultimamente sofrendo no Brasil e no mundo intervencionismos supremacistas, novamente permeados por ideias absolutistas, tal qual ocorrera no passado.

Se na Pré-História e na Idade Antiga o que valia era a lei do mais forte, a partir da Idade Média em diante os métodos foram ficando sofisticados, prevalecendo aí a máxima de Maquiavel:

“Os fins justificam os meios”!

Sócrates tentou nadar contra a corrente e foi executado por defender sua notável e Iluminada teoria sobre a POLIS ESTADO. Já Rousseau, mais atual que nunca, nos conduz ao sonho possível da Utopia.

Atualmente vivemos a era dos supremacistas com Donald Trump nos Estados Unidos, Putin na Rússia e sua invasão bestial na Ucrânia, Kim na Coréia do Norte, Benjamin em Israel e na Faixa de Gaza, o bolsonarismo no Brasil, e por aí vai…

O discurso de Rousseau ainda é um alerta sobre a idolatria, os falsos mitos, a ideia absurda do líder absoluto sem contestações a controlar uma sociedade submissa e completamente subjugada a seus mais sórdidos interesses de controle e manipulação.

Para Rousseau o homem é naturalmente bom, nasceu bom e livre, mas sua maldade ou sua deterioração adveio com a sociedade que, com sua pretensa organização, não só permitiu, mas impôs a servidão, a escravidão, a tirania e inúmeras formas que privilegiam uma classe dominante em detrimento da grande maioria, instaurando assim a desigualdade em todos os segmentos da sociedade humana.

A obra de Rousseau, portanto, é uma crítica feroz e contundente contra a sociedade moderna. É um grito de alerta contra a exploração do homem pelo homem, e sobre a degradação dos valores éticos. É uma sátira contra a sociedade hipócrita e vazia que privilegia o ter, o dominar, o conquistar, mas que nunca soube o que é O SER.

Sejamos vigilantes, ativos e combativos como nosso Iluminado e genial pensador, Jean-Jacques Rousseau!

É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE!

 

Khamenei: The monster is dead! O monstro está morto! E agora?

 

Evidentemente, ninguém gosta de guerras! Mas nem os soldados, sargentos e capitães gostam, eles que de imediato são jogados para a linha de frente das grandes batalhas e arriscam suas vidas para eliminar o inimigo enquanto comandantes simplesmente traçam o planejamento estratégico dos popularmente chamados “jogos de guerra”.

O final das batalhas, todos sabemos:

Vidas tão jovens perdidas de ambos os lados e famílias completamente destruídas, dilaceradas pela perda.

De lembrança apenas pedaços humanos e algumas vezes nem isso, com uma bandeira do país cobrindo o caixão…

Lamentavelmente e tristemente, algumas guerras são necessárias para derrubar a tirania, acabar com a barbárie, como foi a histórica e marcante luta dos Aliados e da Resistência francesa e polonesa contra os nazistas, entre 1.938 e 1.945, por exemplo.

Atualmente, assistimos com muita preocupação o desenrolar dos acontecimentos bélicos dos Estados Unidos da América e do estado de Israel contra o regime teocrático iraniano, após a morte de Khamenei e sua cúpula de líderes políticos e militares, até porque, pessoas inocentes estão morrendo no Irã, principalmente, crianças.

A bem da verdade, o líder iraniano Ali Khamenei não é nunca foi um líder político, na acepção positiva do termo, e sim um antigo ditador genocida de seu próprio povo, de sua própria gente, isso, desde 1.989 até o presente. Foi o “chefe de estado” há mais tempo no poder no Oriente Médio e o segundo com mais tempo no poder no Irã.

Sendo considerado o “preferido” do Aiatolá Khomeini para sucedê-lo, Khamenei foi eleito pela Assembleia dos Peritos para ser o novo “líder supremo” do Irã no dia 4 de junho de 1.989, aos 49 anos, após a morte de Khomeini. A partir de 1.989 em diante Khamenei desenvolve uma onda de terror não só no mundo como também em sua própria terra, mandando eliminar opositores, sistematicamente. Ele tinha o controle total, direto e absoluto sobre os poderes executivo, legislativo e judiciário, além das forças armadas e da chamada mídia estatal.

De acordo com Vali Nasr, da Escola de Estudos Internacionais Avançados Johns Hopkins, “Khamenei era um tipo incomum de ditador. Os funcionários sob o comando de Khamenei influenciavam múltiplos poderes do país, e, por vezes, instituições em conflito, incluindo o parlamento, a presidência, o judiciário, a Guarda Revolucionária, as forças armadas, os serviços de inteligência, as agências policiais, a elite clerical, os líderes da oração de sexta-feira e grande parte da mídia, bem como várias fundações não governamentais, organizações, conselhos, seminários e grupos empresariais”, observa.

Somente de 2025 para cá seu cruel regime teocrático eliminou mais de 36 mil civis, a maioria, jovens que apenas protestavam clamando liberdade, democracia, melhor qualidade de vida, trabalho, comida na mesa e saúde para todos.

O monstro está morto!

E agora?

Será o fim de uma era de terror no Irã?

Paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade!

Paz, democracia e progresso para o sofrido povo iraniano!

 

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Sugestões para o carnaval

 

Quero lançar aqui neste espaço um desafio sadio as escolas de samba, já que muitas estão pensando no seu tema carnavalesco para o próximo ano.

Algumas estão pensando em nomes históricos, em gente que de alguma forma fez história, seja nas letras, nas ciências, nas artes.

Inicialmente, eu penso num tema grandioso:

OS ANOS 60, A DÉCADA QUE MUDOU TUDO!

Na minha avaliação pessoal, e de muitos jornalistas, críticos de arte e cientistas políticos, não existe na história do Brasil e do mundo década tão conturbada e ao mesmo tempo de tamanha explosão cultural como os anos 60.

Os fatos são os mais diversos, para uma boa e inteligente abordagem temática ou desenvolvimento de enredo:

Começa pela chamada explosão da guerra fria entre Estados da América e a extinta União Soviética – capitalismo e comunismo – seguida da crise dos mísseis em Cuba, em outubro de 1.962; o assassinato de John F. Kennedy, em Dalas, no dia 22 de novembro de 1.963; a instalação da ditadura militar no Brasil, em 1.964, seguida da censura aos produtores culturais e perseguição aos movimentos políticos; a beatlemania; a Jovem Guarda no Brasil; o Movimento Tropicalista no Brasil; o Festival de Woodstock nos dias 15 e 18 de agosto de 1.969 ; a era hippie; a conquista da lua em 1.969; a guerra do Vietnã; a Organização para Libertação da Palestina e os movimentos terroristas no mundo; as caminhadas e protestos de John Lennon e Yoko Ono pela paz, em maio de 1.969.

Pelo que se vê e o leitor pode observar existe um diversificado e tumultuado universo político gerado nos anos 60 assim como um diversificado e riquíssimo universo cultural em constante ebulição, em constante movimento de expansão no Brasil, nos Estados Unidos da América e na Europa.

Somente a Conquista da Lua já dava um excelente enredo para o carnaval, isso se o carnavalesco tiver a inteligência de souber desenvolver o tema, desde o Sputinik, de fabricação russa, até ao foguete Apolo 11, de fabricação americana, proporcionando ao homem pousar pela primeira vez na lua em 1.969, através do módulo Águia, sendo Neil Armstrong, americano, o primeiro homem a pisar em solo lunar.

A foto que ilustra o texto é exatamente uma réplica em madeira do Módulo Águia, um inteligente invento de papai, Professor João Lourenço da Silva, ele que em 1.969 foi diretor do Colégio Amapaense e conquistou vitórias, troféus, após a apresentação do tema na Avenida Fab, durante o saudoso desfile cívico.

Considerando que, no presente, se acirra a concorrência espacial entre Estados Unidos da América e China, a reflexão sobre o tema permanece mais atual que nunca, para o carnaval em 2027.

Fica no ar, registrado, neste espaço, as sugestões expostas!

 

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Reflexões e verdades sobre o carnaval

 

Feliz pela vitória da Escola de Samba Boêmios do Laguinho, em Macapá, ela que apresentou belíssimo carnaval através de interessante tema para reflexão sobre Sodoma e Gomorra – do pecado a redenção, cidades que foram tomadas pela ira de Deus, por caírem em pecado, isso, de acordo com os textos sagrados.

Aliás, o resultado do julgamento das escolas de samba da cidade foi justo, justíssimo, com Boêmios do Laguinho em primeiro lugar, Império do Povo em segundo e Maracatu da Favela em terceiro.

O que não foi justo foi o que fizeram com a Escola de Samba Império do Povo, creio que “sem querer querendo”, ao posicionar carro alegórico para atrapalhar a passagem da agremiação carnavalesca. Mas, mesmo assim, a Império do Povo apresentou um excelente carnaval, com alas e alegorias impecáveis.

Em contrapartida, parece que algumas escolas de samba não evoluem e ainda apresentam problemas internos, como é o caso da Escola de Samba Solidariedade, com uma administração perpétua, desde 2013.

Ainda em Macapá, determinada escola de samba, rebaixada, apresentou um samba-enredo pretencioso e arrogante, com ares de supremacia. Suas alas e alegorias muito deixaram a desejar. Faltou humildade, criatividade e inovação!

Nos anos 90, o saudoso decano da pintura amapaense, o carnavalesco R. Peixe, já dizia que para o carnaval do Amapá evoluir tinha de pesquisar as escolas de samba tradicionais do carnaval carioca tais como a Mangueira, Portela, Salgueiro e Beija-Flor, por exemplo.

É R. Peixe, hoje, mais atual que nunca!

E é bom o pessoal daqui deixar de lado esse negócio de águia da Portela e de cobra e exaltarem os nossos guarás, as jaguatiricas, onças, tucanos, garças, belezas naturais divinas tão típicas do Amapá, tão típicas da Amazônia.

Respeito o julgamento dos jurados do carnaval carioca, o maior espetáculo da terra, mas, convenhamos, a bem da verdade, existe um abismo de diferença histórica e cultural entre Mestre Sacaca e Mestre Ciça, entre Lula e Mestre Ciça, entre Carolina Maria de Jesus e Mestre Ciça. Além do mais, a Mangueira ganhou estandarte de ouro na categoria Mestre Sala e Porta Bandeira, e, portanto, não merecia notas tão injustas.

Evidentemente, Sacaca, Lula e Carolina Maria de Jesus deixam um grande legado histórico e cultural para o Brasil e o mundo.

O extraordinário conteúdo mostrado pela Mangueira na Sapucaí, sobre Mestre Sacaca, supera em muito o que a Viradouro mostrou. Se Mestre Ciça foi mestre de bateria, Sacaca inovou criando artesanalmente excelentes instrumentos de percussão. Por mais de 20 anos foi Rei Momo do carnaval amapaense. Foi Professor de Técnicas Agrícolas e raizeiro, o nosso doutor da floresta.

Para quem não sabe, principalmente os cariocas, foi Mestre Sacaca que mostrou ao cientista Waldomiro Gomes as aplicações e efeitos das plantas, ervas e raízes medicinais da Amazônia, conteúdos científicos divulgados mundo afora pelo ilustre e conhecido cientista.

Não é à toa que existe um museu no Amapá com o seu nome, o Museu Sacaca, contendo cenários naturais, históricos e estudos científicos sobre nossa tão querida e muito bem preservada região.

Portanto, Waldomiro Gomes não seria nada sem Sacaca assim como Ney Mato Grosso não seria nada sem o músico, cantor, compositor, poeta e arranjador João Ricardo, o grande cérebro dos Secos & Molhados.

Se, por um lado, o tal julgamento do “carná” carioca foi técnico, por outro, ele foi muito injusto, isso se olharmos o riquíssimo conteúdo histórico e cultural mostrado pela Mangueira sobre Sacaca, repetimos!

Quanto a Viradouro, neste particular, ela deixou muito a desejar em sua temática!

É isso aí!

 

Mestre Sacaca, o doutor da floresta

 

A grande apoteose, o grande e importante momento para o Amapá se aproxima!

A tradicional escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira fará digna homenagem ao nosso Querido e saudoso Mestre Sacaca, na Sapucaí, neste período momesco que se aproxima.

Com certeza e com cerveja lá estará o nosso poeta maior do Amapá, Joãozinho Gomes, o grande arquiteto do já consagrado samba-enredo que homenageia Sacaca.

Dizem que somente nestes últimos dias já está presente no Rio de Janeiro uma grande leva de amapaenses para desfilar na escola ou para ver de perto este histórico e importante momento para todos nós, tucujus.

A Estação Primeira de Mangueira desfilará neste domingo, 15 de fevereiro, apresentado o belíssimo tema “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”.

Fundada em 28 de abril de 1.928, a Mangueira é considerada como uma das escolas de samba mais populares e tradicionais do carnaval carioca, reconhecida por sua luta social e cultural.

Mestre Sacaca, o Xamã Babalaô do povo tucuju, hoje Luz Guardiã da Amazônia e seus ancestrais segredos, nasceu em 1.926, em Macapá, capital do Estado do Amapá.

E ele não é uma simples lembrança!

Sacaca está vivo nas matas, florestas, cachoeiras, rios e igarapés, nos tambores e na memória de seu povo. Foi raizeiro, curandeiro, marabaixeiro, artesão de instrumentos percussivos, é nosso eterno Rei Momo – por mais de 20 anos foi coroado Rei Momo – e histórico folião do carnaval amapaense.

Como servidor público atuou na Escola Comercial Professor Gabriel de Almeida Café, antigo CCA, na qualidade de Professor de Técnicas Agrícolas.

Particularmente, tive a grande honra de entrevistá-lo algumas vezes tanto para o Jornal Combate como, posteriormente, para o Jornal Diário do Amapá. Suas narrativas revelam um profundo conhecimento sobre as plantas, ervas e raízes medicinais da Amazônia, que muitos desconhecem, assim como, sobre nossa cultura, nossa ancestralidade…

Se casou com Madalena Souza, a primeira Miss Amapá, com quem teve 14 filhos.

Participou da histórica fundação da União dos Negros do Amapá, a UNA, assim como da construção do famoso banco da amizade, ambos localizados no bairro do Laguinho, ou Julião Ramos, como queiram.

Tanto a UNA como o Banco da Amizade são espaços tradicionais onde se reúnem populares, marabaixeiros, dançadeiras, boêmios, poetas, jornalistas, músicos e escritores para celebrar a resistência, a união, história e cultura de nosso povo, nossa terra, nossa gente.

Saudar, celebrar e homenagear Sacaca é saudar, celebrar e homenagear todo o universo natural e cultural do Amapá, de seu povo, nossa terra, nossa gente!

É isso aí!

Salve Mestre Sacaca!

 

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Deponham Khamenei!

 

Somente um forte movimento civil unido a um forte levante ou invasão militar pode restituir a tão sonhada democracia no Irã, um país que por décadas seguidas vem pesadamente sofrendo com a tirania de seu chefe supremo, Ali Khamenei, ditadura religiosa que advém desde o final da década de 80.

O mundo livre não pode mais admitir governos que matam sua população civil apenas pelo simples fato dela desejar se manifestar livremente, clamando aos céus por liberdade e democracia.

Mais de 36 mil pessoas já foram brutalmente assassinadas nas ruas de Teerã, capital do Irã, e em outras cidades, pelas forças opressoras do regime iraniano. Na sua maioria, são jovens civis inconformados com a grave situação econômica, social e principalmente política do país. Trata-sede uma região politicamente fanatizada por um regime autoritário, a chamada República Islâmica,caracterizada por um sistema híbrido de poder.

A autoridade máxima deste poder, exercida pelo aiatolá Ali Khamenei, é a autoridade religiosa que exerce tal poder vitalício, desde 1.989.

Os chefes militares, ministros, secretários, assessores, etc, todos devem obediência e lealdade total a Ali Khamenei, sem contestações.

Se com o tal Xá Reza Pahlavi a vida do povo iraniano já era uma tragédia, com Khamenei, virou pura desgraça!

O líder iraniano se tornou um genocida de seu próprio povo, de sua própria gente, e isso, o mundo livre não pode continuar permitindo!

Conscientes de que poderão sofrer severas punições, populares nas ruas de Teerã e em outras cidades continuam a gritar palavras de ordem, tais como a queda do regime.

Eles desejam o fim do regime teocrático xiita!

Com os olhos irritados pelo gás lacrimogêneo e a garganta afetada de tanto gritar palavras de ordem, um jovem vendedor de telefones celulares declarou a jornalistas que os protestos não vão parar.

“Sabemos que arriscamos nossas vidas, mas mesmo assim fazemos isso e continuaremos fazendo, por um futuro melhor”, desabafou o manifestante.              

Alguns vídeos registraram manifestações em partes diferentes do país, tais como em Tabriz, no Norte, assim como na cidade santa de Mashhad, no Leste, e em regiões do Oeste, de maioria curda, especialmente nos arredores de Kermanshah.

Imagens mostram manifestantes incendiando a entrada da filial regional da televisão estatal do governo, em Isfahan.

Em diversas declarações públicas e em manifestações com cartazes os manifestantes clamam ao mundo para que façam alguma coisa para libertá-los da brutal opressão do regime de Khamenei.

Se a liberdade e o direito a evolução humana são legados naturais outorgados por Deus, Khamenei e seu brutal regime são exatamente o oposto, pois que praticam e celebram o terror, o caos, a morte, as trevas, sem nenhum respeito a vida e ao natural direito individual de cada um, justamente, o seu livre arbítrio!

 

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Raios que o partam!

 

Qualquer morador de Brasília deve perfeitamente saber que as pancadas de chuva naquela região começam a partir do final do ano em diante, e vem, geralmente, seguida de raios.

Sendo a capital federal território de amplas áreas abertas, com extensas áreas de planaltos, obviamente que estão sujeitas a incidência de raios.

Qualquer pessoa de bom senso, que mora por lá, ao perceber tais pancadas de chuva, seguida de sequencias de raios, procura logo abrigo ou não sai de casa, por precaução.

A física nos ensina que a água é potencial condutora de energia assim como qualquer estrutura de ferro ao tomar contato direto com raios, fato científico que coloca em risco vida humanas.

Ocorre que os “bolsoneros” pensam diferente e se consideram uma “raça superior”, os “escolhidos” de Zé Zui$, e, portanto, por assim ser, resolvem desafiar até as leis da natureza, sob a liderança do Nicolas.

“Entonces”, a grande pergunta que muitos já fazem é a seguinte:

Porque os raios vindos do Alto caíram exatamente no Cruzeiro, em BSB, sobre os “bolsoneros”, eles no meio daquele aguaceiro todo, com raios pra todo o lado, gritando e clamando aos céus por liberdade e anistia para o golpista Capitão Mortalha?

De bate-pronto, logo do Alto, veio a resposta de imediato:

“Estamos de saco cheio de vocês! Raios que o partam! Deus não é e nunca será objeto político do fanatismo de vocês”!

Pois é!

Parece que o festival de raios no Cruzeiro, em Brasília, deu o tom na festa do Nicolas e deu o seu recado sobre “amalucados” bolsonaristas.

Sinceramente, fico indagando, se este pessoal não estudou física no colégio e não conhece as leis físicas e potenciais da Grande Mãe Natureza, principalmente, para antever o sério risco de se expor ao ar livre neste prenúncio de chuvas intensas sobre Brasília?

E novamente pergunto:

Porque estes raios, em tanto lugar pra cair em Brasília, achou de descarregar sua fúria justamente sobre bolsonaristas amontoados no Cruzeiro, debaixo daquele vendaval?

E lá do Alto, as mais de 700 mil vítimas de Covid-19, a tudo assistem…

Nunca na história deste país a velha expressão “raios que o parta” se tornou tão atual e fator de alerta!

 

 

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Trump, imperador ou negociador da Groenlândia?

 

Será que Donald Trump realmente está querendo acabar com a OTAN ou apenas deseja barganhar para obter vantagens econômicas no caso da Groenlândia?

Sim porque uma hora ele ameaça invadir a Groenlândia e em outro momento ele manifesta desejo em comprar todo o seu território. Depois, após o frigir dos ovos, acaba fazendo acordo, do seu ponto de vista, “um marco para um futuro acordo”, sobre a cobiçada ilha.

Os detalhes deste tão propalado acordo, ainda permanecem, desconhecidos!

O que se sabe, no momento, é que Trump retirou as ameaças militares de invadir a Groenlândia, assim como as tarifárias, contra todos os países que se opunham ao seu absurdo plano de dominação total da ilha.

O grande problema do presidente americano, para o mundo livre, reside no simples fato dele sempre extrapolar todos os limites da autoridade que lhe compete.

Ele tenta, a todo custo, ampliar as tempestades de seu raio de ação, em outros países, para ver no que dá!

Dessa forma, cria celeumas, interpretações diversas, para depois colher os resultados da pressão.

E o Primeiro Ministro do Canadá, Mark Carney, acabou deixando o “xerife” americano irritado.

Em seu pronunciamento, Carney deu a entender que a velha ordem mundial, estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, corre o risco de acabar. Na sua avaliação a situação geopolítica atual está tentando criar um novo cenário de governança criado pelas grandes potências. São exatamente elas, Estados Unidos da América, leia-se Donald Trump, a Rússia de Putin e a China, por exemplo, que pressionam cada vez mais os sistemas e processos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial.

 

O que isso quer dizer?

O primeiro ministro canadense, Mark Carney, esclarece de forma suscinta a questão:

“As grandes potências agora usam a integração econômica como arma, as tarifas como forma de pressão, a infraestrutura financeira como coerção e as cadeias de suprimentos como vulnerabilidades a serem exploradas”.

Agora Trump insiste no argumento de que a Groenlândia é “estratégica” para a segurança dos EUA e da Otan contra China e Rússia.

Especulações dão conta de que que até disco voador tem por lá, fato que requer comprovação científica!

Enquanto isso, o Ártico derrete, o aquecimento global não é levado à sério e as superpotências disputam espaços e vantagens estratégicas na região.

 

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