O primeiro teste de Tite

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Por questão de bom senso pouco adianta culpar à CBF pela rotina dos dias atuais no futebol mundial, onde a pressa e a volúpia de conquistas se misturaram no só balaio os cuidados para dar ao preferido esporte mundial o carinho que exige.

A seleção brasileira tem, no dia 1 de setembro, uma parada dura, em Quito, jogando com à do Equador numa partida importante que pode dar ao futebol brasileiro certa tranquilidade, caso passe com vitória. Explica-se o porquê: sexto colocado com nove pontos, após seis rodadas, no caso de derrota o mundo vai cair sobre a cabeça deTite, que foi colocado na direção para dar novo feitio em direção à classificação.

O perigo consiste em que o adversário de quinta-feira joga em casa e com o privilégio de ser líder da competição , após ter demonstrado categoria capaz de permanecer entre as quatro seleções, automaticamente classificadas para Moscou, em 2018. E onde estar a dúvida quanto o desfecho do jogo para o Brasil ?
Simplesmente, porque a seleção brasileira só começa a se juntar e treinar amanhã, embarcando no mesmo dia para o Equador. Ninguém atentou para o fato de que os problemas de Mano Menezes, Felipão e Dunga eram justamente estes de não ter tempo para preparar o elenco para competições importantes. Depois de ficar, por muito tempo na lista de espera, finalmente Tite assumiu a seleção e com elas todos os problemas anteriores.

Raciocine se uma equipe de futebol formada por jogadores atuando em clubes diversos e até em outros países, pode, em dois treinos apenas, apresentar padrão de qualidade? Claro que não. Disse no inicio que a culpa da CBF é limitada, pois o modelo do futebol é diferente de outros tempos, onde ainda se podia chamar o futebol de esporte. Ele hoje ocupa lugar destacado nas empresas e empresários, que lucram bastante com isso.

Tite fará apenas dois treinos para a partida de quinta-feira. Na segunda-feira, um dia depois do desembarque da delegação. O apronto final para definição dos 11 titulares será na terça e, lógico, com preferência para os mais conhecidos. Tido como inteligente, o treinador Tite demonstrou sabedoria no seu primeiro ato, convocando sete dos 23, que conquistaram o ouro olímpico. O importante é esperar para ver e torcer por algo dificil de acontecer, ou seja, exibição brilhante das duas seleções, porque os equatorianos também sofrem do mesmo pecado de, também, depender da improvisação para ganhar três pontos.


Mesmo esquema para Tite

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É natural que o torcedor brasileiro se envolva de corpo e alma a tudo que se relaciona a futebol, pois é a modalidade que tem dado grande alegria, pelo menos quando era dirigido com sabedoria e decência e, acima de tudo, com interesses limitados. Hoje, o futebol passou a ser frequentado por uma fatia exagerada de pessoa que se mete nele para enriquecer ou exibir vaidade. O Brasil joga nesta quinta-feira, em Quito, contra o Equador, pela sétima rodada das eliminatórias para a Copa da Rússia, em 2018. Era natural e mais do que necessário longo planejamento para a seleção.

Vejam bem o que vai acontecer. Depois da convocação do treinador Tite, a equipe embarca neste domingo para a cidade equatoriana e fará apenas um treino na segunda-feira e outro, no dia seguinte no local da partida. Tudo bem, mas para esporte coletivo é muito pouco, principalmente considerando os titulares pertencem a clubes e locais diferentes.

A confiança é que o novo treinador resolva o problema, o que é improvável, pois milagres não existem, pois, nesse caso, iria beneficiar o adversário. E o mais sério é que seleção equatoriana ocupa a primeira colocação nas eliminatórias e vai jogar diante de seu torcedor. Depois vem a reclamação de que o futebol brasileiro não é mais o mesmo. Também pudera, com um calendário deste é dificil imaginar coisa melhor. Dirão, e os outros, por certo, vivem o mesmo drama. Não interessam os outros, o importante somos nós. Na verdade, o esquema de Tite será mesmo de antecessores. E daí ?

Esporte Olímpico
Depois dos pífios resultados do esporte brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio, os dirigentes começam a dizer que o Brasil em Tóquio será outro, com melhores marcas em todos os setores.

Convém alertar, porém, que não é dizendo que se vai melhorar nos próximos eventos, mas sim, fazer de fato o dever de casa. Por exemplo, agora no Rio/16, houve um dado que pode ser encarado com o muito certo para o futuro: o apoio das Forças Armadas amparando 87% dos medalhistas nacionais em número de 19. Os Estados Unidos são líderes nos esportes olímpicos porque lá os seus representantes são, na grande maioria, universitários, o que não ocorre no Brasil, cujo esporte dessa área, inexiste. Como hoje não existe amadorismo quem não tem a filosofia da formação através da educação tem mesmo é que financiar, sob pena de, apenas, só poder aplaudir os campeões


Olimpíada passa, agora é futebol

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Durante mais de uma semana o povo brasileiro respirou os lances dos Jogos Olímpicos que, temerosos, no inicio, acabaram reservando bom legado para o Brasil, embora não tenha conseguido se colocar entre os dez melhores colocados em medalhas, mas evolui na ordem de 37% em relação aos Jogos de Londres, em 2012. Algumas modalidades apareceram bem nos Jogos do Rio, apresentando medalhas, como taekwondo, a canoagem e o futebol ,o que conquistou o inédito título masculino. O prestígio dos Jogos no mundo inteiro foi apoiado mais na parte de organização, principalmente na cerimônia de abertura, aplaudida unanimemente.

Passadas as emoções da Olimpíada é hora de voltarmos para a rotina do futebol, que ocupa toda a atenção dos torcedores brasileiros. Ontem, o treinador Tite divulgou sua primeira convocação para a seleção brasileira adulta que está disputando a eliminatória para apontar os cinco países sul-americanos para a Copa de 2018, na Rússia. Como sempre, os nomes escolhidos pelo novo treinador receberam senões, alguns favoráveis, outros contrários. Entre os nomes não aceitos pela maioria dos torcedores está o de Taison, que joga no futebol russo. O acerto ficou por conta de Marcelo, lateral do Real Madrid, afastado durante o tempo de Dunga. Provavelmente a intenção do treinador é começar renovar a seleção, embora corra risco de não se reabilitar nas eliminatórias, pois é o sexto colocado, tendo o Uruguai na liderança com 13 pontos, os mesmos de Equador e dois a mais dos argentinos.

Sabiamente, Tite chamou sete jogadores que foram campeões olímpicos. Com esses novos jogadores quer manter a base para enfrentar o Equador, dia 1 de setembro, em Quito. Com apenas seis pontos ganhos em seis jogos, sete a menos do que próximo adversário,a tarefa dos brasileiros é considerada muito árdua, porque a partida será jogada fora em altitude pode ser muito difícil para os brasileiros. O agravante que a seleção brasileira não terá muito tempo para se preparar, sendo convocado ontem, com possibilidade de, no máximo, dois treinos coletivos, estágio muito pequeno para o futebol que exige entrosamento.Esse foi problema vivido por Dunga, que acabou demitido. Os convocados ontem por Tite foram: goleiros: Alisson,Marcelo Grohe, Weverton; Zagueiros: Gil, Marquinhos, Miranda, Rodrigo Caio; Laterais: Daniel Alves, Fagner, Felipe Luís , Marcelo; Meio campista: Casimiro, Giuliano, Lucas Lima, Paulinho, Felipe Coutinho, Rafael Carioca, Renato Augusto,l William; Atacantes: Gabigol, Gabriel Jesus, Neymar, Taison.A sétima rodada das eliminatórias será disputada no dia 1 de setembro e está assim formada: Bolívia x Peru; Equador x Brasil; Argentina x Uruguai; `Paraguai x Chile; Colômbia x Venezuela.


O Adeus das Olimpíadas

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Hoje é o ultimo dia dos Jogos da XXXI Olimpíada da era moderna e o encerramento oficial será a partir das 19h15m, com a presença de todas as delegações, que seguirão aos moldes dos eventos anteriores, com discurso de despedida e a entrega da bandeira olímpica aos dirigentes japoneses, que a levarão para Tóquio, onde ficará até 2020, data dos trigésimos Segundo Jogos.

Apesar da solenidade, a programação esportiva faz sua derradeira etapa, começando às 8h30m, com o desfecho das lutas de todas as categorias. A maratona, tradicional no dia dos Jogos terá inicio às 9h30, correndo os 42 mil 195 metros pelas Zonas Sul e Oeste da cidade. Além da maratona, o último dia reserva grandes emoções, como as decisões do voleibol e do basquete, e de mais diversas competições na luta pelos terceiros lugares.

As Olimpíadas do Rio, a principio cercadas de grande expectativa, primeiro pela epidemia dos vírus Zika e Dengue, vão chegar ao seu final sem incidentes maiores, principalmente aquele de que mais se temia, que era a possibilidade da presença de terroristas no Brasil, como vinha acontecendo na França. Diante das suspeitas, os governos do Estado do Rio e o Federal disponibilizaram mais de 42 mil militares, cobrindo as diversas áreas da cidade e nos locais eventos. Salvo as primeiras reclamações da delegação australiana, denunciando as más condições dos apartamentos, as autoridades brasileiras resolveram a questões e a partir disso não houve mais atritos.

Hoje, o Brasil decide sua sorte sobre a possibilidade de chegar entre os 10 primeiros países na liderança de medalhas. Até ontem, a seleção contava com cinco de ouro e mais cinco de prata e bronze. A luta às aspiração brasileira corre por conta da Austrália, que ocupa a décima colocação com sete medalhas de ouro, que prevalece na contagem geral.

Praticamente o Brasil se saiu vitorioso na promoção dos Jogos na parte de organização. Depois de construir modernamente as instalações mais perfeitas, foi elogiado na construção da Vila Olímpica com 34 edifícios e 3 mil 400 apartamentos que serão vendidos para a população.

Mas o Comitê Olímpico Internacional está COI, está estudando que os futuros Jogos não tenham a grandiosidade dos atuais, pois o gigantismo está criando dificuldades para futuras cidades aceitarem a promoção.O exemplo maior foi o do Japão 2020, que só aceitou promover a competição mediante condição de não ter que construir novas instalações,aproveitando as que existem ainda dos Jogos de 1964. Na ocasião outras cidades recusaram, como Boston,Estocolmo. O problema maior é a deixa dos elefantes brancos.


Brasil e Alemanha, a bola do dia

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O futebol compõe um das mais de 45 modalidades dos Jogos Olímpicos, mas na tarde de hoje ,no Rio, pelo gosto do torcedor brasileiro, o futebol vai ocupar o primeiro lugar, durante a partida Brasil e Alemanha, decidindo o título olímpico, inédito para os brasileiros. A seleção brasileira ,com Neymar pode ser apontada como favorita, embora o nível do futebol alemão sempre se pressupõe partida equilibrada. O Brasil começou mal a competição empatando de zero com Iraque e África do Sul, resultado que deixou dúvida sobre as condições da equipe, logo reaquecida com vitórias sucessivas, sobre Colômbia e Honduras. Enquanto a seleção brasileira se formou com jogadores pertencentes aos times mais fortes do país, os alemães vieram ao Brasil, com sua maioria de jogadores sem expressão.

Usain Bolt que apareceu para o atletismo e o mundo em 2008, depois de seu tricampeonato nas prova de 100 e 200 metros rasos, esta anunciando que não pensa em competir nos Jogos do Japão, em 2020, pois com 29 anos, considera improvável de manter em forma até aquele ano. Bolt é integrante da equipe de revezamento 4x 100m, da Jamaica, grande favorita para conquistar novo tri e somar ao todo nove medalhas de ouro.

Decepcionado por estar excluída da equipe russa nos Jogos do Rio Yelena Isinbayeva anunciou, no Engenhão, quando assistia as provas de atletismo, que vai se aposentar das pistas. Com 34 anos, Yelena foi campeão olímpica em 2008 e 2012 e não pôde competir no Rio/16, devido a problema da Federação Russa, envolvida em dopping. Ela recorreu, mas seu recurso foi negado mas sempre afirmou que jamais usou drogas durante seu estagio nas pistas.

Faltando ainda dois dias para o término das disputas dos Jogos, a delegação dos Estados Unidos já somou 100 medalhas, sendo 35 de ouro. A equipe norte-americana é forte em todas as modalidades,e quando não obtém o ouro, complementa com prata e bronze, nas primeiras com 33 e nas segundas, com 32. A grata surpresa na disputa é a Grã-Bretanha, que tirou lições dos Jogos de Londres, em 2012, e está na segunda colocação, com 23 de ouro 21 de prata e 13 de bronze. A China, tradicional força do esporte olímpico, é a terceira colocada com 21 de ouro, 17 de prata e 23 de bronze. Mesmo com sua equipe incompleta, devido a punição de dopping, a Rússia é a quarta, com 13 de ouro, 15 de prata e 19 de bronze. O Brasil ocupa a 13ª posição, com 15 medalhas, sendo cinco de ouro.


Revanche só em Copas

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Está no ar a ideia de revanche dos 7 a 1 contra a Alemanha pela medalha de ouro, na partida final do futebol olímpico, amanhã, no Maracanã. O retrospecto das duas seleções indica flagrante favoritismo brasileiro para o inédito título. A diferença maior, no momento, está que o time de Neymar se reforçou com elenco de primeira linha dos clubes do país, enquanto os alemães, voluntariamente ou por dificuldade mesmo, formou uma seleção sem grandes astros dos clubes locais. Embora ainda permaneça na garganta dos torcedores a derrota na Copa o fato é que a diferença entre Copa do Mundo e torneio olímpico é muita grande. Amanhã, claro, vale a vitória como prova da qualidade atual das duas seleções e não como sentido de desforra raivosa, palavra incomum no esporte.

A perspectiva da décima colocação do Brasil entre os ganhadores de medalhas no Rio/16, está, aos poucos se tornando inviável, devido a baixa posição brasileira, até ontem, em 15º lugar, com 14 delas, sendo quatro de ouro e cinco cada de prata e bronze. A maior dificuldade é que os adversários mais próximos são Itália, França, Holanda e Austrália, este com sete medalhas , em décimo lugar, tornando dificil a subida do Brasil, porque nas finais restantes dos vários esportes são remotas a conquista de um número para se igualar aos países que estão na frente. Algumas modalidades tinham com certa a conquista do ouro, o voleibol feminino, bicampeão olímpico e acabou perdendo na semifinal para a China, depois de passar a fase classificatória invicta, sem perder um set sequer.

O desejo do Comitê Olímpico Brasileiro é válido, mas, ao mesmo tempo, precisava estruturar as diversas equipes nacionais para chegar ao objetivo almejado. Se não deu certo agora, a solução é ter o mesmo pensamento em relação a Tóquio, em 2020. Uma delegação que participa de competição com atletismo e natação juntos e que têm em jogos mais de 70 medalhas e, ao final, conquistar apenas uma, infelizmente, é não querer evoluir. O atletismo pode dar muitos campeões, por ser um esporte natural e aceito por todos so jovens. A natação tem campo para ser desenvolvida, pois o Brasil é um país costeiro e nadar é necessário.

Vale lembrar os medalhistas do Brasil até o 12º dia de competição do Rio/16: Ouro: Rafaela Silva (judô),Thiago Braz (atletismo),Robson Conceição (boxe); Martine Grael e Kahena Kunze ( 49erFx) Prata: Henrique WU( tiro), Diego Hipólito (ginástica), Arthur Zanetti (ginástica), Isaquias Queiroz (canoagem), Ágata e Bárbara (voley de praia); Bronze: Maira Aguiar (judô), Rafael Silva (judô, Arthur Nori (ginástica), Poliana Okimoto (maratona aquática) Isaquias Queiroz ( canoagem).


Futebol ajuda meta das medalhas

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A seleção masculina de futebol com a vitória sobre Honduras, ontem, à tarde, no Maracanã, mostrou-se favorita para conquistar a medalha de ouro e ajudar o Brasil a chegar ao topo das 10 melhores colocadas no ranking das vencedoras. Para subir ao décimo lugar, os brasileiros precisam de , no mínimo, 23 medalhas, com prevalência para às de ouro, com peso maior.

Até o momento, faltando apenas quatro dias para o final dos Jogos, os atletas brasileiro ocupam a 16ª colocação, com 11 medalhas, sendo três de ouro, quatro de prata e quatro de bronze. Em seu encalço estão países com tradição no esporte olímpico, como França (8), Itália (8) Holanda (8),Austrália (7) Japão (7), todos com possibilidades de aumentar o número até agora conquistado. Para pretender chegar ao objetivo traçado antes dos Jogos, o Brasil precisará, no mínimo,de mais quatro medalhas de ouro, pois ainda tem duas chances, no voleibol de praia, no já visto futebol e voleibol masculino, ainda Isaquias, na canoagem, Taewondo, com Venilton Teixeira. Algumas modalidades coletivas, como o voleibol feminino, o handebol, masculino e feminino, futebol feminino não corresponderam e ficaram pelo caminho, encurtando o caminho do COB.

Uma estatística ainda pouco conhecida é o fato de que das 11 medalhas até agora conquistadas pelo Brasil nove delas são oriundas de atletas ligados às Forças Armadas. As três medalhas de ouro pertencem a representantes das Forças Armadas: Rafael Silva, Thiago Braz e Robson Conceição. O convenio com o esporte brasileiro surgiu em 2008, quando os militares disputaram o Mundial, no Rio de Janeiro. O Ministério dos Esportes aceitou o planejamento dos militares com a criação do pelotão de atletas, admitindo-os em suas fileiras no cargo de 3º sargento, com soldo de R$ 3 mil 200 reais brutos. Já em 2008, os militares brasileiros ganharam o mundial, partindo daí a idéia da manutenção dom projeto que, em, Londres já teve feito, com 17 medalhas, e agora, no Rio, com ouro e prata e bronze.

A grande decepção para o esporte brasileiro e, ainda mais, para a seleção foi a desclassificação da seleção feminina de voleibol, bi-campeã olímpica em 2008 e , e que de ampla favorita acabou eliminada pela seleção da China. O treinador José Roberto Guimarães que conquistou o título olímpico no feminino e masculino disse que não sabe o que vai ser do futuro da seleção, admitindo que grande parte das jogadoras estão se despedindo, com Sheila, Fabiana, Dani Lins Jacqueline, Thayssa. Quanto a ele, ainda não formulou seu próximo caminho


O herói do salto com vara

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Thiago Braz, um jovem de 22 anos é novo herói do atletismo brasileiro com seu espetacular recorde olímpico, no salto com vara, com o índice de seis metros e três centímetros. O atletismo estava precisando resultado como esse já conquistado por Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz e Mauren Maggi. Como os medalhistas anteriores, Braz também é produto de sua própria iniciativa de se tornar campeão. É um exemplo de que o atletismo brasileiro pode produzir muitos campeões.

Ao contrário, quem teve má sorte foi a Muerer, antes apontada como provável medalhista. Não foi feliz e nem se classificou, alegando problemas físicos, decorrentes da lesão da hérnia de disco que a afastou dos treinamentos durante alguns meses. Recordista sul-americano, Muerer anunciou aposentadoria das pistas.

O futebol feminino levava muito fé na medalha de ouro e, por isso, confiou demais e acabou caindo para a Suécia, nos pênaltis, na semifinal, ontem, no Maracanã. Depois do placar de 5 a 1, aplicado na mesma seleção durante os jogos classificatórios, o treinador Vadão e a turma comandada por Martha, jamais poderia imaginar qualquer tropeço diante de um adversário moralmente abatido. Mas guerra é guerra. Diante da inferioridade no jogo anterior, o treinador sueco comandou uma terrível retranca, objetivando a prorrogação e, finalmente, as penalidades. E não deu outra. A seleção brasileira, sem inspiração, acabou envolvida pelo adversário e não saiu do empate, perdendo nas penalidades. Agora a chance das brasileiras é esperar o resultado de Nigéria e Alemanha para tentar a medalha de bronze, retrocesso a disputas anteriores, quando conquistaram duas vezes a prata.

Não se deve misturar alegria com tristeza. Mas é dever anunciar a morte de João Havelange, ex-presidente da Fifa, ontem, no Rio de Janeiro, com 100 anos de idade. JH foi o responsável pela a expansão do futebol pelo mundo inteiro, principalmente no continente africano. Injustiçado no final de sua vida, João Havelange deixou grande legado ao esporte em geral.

O vasto programa horário olímpico obriga a sérias incoerências, como, por exemplo, fazer uma final dos 100 metros rasos masculino com intervalo de apenas uma hora em relação à semi. Foi o que aconteceu na vitória de Usain Bolt. No Engenhão. Ele protestou e os dirigentes corrigiram em relação aos 200 metros, com diferença de horário bem maior, ou seja, eliminatórias num dia, e finais noutro. O esforço de uma prova, sem recuperação pode provocar distensão muscular

Como sempre os Estados Unidos comandam a conquista de medalhas. Já tem 28 e até domingo, no final dos Jogos esse número será aumentado. O Brasil te esperança em aumentar o número de duas – Rafaela Silva e Thiago Braz – e esperar novos pódios mais altos.


Seleção feminina disputa semi

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Aparentemente, a partida semifinal que a seleção brasileira feminina de futebol fará esta tarde, no Maracanã, hoje, a partir das 13 horas, contra a Suécia, pode parecer muito fácil, porque, na fase de classificação, o Brasil aplicou o elástico de 5 a 0, além de se manter invicta na competição. Hoje, também. em Belo Horizonte, no Mineirão, a Alemanha enfrenta o Canadá, para apontar a outra seleção para a grande final, no Maracanã.

A jogadora Marta, líder da seleção brasileira alertou às colegas de que a vitória de cinco gols sobre as suecas pode não ser parâmetro para a partida desta tarde, considerando a posição de vanguarda da seleção européia. A decisão masculina começa a ser definida também amanhã, quarta-feira, com os jogos Brasil e Honduras, às 13 horas, e Alemanha e Nigéria, às 16 horas, ambas no Maracanã.

A expectativa que cercava o atletismo na disputa destes Jogos no Rio Janeiro não era muito bem esperada, primeiro pela ausência dos atletas russos, que sempre rivalizaram com os norte-americanos. Mas isso não está acontecendo e o atletismo está enchendo de público o Engenhão e, melhor, oferecendo bons resultados e até recordes mundiais, em três provas. O primeiro foi da atleta etíope Almaz Avana, nos 10 mil metros, estabelecendo a nova marca de 29m17s,45; o segundo, foi o jovem atleta de 26 anos, da África do Sul, que detonou o tempo de Michael Jonhson, de 43s19, correndo agora para 43s08, numa das mais perfeitas corridas da distância, pela elegância e técnica.Por fim, outra marca foi quebrada, agora por intermédio da polonesa Anita Wlodarczyk, no lançamento do martelo de quatro quilos, na distancia de 82,29cm.

Para o atletismo brasileiro, que no quarto dia da disputa não conseguiu sequer colocar um representante entre os finalistas poderá a partir de agora medir a distancia que o separa dos centros mais adiantados desse esporte. A única esperança de medalhas, nos 47 eventos, é atribuída à saltadora Fabiana Muerer, que poderá figurar entre as três melhores no salto com vara, tendo, porém, que desbancar adversárias dos Estados Unidos e Cuba.

Outro temor que acompanhava o atletismo era a ausência de público. Pelo contrário, no domingo, dia da prova de Usain Bolt, o Engenhão está simplesmente lotado, para alegria de todos que militam no atletismo.

A medalha de ouro de Arthur Zanetti, muito esperada por todos, acabou não acontecendo. Entende-se que o espaço de quatro anos pode ser prejudicial à forma física de um campeão, principalmente quando tem 26 anos. Seu título olímpico foi conquistado em 2012, em Londres e período que possibilitou o aparecimento de novos valores.


Brasil longe da décima colocação

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É cedo para se analisar o comportamento dos atletas brasileiros nos atuais Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mas de uma realidade não se vai fugir do que aconteceu em disputas anteriores, quando o país com potencial de primeira se coloca como coadjuvante, vendo potências menores se conduzirem em situação melhor do que o Brasil.Foi com heroísmo que o governo brasileiro se colocou à frente de um evento de caráter mundial, sem, primeiro ter avaliado suas reais condições.

Não queremos comentar a parte política, porque ela está fora do esporte autêntico. O que é preciso frisar foi o quanto de despreparo que os dirigentes encararam a preparação das equipes nacionais para se medir em grande confronto. Algumas modalidades naturalmente não necessitam de melhor arrumação, porque vive em constante desenvolvimento, estando nesse caso o futebol, o voleibol o judô, que tem suas bases organizadas para grandes eventos.

Algumas áreas foram relegadas a planos secundários como, por exemplo, a vela que já deu grande número de medalhas ao país. É o caso do iatista Robert Scheitd, bicampeão olímpico da Classe Laser. O tratamento que deveria ser dado ao campeão deveria ter sido do mais alto grau e o resultado é que a medalha que seria quase certa, agora está na dependência de não vir, pois as colocações não são boa.

O atletismo grande atração dos Jogos nunca recebeu o apoio devido e seus atletas são produtos de esforços pessoais que tem um limite para avançar, porque os adversários têm estrutura na vida de atleta. A prova disso é a apagada presença nos principais eventos do esporte no mundo inteiro, culminando com Jogos Olímpicos, competição que o Brasil tem apenas quatro medalhas de ouro em sua história de 96 anos Duas delas pertencem a Adhemar Ferreira da Silva, no salto triplo, uma de Joaquim Cruz, nos 800 metros e a outra de Maurren Maggi, na distância. Através do atletismo é que se avalia o grau de desenvolvimento do esporte de um país, pois a partir do esporte base é que se forma todos os demais.

E o gosto pelo esporte e sua vocação estão presentes nos jovens brasileiros cuja vocação é grande. Repito que é cedo para um diagnostico do esporte brasileiro nesses Jogos, mas de antemão já se pode concluir que não será dos melhores, pois em disputa no oitavo dia de disputa, apenas três medalhas foram conquistas, de ouro, prata e bronze. Está claro que esporte é o maior passaporte para o progresso.