Wellington Silva

UNA: ancestralidade e expressão de nossa identidade cultural

Quem foi a União dos Negros do Amapá – UNA para apreciar a programação ali realizada em comemoração, honra, e memória a nossos antepassados, nossa cultura, nossa identidade cultural, naquele momento sagrado, lá pode sentir, vibrar e dançar à vontade…

A bela Joana Ramos foi eleita a Mais Bela Negra do Amapá.

A capoeira, expressão maior de resistência e de luta corporal no Brasil, perpetuada através da histórica imagem de Besouro, Cordão de Ouro (1920), solenemente abriu a programação na UNA.

A tradicional Missa dos Quilombos, com o tema Ancestralidade e Resistência, celebrada por Padre Paulo, além de emocionar a todos, deixou em cada um de nós, através de sua mensagem, renovado sentimento de dever ou de compromisso com Um rico universo místico, justamente a profunda ligação espiritual com o Sagrado, nossos costumes e tradições.

Padre Paulo Roberto nos fez refletir que jamais devemos nos esquecer do meio ambiente cultural em que vivemos, sentimos e respiramos, a consciência de nossa história, nossa ancestralidade…

Celebração, respeito, recordação e profunda saudade dos que se foram…

Após a emocionante Missa dos Quilombos os tambores rufaram para valer! O Marabaixo da Favela fez uma entrada apoteótica, contagiando a todos, que foram bailar na grande roda. Ali, naquele exato momento contagiante, povo, artistas, Clécio Luiz, autoridades, eram Um.

Zumbi dos Palmares, e toda a nossa ancestralidade, devem estar felizes, pois o Dia da Consciência Negra e o Encontro dos Tambores, no Estado do Amapá, em Macapá, foram momentos felizes de belas celebrações e de profunda reflexão.

O que nos chamou também a atenção foi a excelente exposição plástica intitulada IX Zumbiarte, Exposição de Artes Visuais, Resistir para Existir, com a participação e liderança dos velhos amigos, carnavalesco e artista plástico Egídio Gonçalves, o grande escultor e artista plástico Grimualdo e o nosso querido e irreverente, como eu, artista plástico Damasceno e fotógrafo Paulo Gil. Mas, o que pessoalmente me impressionou foi os novos e bons talentos, artistas plásticos Abmael Art e M. Silva, e a escultora Graça Sena. São talentos notáveis que precisam ser observados, notados, sentidos, e fundamentalmente valorizados.

Esta é a nossa riqueza cultural, nossos valores, nossa gente, retratos e cenários do Amapá. Cantos e re-cantos tucujus de uma região cortada pela linha imaginária do Equador, ponto Norte Setentrional do Brasil, terra abençoada e belamente banhada pelo rio Amazonas.

Paz na terra, aos homens e mulheres de boa vontade…

Desoneração e reforma já!

A grita novamente foi geral de parte do comércio, trabalhadores do comércio, de empresários e trabalhadores das empresas:

Desoneração já na folha de pagamento!

E finalmente, dia 17, quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, da Câmara dos Deputados, aprovou projeto de lei que visa prorrogar a desoneração da folha de pagamento de 17 setores até 2023.

A proposta, de autoria do deputado Efraim Filho (DEM-PB), previa inicialmente a desoneração até 2026, justamente até o comércio, empresários e trabalhadores do comércio e das empresas tomarem melhor fôlego para recuperação do terrível processo traumático financeiro, tudo por conta da pandemia no mundo.

Discordâncias de setores do governo com trabalhistas e liberais, os primeiros temerosos com a perda de arrecadação, culminou num acordo de prazo de prorrogação até o ano de 2023. No frigir dos ovos, a razão acabou prevalecendo, com alguns deputados conseguindo convencer a base governista a respeito do outro lado da moeda ou, melhor dizendo, o lado mais ruim de tudo seria o gravíssimo aumento no índice de desemprego caso empresários e o comércio voltassem a ser brutalmente onerados.

A expectativa geral de perda de R$ 8 bilhões na arrecadação, prevista para 2022, em nada se compararia ao agigantamento do cenário de caos no aumento do desemprego, caso as medidas de desoneração na folha de pagamento não sejam imediatamente tomadas.

O Deputado Efraim Filho disse que “é um projeto de ganha-ganha. Um projeto que tem apoio do setor produtivo, dos empreendedores, que valoriza quem produz no Brasil, reduz carga tributária, reduz impostos”.

A proposta de desoneração na folha de pagamento é uma ferramenta legal que tem o objetivo de substituir a contribuição previdenciária sobre os salários dos empregados por uma alíquota sobre a receita bruta, que pode variar de 1% a 4,5%. Os setores beneficiados são calçados, call center, comunicação, confecção/vestuário, construção civil, empresas de construção e obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, indústria têxtil TI (Tecnologia da informação), TIC (Tecnologia de comunicação), projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.

Economistas, tributaristas, especialistas no assunto, avaliam o projeto como uma fraca medida, se comparada aos problemas enfrentados no comércio e por empresas para gerar empregos.

A advogada Mírian Lavocat enfatiza que “o custo sobre a folha de salários de uma empresa é pesadíssimo. Obviamente, a extensão até 2023 é uma medida paliativa. O que precisamos realmente enfrentar são as questões da seguridade nacional e uma reforma mais ampla. E isso precisa vir com a reforma tributária, em que se enfrente todos os tributos no Brasil, e não somente de uma forma fatiada, como sugeriu o Executivo federal. É momento de o Congresso Nacional realmente parar, refletir e trazer ao país competitividade, porque não adianta fazer remendos na legislação. Ela tem que ser enfrentada de forma mais abrangente”, enfatiza Lavocat.

Desoneração e reforma ampla, já!

O 15 de novembro de 1889

Quais os fatores indutores da Proclamação da República Federativa do Brasil, em 1889?

O simples fato de que a Independência do Brasil, ocorrida em 1822, entre agosto e outubro do mesmo ano, arquitetada por D. Pedro I, Gonçalves Ledo, José Bonifácio e demais maçons, no Sagrado Templo da Augusta e Respeitável Loja Maçônica Comércio e Artes, verdadeiramente não trouxe a independência definitiva do Brasil da corte portuguesa, ignorando o ideário republicano e ainda mantendo a monarquia, sob a batuta de D. Pedro I. Tempos depois, forçado pelas circunstâncias, e em função das brigas internas com maçons defensores do ideário republicano, D. Pedro I deixa o Brasil, deixando como herdeiro do trono seu filho, D. Pedro II, filho de D. Maria Leopoldina. Era o sétimo filho e terceiro varão e como seus irmãos mais velhos haviam falecido, era o legítimo herdeiro do trono brasileiro.

Após a abdicação de seu pai, D. Pedro I, logo Pedro II torna-se imperador do Brasil, aos seis anos, tendo sido seu tutor o maçom José Bonifácio de Andrada e Silva. Seu reinado durou perto de cinquenta anos.

D Pedro II Nasceu no Palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, no dia 2 de dezembro de 1825, e morreu em Paris, França, no dia 5 de dezembro de 1891.

Quem foram os principais arquitetos da Proclamação da República Federativa do Brasil?

Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Deodoro da Fonseca.

E quem foi Benjamin Constant?

Em verdade, este ilustre maçom, considerado por muitos historiadores como o grande mentor intelectual da Proclamação da República, era militar do Exército brasileiro, engenheiro, professor e político. Foi ele quem conseguiu convencer o Marechal Deodoro da Fonseca, o mais velho na hierarquia militar, a proclamar a República Federativa do Brasil numa bela manhã de sol do dia 15 de novembro de 1889, mesmo e apesar de se encontrar adoentado, vitimado por forte constipação. E então, ambos estrategicamente concluíram que o momento realmente era ideal para o ato, e assim foi feito, sem carnificina, sem nenhuma morte.

Benjamin Constant nasceu no dia 18 de outubro de 1836, em Niterói, Rio de Janeiro, e faleceu no dia 22 de janeiro de 1891, no Rio de Janeiro. Era adepto do positivismo e foi um dos principais articuladores do levante republicano de 1889. Foi Ministro da Guerra e depois Ministro da Instrução Pública, no governo provisório. As disposições transitórias da Constituição de 1891 o consagram como fundador da República brasileira.

O primeiro presidente republicano foi o marechal Manuel Deodoro da Fonseca. Nasceu no dia 5 de agosto de 1827 e faleceu no dia 23 de agosto de 1892. Seu mandato presidencial se deu no período de 15 de novembro de 1889 a 23 de novembro de 1891, tendo sido substituído por Floriano Peixoto, primeiro vice-presidente do Brasil e segundo presidente cujo período abrange a maior parte da história da política brasileira.

 

A BANDEIRA BRASILEIRA 

Os autores da bandeira do Brasil são:

Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares. A nova bandeira republicana substituiu a bandeira que havia sido proposta por Rui Barbosa, içada do dia 15 de novembro ao dia 19 de novembro de 1889. As grandes mudanças entre a bandeira brasileira e a bandeira do período colonial são as seguintes:

O losango amarelo teve seu tamanho redimensionado; o símbolo das Armas do Império, que estava no centro da bandeira imperial, foi substituído pela esfera azul republicana; no centro da esfera foi adicionado um lema positivista escrito “Ordem e Progresso”, lema inspirado em uma frase de Auguste Comte. Por último, foram adicionadas estrelas brancas, dentro da esfera, como representação dos estados brasileiros.

A Bandeira do Brasil, com suas formas geométricas, foi idealizada e consagrada como profunda fonte de inspiração Superior. O losango e o globo ou a esfera azul, em seu interior, simbolizam ao mesmo tempo o Universo físico, com suas estrelas, e o Olho que Tudo Vê, Fonte Fecunda de Luz, de Felicidade e de Virtude.

A Inspiradora expressão ORDEM significa a necessidade de respeito a própria Ordem, a Constituição, a República, ao ordenamento jurídico. A Inspiradora expressão PROGRESSO, dentro do conceito progressista, significa o desenvolvimento prático das liberdades individuais e coletivas, do livre pensar, da livre inciativa, da qualidade de vida, amor e respeito a sua gente, sua terra, a sua e a nossa identidade cultural.

Um Brasil superior com boa formação superior

Qual a base cultural das grandes civilizações, na Idade Antiga?

A filosofia.

E quem são estas civilizações, verdadeiros berçários culturais da humanidade e grandes irradiadores de uma base profunda de conhecimento?

Os sumérios, egípcios, gregos, indianos e chineses.

De onde veio todo este conhecimento?

Do Oriente.

Para onde migrou tal conhecimento?

Para o Ocidente.

Onde surgiu a base conceitual da democracia e quem as disseminou?

Na Grécia Antiga, através de Sócrates e Platão.

Sócrates, nos diz o seguinte:

“A sabedoria começa na reflexão”!

E Confúcio nos faz pensar:

“ O homem superior exige muito de si mesmo. O homem inferior exige muito dos outros…”

Portanto, precisamos gerar um Brasil superior com boa formação superior!

Hoje, mais atual que nunca, Platão nos faz refletir:

– O ignorante afirma, o sábio duvida e o sensato reflete!

Por favor, anotem aí os dados:

Lamentavelmente, apenas 5% da população brasileira possui curso superior completo.

No Brasil, somente a chamada população adulta possui ensino superior. O índice percentual de adultos, entre 25 a 34 anos, portando diploma do ensino superior, não ultrapassa 21%, dado considerado muito baixo se comparado a outros países. De acordo com o Inep, o índice brasileiro é bem menor do que em países como o Chile (34%), Colômbia (30%), México (24%) e Argentina (40%), por exemplo. Os Estados Unidos apresentam uma média de 49%.

Estudos comparativos revelam que pretos, pobres e estudantes vindos da escola pública representavam, em 2015, 6 a cada 100 alunos dentro do universo do ensino superior. O referido cenário não só mudou como também piorou e evidenciou um decréscimo de 5 a cada 100 alunos, em 2019, um ano antes da maldita pandemia.

De acordo com a Consultoria IDados, outro cenário lamentável é a constatação do fato de 40% de acadêmicos recém-formados não conseguirem emprego em sua área de especialização.

Investir em educação, principalmente a superior, não parece ser uma medida necessária e urgente em prol do desenvolvimento moral, intelectual e da boa qualidade de vida do povo brasileiro?

Refletir é preciso!

A CPI da Pandemia e seu relatório: Face, verdade, dor dos sobreviventes e o que virá…

A CPI da Pandemia encerrou seus trabalhos de investigação, apuração, relatos e provas nesta terça-feira, 26 de outubro de 2021, compondo um robusto documento com 1. 299 mil páginas intitulado Relatório Final da CPI da Pandemia. O referido documento, solicitando 80 indiciamentos, já foi entregue a Procuradoria Geral da República, Tribunal de Contas da União e Supremo Tribunal Federal-STF para as urgentes providências legais que cada aberração e cada caso absurdo requer.

 

Os comoventes e marcantes depoimentos de sobreviventes da covid-19, relatados na histórica sessão da CPI da Pandemia do dia 18 de outubro de 2021, certamente causou, em todos nós, um grande nó na garganta e um forte aperto no coração. São relatos de dor, desespero e abandono, vítimas de um estado que absurdamente insiste em ser negacionista, contrário a ciência e aos necessários cuidados preventivos do uso de máscara, isolamento e distanciamento social.

 

O líder da ONG carioca, Rio da Paz, Antônio Carlos Costa, assim se manifestou, para que jamais esqueçamos o absurdo que estamos vivendo: “Temos subido e descido morro levando cesta básica. Tivemos que ir às ruas para pedir para aquele que ocupa o mais alto posto que trate a população com respeito e dignidade. O que vimos foi a antítese de tudo que se esperava de um presidente. Não soubemos de favela que tenha visitado ou hospital que tenha se dirigido aos profissionais de saúde. Em dias de fome, doença, morte e luto, em vez de cuidar do povo que o elegeu, se dedicou a defender seu mandato. Faço questão de ressaltar sua impressionante falta de empatia para que nunca mais sejamos governados dessa maneira por quem quer que seja”.

 

Os casos são tão graves, de tudo o que foi minuciosamente apurado na CPI da Pandemia, que já não cabe qualquer argumentação de cunho ideológico, vitimização, calúnia, injúria e muito menos difamação.

 

E realmente, convenhamos, existe um grande abismo de diferença entre liberdade de expressão e absurdas e loucas expressões de indução ao crime, ao genocídio coletivo. Portanto, explorar e abusar a falta de conhecimento ou fé das pessoas com a tal imunidade de rebanho, descaradamente agindo como se seres humanos fossem ratos em experiência laboratorial, inegavelmente, é considerado CRIME GRAVE em qualquer parte do mundo.

 

O depoente Marco Antônio assim desabafou na plenária da CPI da Pandemia:

 

“Daria a minha vida para meu filho ter chance de ser vacinado. Quero entender porque lutar contra máscara e vacina. Eu daria tudo para meu filho ter essa chance. Naquele dia, na Praia de Copacabana, parecia que meu filho era culpado por ter morrido de covid. Começaram a agredir me chamando de comunista. Ele não é um número! Estou aqui porque tive oportunidade de tomar vacina”!

 

Marco Antônio, no dia em que foi agredido na Praia de Copacabana, simplesmente estava recolocando de volta as cruzes enterradas na areia que simbolizavam as vítimas da covid, infelizmente derrubadas por fanáticos radicais.

 

Diversos são os crimes tipificados pela CPI da Pandemia a várias autoridades públicas, do presidente a ministros de estado, secretários, assim como assessores, colaboradores diretos ou indiretos, empresários e fornecedores. Incitações ao crime, charlatanismo, crimes contra a humanidade, perigo para a vida ou saúde de outrem, epidemia com resultado de morte, infração de medida sanitária preventiva, omissão de notificação de doença, falsificação de documento particular, falsidade ideológica, uso de documento falso, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, corrupção passiva, prevaricação, usurpação de função pública, corrupção ativa, advocacia administrativa, fraude em licitação ou contrato, fraude processual, são as citações apensadas no relatório pelo renomado jurista, o Prof. Dr. Miguel Reale Jr.

O Amapá e a bioeconomia

O 24º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, ocorrido nesta segunda-feira (18) em Belém do Pará, com a participação de nove governadores, é um marco histórico definitivo para a região Norte ao defender os fundamentos do correto caminho da sustentabilidade ambiental.

 

Nunca é demais lembrar que o Estado do Amapá de muito merece reconhecimento nacional e internacional por ser a região mais bem preservada do Brasil e uma das mais bem cuidadas do planeta, observação feita por amapaenses desde a Eco-92.

 

Para quem não lembra, a Eco-92 foi a primeira Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada aqui mesmo, no Brasil, no Rio de Janeiro, no período de 3 a 14 de junho de 1992.

 

Inicialmente o grande defensor da política de desenvolvimento sustentável no Amapá foi João Alberto Capiberibe, prefeito da cidade de Macapá no período de 1989 a 1992 e governador desta região no período de 1995 a 2002.

 

Hoje, o histórico pacto de governadores da Amazônia Legal, firmado em documento, no formato de Acordo de Cooperação, tem o objetivo de fomentar a chamada bioeconomia amazônica através da liberação de recursos para os arranjos produtivos locais ou cadeias produtivas. A grande sacada proposta é justamente usar as novas tecnologias disponíveis para a criação de serviços e produtos sustentáveis, com selo de qualidade, tais como alimentos, biocombustíveis, madeira certificada, medicamentos, etc…

 

Considerado um dos maiores entusiastas do tema, o governador Waldez Góes levanta uma bandeira tão urgente e necessária nestes tempos sombrios de pandemia, negacionismos e negacionistas, e principalmente em tempos de absurdas insanidades humanas praticadas contra o meio ambiente não só no Brasil como no mundo, no particular e no geral.

 

Outro documento, de fundamental importância, devidamente assinado pelos governadores, é o memorando de entendimento à cooperação alemã-GIZ e emergente/LEAF Coalition, uma união de forças mundiais que reúne Estados Unidos, Reino Unido e Noruega. A finalidade desta união internacional é oferecer financiamentos para projetos de combate ao desmatamento assim como a projetos focados na questão sustentável da conservação do meio ambiente. A assinatura do termo de cooperação técnica com as instituições deverá ocorrer na Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP-26), importante evento a ocorrer em novembro, na Escócia.

 

Todos esperamos que finalmente, ao final e ao cabo, o Amapá seja devidamente reconhecido, valorizado e respeitado, ocupando o lugar de destaque que certamente lhe compete aos olhos e ouvidos da comunidade mundial.

 

Que assim seja!

Estamos sós no Universo?

Durante este preocupante período de pandemia e de irresponsáveis provocações de incêndios florestais, aquecimento global, graves danos ao meio ambiente, caos epidêmico nos hospitais e fome, cada vez mais pessoas no mundo tem avistado ou mantido contato com seres e Objetos Voadores não Identificados.

Estamos sós no universo?

A History, no canal You Tube, dispõe de interessante documentário sobre a incrível missão da Apolo 17 a Lua com depoimentos reveladores de pessoas envolvidas na missão. Grandes, avançadas e incríveis estruturas de engenharia de uma civilização avançada estão lá, na Lua, ocultadas da humanidade, assim como uma grande nave espacial que ultrapassa nosso míope conhecimento tecnológico sobre como viajar no espaço, na velocidade da luz. E aliás, de muito tempo os tais Objetos Voadores não Identificados estão sendo avistados aqui na Terra.

Seria muita pretensão de qualquer pretencioso mortal considerar que somente nós, seres humanos tão imperfeitos e cheios de defeitos, sermos os únicos seres inteligentes em estágio de evolução moral a habitar esta vasta imensidão do universo. Ainda estamos apegados a dogmas e tristemente achamo-nos superiores como se fossemos os “donos do universo”. E olha que nossa galáxia é apenas um grão de areia se a compararmos a inimaginável dimensão do universo.

Já faz algum tempo que as pesquisas e estudos comparativos chegaram a evidente conclusão a respeito da inegável existência de outras galáxias e consequentemente, da grande hipótese de vida inteligente em outros mundos. Basta ver e entender, com os olhos de ver, os hieróglifos egípcios, as mensagens sumérias, maias e astecas, por exemplo. Iremos verificar que todas elas, coincidentemente, fazem grandes referências ao celeste e ao espacial, citando justamente a vinda de viajantes das estrelas, visitantes que disseminaram uma cultura superior a estas civilizações.

A página 73, da antológica obra Os Exilados de Capela, de Edgard Armond, com mais de 300 mil exemplares vendidos, em sua 4ª edição, 5ª reimpressão (fevereiro/2014), narra sobre a tradição religiosa dos hindus. A genial escritora H.P. Blavatsky revela a narrativa:

– Seres gloriosos, aos quais seu aspecto brilhante valeu o título de Filhos do Fogo, constituem uma Ordem Sublime entre os Filhos de Manas. Eles tomaram sua habitação sobre a Terra como instrutores divinos da jovem humanidade”.

Percebam um conceito original do puro antigo egípcio a englobar as seguintes ideias: Verdade, justiça, harmonia e retidão moral:

Ma’at-neb-men-aa, ma’at-ba-aa

Para pesquisadores, seu significado é:

Grande é o Mestre da Retidão, Grande é o espírito da Retidão.

O grande ufólogo Giorgio Tsoukalos, considerado uma celebridade mundial, indaga o seguinte:

“As pessoas religiosas dizem que somos os únicos no universo e que Deus nos criou e que somos os melhores. Fantástico! Mas o que é tão grande quanto Deus para ter apenas uma espécie e um planeta com vida na vastidão do universo? A comprovação de vidas em outros planetas faz de Deus ainda mais magnífico se não estivermos sozinhos”.

Ao longo da história, milhares e milhares de pessoas já tiveram contato extraterrestre. São civis, marinheiros, soldados e pilotos da força aérea, de vários cantos do planeta. Cada qual tem a sua história, o seu relato, a sua verdade, muitas, convergindo como experiências bem similares. Negar tais fatos, relatos, documentos, fotos e vídeos comprobatórios não parece o mesmo que tentar tapar o sol com a peneira e ignorar o óbvio, a respeito da existência de vida em outros planetas?

Estamos sós no universo?

 

S.O.S. Mãe Natureza!

Se algo não for de imediato feito pela humanidade para debelar as queimadas, devastações ambientais, poluições no ar, nos rios, nascentes, mares e oceanos, em curto ou médio prazo todos drasticamente sentiremos e sofreremos, anualmente e aos poucos, consideráveis alterações no clima com impacto direto no nível de oxigênio e na temperatura ambiental das cidades. E então, como a Mãe Terra, como a Mãe Natureza, sofreremos e morreremos aos poucos, loucos, atônitos, porque não tivemos tempo em nosso tão temporal tempo de cuidar devidamente da saúde do planeta.

A mesquinhez de vida do mundo material, no corre-corre do dia a dia por mais lucro, fechamento de novos negócios, novos ganhos e grandes articulações políticas, nunca deram ou pouco permitiram lugar a ocupar tempo com questões ambientais, embora de muito a Mãe Terra esteja pedindo S.O.S. socorro. E se, por uma desgraça no porvir, os cálculos de pesquisadores, cientistas, se tornarem fator real e concreto, caso governos cruzem os braços, em breve futuro não haverá mais lágrimas para chorar! Os que anualmente sobreviverem amaldiçoarão a todos e a si mesmos, pedindo perdão a Deus, ao Sagrado, por tamanha desgraça causada ao mundo. E o eco do grito não será escutado, o lamento não será atendido, porque nas profecias, em Genesis, Capítulo I, justamente narra todo o processo Divino da Criação, no presente sendo desgraçadamente destruído pelo homem predador.

Estou sendo fatalista, eco sensacionalista?

Tenho a mais perfeita e absoluta convicção que não, isso se todos tomarem conhecimento sobre o que cientistas ultimamente andam dizendo sobre o clima, meio ambiente, biodiversidade, humanidade, saúde e sobrevivência do planeta Terra e de seus habitantes.

Mas, a grande questão do momento é:

Porque a Ciência Climática é a grande chave para proteger as pessoas e o planeta?

Porque ela vem se mostrando altamente urgente e necessária para entendermos o que vem ultimamente ocorrendo com o clima, aquecimento global. Ela nos dá a exata dimensão técnica de como a ação humana vem produzindo poluição e eventos climáticos extremos, nestes últimos anos.

O Relatório Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas, composto por 234 autores e 14 mil artigos científicos, é o documento mais robusto e sério ultimamente produzido por cientistas e representantes de 195 países.

Seria tarde demais para que uma eficaz ação humana retarde o lamentável caminho das preocupantes mudanças climáticas?

Para o grupo de cientistas, não, mas, alertam sobre a fundamental importância em recuperar o tempo perdido com governos disponibilizando financiamentos em planos, programas, projetos e ações sustentáveis, unindo agendas mundiais em torno do clima, da saúde do meio ambiente.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) é um órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem a função de avaliar a ciência relacionada às mudanças climáticas. Foi criado em 1988 para fornecer aos líderes mundiais avaliações técnico científicas sobre mudanças climáticas, implicações e riscos, e propor estratégias. Possui 195 estados membros.

Fernando Lourenço: A saga de um sertanejo na Amazônia Legal

O Prefeito de Calçoene, Reinaldo Barros, com o apoio da edilidade local, resolveu justamente homenagear o garimpeiro Fernando Lourenço nominando a praça do Distrito do Lourenço com o seu nome.

Mas, quem foi, afinal de contas, Fernando Lourenço da Silva?

Um nome, um homem, uma história, uma lenda!

Ele foi como um verdadeiro e destemido bandeirante nordestino, em plena Amazônia Legal, mestre garimpeiro desbravador do Vila Nova e Cassiporé, Amapá, ponto norte setentrional do Brasil.

 

Duras aventuras

Aos 26 anos, aqui chega nesta insulada terra, em 1938, ano em que a chamada “volante” cerca e mata Lampião e seu bando. Nesta época, a região amapaense ainda pertencia ao Pará. Meses antes, em Campina Grande, Paraíba, sua terra natal, já ouvira diversas histórias sobre o Amapá, Cabralzinho e o ouro do Calçoene. E então, intuitivamente e inesperadamente, reúne economias e resolve arriscar tudo, e vir para o Amapá. Em Macapá, compra o básico para sua sobrevivência e depois, embrenha-se nas matas. Atravessa rios e cachoeiras e muitas vezes sofre sozinho e dorme ao relento.

Os anos seguintes seriam de uma busca inglória por ouro, sem muito sucesso, embora tivesse um incrível faro para descobrir veios auríferos. Até que, a partir de 1942/1943 em diante, a sorte começa a sorrir para ele, a alterar caminhos. Logo, consegue encontrar um pouco do precioso minério. Sua humilde residência, inicialmente, era próxima ao Mercado Central de Macapá.

 

O encontro com Janary e a chegada das famílias

Em 1943, meses após assumir o cargo de primeiro governador do território federal do Amapá, Janary Gentil Nunes já ouvira falar de Fernando Lourenço e suas incríveis façanhas no Vila Nova e em Calçoene, rio Cassiporé. Sabedor de sua coragem e grande capacidade de liderança, o governador imediatamente manda chamá-lo em seu gabinete para conversar. Assim começa, entre ambos, uma sólida, duradoura e respeitosa amizade. Chegando ao Palácio do Governo, um pouco assustado, “seu Fernando”, como era chamado por todos, imediatamente percebe o grau de responsabilidade que o governador lhe pedira, em seu gabinete:

Trazer famílias, gente de responsabilidade do sertão nordestino para trabalhar em território amapaense. O navio Taimbé, da gloriosa Marinha de Guerra do Brasil, foi a nau encarregada de trazer estas famílias para o Amapá, em plena Segunda Guerra Mundial. Após longas horas de viagem, inicialmente, pelo litoral nordestino, sem poder acender lamparina ou candeeiro, por causa de submarinos nazistas, o navio aporta em Fortaleza, Ceará, onde todos são vacinados contra febre amarela. A próxima parada, com navegação pelo litoral norte, seria em Belém do Pará para depois e finalmente o navio aportar com segurança em Macapá. Na insulada região macapaense aqui chegam, em 1943, a esposa, Maria Severina da Silva e os filhos João Lourenço (9 anos), José Lourenço (7 anos), Francisca (4 anos), Luzia (3 anos), a família Barreto e os sertanejos Ataíde e Bibi, pai da educadora amapaense, minha grande mestra, professora Ivanilde Lacerda.

Anos depois, em solo amapaense, nasceriam as filhas do casal Fernando & Maria, Maria Nazaré Lourenço da Silva (in memorian, vítima de malária), Alzira Lourenço da Silva (Alzira Lourenço da Silva Ramos), Irene Lourenço da Silva (in memorian), Teresinha Lourenço da Silva (Teresinha Lourenço Semblano Oliveira) e Geni Lourenço da Silva (in memorian) (Geni Lourenço Rodrigues). Milene Lourenço (filha de criação).

Os primeiros netos foram Solange Lourenço, Maria Betânia, Wellington Silva e Núbia Soraia.

 

Progresso, sociedades, e mais lutas…

No dia 19 de novembro de 1948 Fernando Lourenço compra um dos seus primeiros imóveis, situado em Macapá, na Avenida Presidente Vargas, 826, bairro central, documento registrado em cartório pelo histórico tabelião de notas, Jaci Barata Jucá, assim como na prefeitura, pelo grande pioneiro da administração pública municipal de Macapá, Heitor Picanço. Tempos depois o mestre da garimpagem compraria nada mais e nada menos que 28 terrenos, em sua boa parte, localizados no centro da cidade de Macapá. Chegou a fazer promissora sociedade com o pai do Dr. Ribamar, Guilherme, residentes que eram onde hoje funciona o Restaurante Sarney, assim como com o Sr. Evaldo Cavalcanti. Décadas depois, em 1969, na promissora área de garimpo, próxima do rio Vila Nova, é visitado por sua filha, Luzia, primeira mulher a adentrar área de garimpagem, acompanhada de seu esposo, João Bosco Nogueira Lima. Aos 29 anos, com indenização recebida das Casas Pernambucanas, por oito anos de trabalho, Luzia resolve apoiar o pai e viaja com o marido a Belém do Pará para efetuar a compra de maquinário. Objetivo: Facilitar e agilizar o processo de moagem de pedras para posterior seleção de ouro, cassiterita e tantalita. Infelizmente, o equipamento é comprado errado! O estabelecimento comercial vende uma máquina para moer ostras, de 24 martelos, situação que culminou em grande desgaste ao maquinário, vez por outra tendo de fabricar martelos, em Macapá. Tia Luzia, como é carinhosamente chamada, até hoje lembra da grande dificuldade existente, na época, de se chegar as áreas de garimpo de Fernando Lourenço, no Vila Nova, e Cassiporé:

“ Após horas de carro em estrada de chão tínhamos de atravessar cachoeiras e segurar em cipós pela beira de rios e corredeiras para finalmente chegar as áreas de garimpo de papai. Houve um momento que meu irmão, José Lourenço, por muito pouco não morreu. A “rabetinha”, desgovernada em função da grande força da correnteza, o jogou para fora da pequena embarcação! Ele foi pego e puxado pelo cabelo! Foi por muito pouco”! Relembra, emocionada.

Nos anos 60 Fernando Lourenço já gozava de grande crédito no Banco do Brasil e de profundo respeito de parte da Receita Federal. O imóvel onde hoje residem os advogados e netos Ageu e Virgílio Lourenço, localizado ao lado do Boticário, centro de Macapá, por muito tempo funcionou, alugado, o escritório da CEA e depois do Banco da Amazônia (anos 50/60). Seu procurador legal e de ofício foi o Dr. Hildemar Maia, vizinho da família, por longos anos, residente na Avenida Presidente Getúlio Vargas.

 

Nascimento e falecimento

Fernando Lourenço da Silva nasceu no dia 30 de maio de 1907, em Campina Grande, Paraíba. Aos 07 anos, junto com 9 irmãos, perde prematuramente seus pais Manoel Lourenço da Silva e Joaquina Maria Assunção, vítimas da gripe espanhola, fato que marcou profundamente sua vida. Faleceu aos 64 anos, às 20:04 hs do dia 01 de julho de 1971, em Macapá, no Hospital Geral de Macapá, vítima de cirrose hepática, tendo sido sepultado no cemitério Nossa Senhora da Conceição, localizado no centro da cidade de Macapá.

O teatro do absurdo na ONU

Se Antonin Artoud (1896-1948) tivesse nascido na data de seu falecimento e ainda estivesse vivo com certeza teria um script prontinho como formato ideal para o seu teatro do absurdo ou da crueldade:

Bolsonaro na ONU!

E nós, brasileiros, quão desolada e boquiaberta plateia, altamente corada de vergonha perante o mundo, vítimas da tragédia anunciada de uma insensatez verbal, impulsiva, fora da razão, completamente fora de esquadro, assistimos à representação nacional do Brasil na ONU como um teatro do absurdo.

O presidente falou na ONU de um país que com certeza não é o Brasil. Pode até ser o imaginário ou a concepção daquilo que absurdamente ele e seus seguidores acham que deve ser dito, mas, em verdade, as provas, documentos, dados científicos e estatísticos, mostram que o “discurso” não é o espelho de nosso sofrido Brasil varonil.

A CPI da Pandemia já apresentou diversas provas através de documentos, escutas telefônicas, testemunhos, confrontação de dados, etc, evidenciando o grau de corrupção e de total falta de respeito com a vida humana a que autoridades do Planalto Central do Brasil já chegaram. E neste “andor” de denúncias, apurações, comprovações, cada vez mais se avolumam fatos, investigações, análise de documentos e depoimentos, etc. E ainda existem fatos outros a serem apurados!

Mas, o que mais deixou boquiaberta a plateia de líderes mundiais, a imprensa mundial e nacional, e brasileiros, no geral, foi o fato de Bolsonaro, como negacionista “implícito e explícito”, insistir em sua absurda fala, e desta vez na ONU, a condenar o isolamento e o distanciamento social decretado por governadores durante a pandemia e defender o uso da tal cloroquina para a Covid-19, medicação nada recomendável pela Organização Mundial da Saúde.

E, como se não bastasse tudo isso, Bolsonaro condenou e se mostrou contra o chamado Passaporte Covid, documento a atestar que o usuário é saudável e obviamente não é um agente de contaminação.

Os incendiários aquecedores do clima, destruidores de florestas, matas, dos animais, áreas de cerrado, precisam e devem ser rigorosamente punidos não só no Brasil como no resto do mundo. Portanto, urge que a Organização das Nações Unidas tome medidas drásticas, severas, contra todos os incendiários aquecedores do clima, destruidores de florestas e de animais, e os poluidores de rios e nascentes.

Hoje, todos bem sabemos e temos clara consciência de que o único caminho racional para a conservação do meio ambiente, no mundo, é o desenvolvimento sustentável, lógico, racional, do meio ambiente. Se assim não for feito, e se logo não criarem ou colocarem em prática rígidas normas jurídicas regionais e mundiais em defesa do meio ambiente, da biodiversidade, em pouco tempo e em muito diminuirão as florestas, matas virgens, rios, nascentes e animais. Evidentemente ocorrerá o aquecimento anual do clima. A poluição anual crescente de rios e nascentes fatalmente levará a miséria e a graves problemas de saúde diversas comunidades tradicionais e ribeirinhas. Será um caos ambiental e social!

Enquanto isso, no Brasil, diante de todos os fatos e provas apresentadas pela CPI da Pandemia, o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, mostra-se cada vez mais inclinado a apoiar o impedimento do presidente, assim como parte considerável do Senado Federal.

Ninguém aguenta mais este teatro do absurdo!